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Mecanismos de Toxicidade

Ana Flavia Pina Silva Portuguese

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Mecanismos de Toxicidade

  1. ETAPA 1

    • DO SÍTIO DE EXPOSIÇÃO AO ALVO
      • intensidade do efeito tóxico
        • depende da concentração e da persistência do toxicante no sítio de ação
    • Absorção versus eliminação pré-sistêmica
      • Absorção
        • A transferência do composto químico do sítio de exposição para a superfície corpórea interna ou externa, para dentro da circulação sistêmica.
        • Fatores que influenciam
          • concentração, área de superfície da exposição, características da camada epitelia
          • solubilidade lipídica
      • Eliminação pré-sistêmica
        • Durante a transferência do sítio de exposição para a circulação sistêmica, os toxicantes podem ser eliminados
        • reduz os efeitos tóxicos de compostos químicos que alcançam os sítios-alvo pela circulação sistêmica
        • podem contribuir para
          • lesão da mucosa digestiva
    • Mecanismos que facilitam a distribuição para o alvo
      • Porosidade do endotélio capilar
        • Células endoteliais dos sinusoides hepáticos e dos capilares peritubulares renai
      • Canais de íons especializados e transportadores de membranas
        • Transporte especializado através da membrana plasmática
      • Acumulação em organelas celulares
        • Xenobióticos anfipáticos
          • grupo de amina protonável
            • caráter lipofílico
              • acumulam-se
                • lisossomas como também em mitocôndrias.
      • Ligação reversível intracelular
        • o cátions orgânico,inorgânicos e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos
          • células contendo melanina por ligação à melanina
  2. Mecanismos que dificultam a distribuição para o alvo

    • Barreiras especializadas
      • Ligação com proteínas plasmáticas
        • Distribuição dos sítios de armazenamento
          • Associação com proteínas ligantes intracelulares
            • Liberação a partir de células
  3. Excreção versus reabsorção

    • Excreção
      • é a remoção de xenobióticos do sangue e seu retorno para o ambiente externo
      • mecanismo físico
      • A rota e a velocidade de excreção dependem das propriedades físico-químicas do toxicante
      • principais órgãos de excreção
        • rins e fígado
          • removem de maneira eficiente compostos altamente hidrofílicos, como ácidos e bases.
      • excreção pelas glândulas mamárias e pelo leite; (2) excreção biliar; e (3) excreção para o lúmen intestinal a partir do sangue
    • Reabsorção
      • reabsorção do fluido tubula
        • A reabsorção pela difusão
          • Toxicantes liberados para o sistema digestório pela excreção biliar, gástrica e intestinal e secreção por glândulas salivares e exócrinas pancreáticas
            • podem ser reabsorvidos por difusão pela mucosa intestinal
      • reabsorção de compostos excretados na bile
        • SÓ É POSSIVEL SE se eles forem suficientemente lipofílicos
  4. Toxificação versus detoxificação

    • Intoxicação
      • chamada de toxificação
        • confere propriedades físico-químicas que alteram de forma adversa o microambiente de processos ou es- truturas biológicas
          • características estruturais e reatividade por biotransformação
            • interação mais eficiente com receptores específicos ou enzimas
      • aumento da reatividade
        • pode ser devido
          • (1) eletrófilos; (2) radicais livres; (3) nucleófilos; ou (4) reagentes redox-ativo.
    • Detoxificação
      • Biotransformações que eliminam o toxicante ou previnem a formação desses toxicantes
      • Detoxificação de toxicantes sem grupos funcionais
        • Detoxificação de nucleófilos
          • Detoxificação de nucleófilos
            • Detoxificação de eletrófilos
              • Detoxificação de radicais livres
                • Detoxificação de proteínas toxinas
                  • Quando a detoxificação falha
  5. ETAPA 2

    • REAÇÃO DO TOXICANTE COM A MOLÉCULAALVO
      • A toxicidade costuma ser mediada pela reação de um toxicante com a molécula-alvo
        • Atributos das moléculas-alvo
          • Para identificar de forma conclusiva a molécula-alvo como a responsável pela toxicidade, deve ser demonstrado que
            • toxicante (1) reage com o alvo e afeta negativamente sua função; (2) alcança uma concentração efetiva no sítio-alvo; e (3) altera o alvo de maneira mecanisticamente relacionada à toxicidade observada
      • Tipos de reações
        • ligar-se às moléculas-alvo de forma não covalente ou covalente
          • pode alterá-las por abstração de hidro- gênio, transferência de elétrons ou enzimaticamente.
        • Ligação não covalente
          • Ligação covalente
            • Abstração de hidrogênio
              • Transferência de elétrons
                • Reações enzimáticas
    • Efeitos dos toxicantes sobre as moléculas-alvo
      • Disfunção das moléculas-alvo
        • Disfunção das moléculas-alvo
          • ativam moléculas-alvo proteicas, simulando ligantes endógenos
        • Destruição das moléculas-alvo
          • toxicantes alteram a estrutura endógena primária de moléculas por ligação cruzada e fragmentação
        • Formação de neoantígenos
          • Formação de neoantígenos
            • igações covalentes de xenobióticos ou de seus metabólitos com proteínas podem desencadear uma resposta imune
    • Toxicidade não iniciada pela reação com moléculas-alvo
      • o (1) agentes químicos que alteram as concentrações de íon H+ na biofase aquosa; (2) solventes e detergentes que físico- -quimicamente alteram a fase lipídica da membrana celular e destroem gradiente de solutos transmembrana; e (3) xenobióticos que causam lesão
  6. ETAPA 3

    • DISFUNÇÃO CELULAR E TOXICIDADE RESULTANTE

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Mind Map on Mecanismos de Toxicidade, created by Ana Flavia Pina Silva on 07/04/2021.
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