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Abdome agudo

Marta Danielly Ribeiro Portuguese

Mapa mental sobre abdome agudo: definição, síndromes e fisiopatologia

Mapa mental: Abdome agudo

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Abdome agudo

  1. Definição

    • abdome agudo é um grande quadro clínico abdominal variável que pode ser dividido em sín- dromes, sendo cada uma delas caracterizada por diferentes formas de instalação e progressão a depender da sua etiologia.
      • O que todas as etiologias têm em comum é a necessidade de definição diagnóstica imediata.
      • As causas mais comuns de abdome agudo são infecção, isquemia, obstrução ou perfuração.
      • A maioria dos casos requer encaminhamento cirúrgico.
  2. o abdome agudo pode ser dividido em grandes síndromes:

    • Inflamatório
      • Caracteriza-se por dor de início insidioso e intensidade progressiva. Pode ser causado por um processo agudo ou pela agudização de uma doença crônica.
        • Suas principais etiologias são: apendicite aguda, colecistite aguda, pancreatite aguda e diverticulite.
          • Sintomas: Náuseas, vômitos, febre, icterícia, obstipação, diarreia
      • A apendicite é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico no mundo, podendo ocorrer em qualquer faixa etária, embora seja mais comum em adolescentes e adultos jovens.
    • Obstrutivo
      • Síndrome caracterizada por sinais e sintomas de obstrução em TGI, como náuseas, vômitos, distensão abdominal, parada de eliminação de flatos e fezes.
        • Tem caráter evolutivo e a dor costuma ser em cólica, geralmente periumbilical. Pode apresentar causa mecânica, por obliteração parcial ou total do lúmen, ou funcional.
          • Etiologias comuns: corpo estranho, bridas, hérnias, neoplasias, bolo de áscaris.
          • Sintomas: Vômitos, desidratação, náuseas, obstipação.
    • Isquêmico
      • Caracterizado por dor abdominal intensa de origem vascular. Quando o quadro é mais arrastado, a intensidade pode se apresentar diminuída pela circulação colateral. A dor é difusa e mal definida, apresentando desproporção entre a dor e o exame físico.
        • Etiologias comuns: embolia e trombose mesentérica com isquemia intestinal, redução do débito cardíaco, gastroenterites.
        • Sintomas inespecíficos, náuseas, vômitos, diarreia, distensão abdominal e constipação.
    • Hemorrágico
      • Causado pela presença de sangue em cavidade abdominal. São mais raros e geralmente acometem faixas etárias mais avançadas.
        • Como há sangramento, a depender do volume e a velocidade de instalação do quadro, pode haver prejuízo neurológico e a intervenção deve ser rápida.
        • Sintomas: Sinais de hipovolemia – pele fria, pálida, úmida, aumento do tempo de enchimento capilar, pulso fino, taquipneia, taquicardia, redução do débito urinário.
      • Etiologias comuns: gravidez ectópica rota, ruptura de aneurisma de aorta, rotura de baço.
        • PS: Em mulheres, sempre investigar ciclo menstrual e possibilidade de gravidez.
    • Perfurativo
      • Caracteriza-se por dor de início súbito e intenso, difusa em todo abdome, agravada com movimentação e irritação peritoneal por derrame de conteúdo de vísceras ocas no peritônio.
        • A evolução natural da síndrome se dá por inflamação química inicial com posterior invasão bacteriana, agravando o quadro. Etiologias comuns: úlcera gastroduodenal, diverticulite, corpos estranhos e neoplasia.
          • Sintomas: Náuseas, vômitos, febre, hipotensão.
  3. Fisiopatologia

    • A fisiopatologia do AAI baseia-se na extensão do processo inflamatório/ infeccioso ao peritônio e às modificações do funcionamento do trânsito intestinal.
      • Nas fases iniciais há ainda pouca atividade inflamatória com aumento da efusão peritoneal e quimiotaxia de células inflamatórias. Já nas fases tardias existe uma exuberante resposta inflamatória com formação de fibrina, aderências, pus, e, por fim, fibrose.
        • Diagnóstico: A dor deve ser analisada de acordo com sua qualidade, quantidade, local e irradiação, início, duração e desloca- mento, fatores de melhora e piora e sintomas e sinais associados. Atenção especial deve ser dada a: (1) anorexia, náusea ou vômito; (2) micção; (3) função intestinal; (4) menstru- ação / contracepção; (5) ingestão de drogas.
          • Exame fisico: Em pacientes instáveis > avaliação rápida e monitorização cardíaca, oximetria de pulso e acesso periférico. Em pacientes estáveis > avaliação mais completa. No exame abdominal devemos fazer a inspeção, ausculta, palpação e percussão (nessa ordem). Pode se realizar também alguns testes clínicos, como sinal de Murphy (sinal de sen- sibilidade peritoneal com colecistite aguda), sinal do iliopsoas e do obturador.
            • Tratamento
              • O tratamento é dependente da etiologia da dor abdominal. É importante fazer dois acessos cali brosos, com coleta de exames e tipagem sanguínea, em caso de dor abdominal severa, além da reposição de fluidos.
                • Os pacientes podem receber medicações sintomáticas como analgésicos e antiespasmódicos como a combinação de dipirona e hioscina. Mas em casos de dor incontrolável, pode ser usada morfina, 0,05 mg/kg a cada 20 minutos até controle da dor (cuidado com pacientes com náuseas e vômitos, pois o medicamento pode piorar esses sintomas podem piorar). Em pacientes com quadros de litíase urinária, podemos usar anti-inflamatórios.
            • Exames laboratoriais: Proteína c reativa (PCR); Função hepática; amilase, HCG, urina
            • Exames de imagem: Rx abdomibal; radiografias com contraste, USG, TC, RM e CPRE

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Mind Map on Abdome agudo, created by Marta Danielly Ribeiro on 20/10/2021.
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