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CHOQUE

Raquel Lins Portuguese

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CHOQUE

  1. Diagnóstico inicial = perfusão orgânica e oxigenação tecidual inadequadas

  2. Colapso circulatório

    • Diminuição da pressão de pulso sugere perda sanguínea
  3. Prestar atenção: frequência cardíaca, frequência respiratória, perfusão cutânea, pressão de pulso

    • Paciente traumatizado, frio e taquicárdico = choque
  4. Tipos de Choque

    • Hemorrágico
      • Hemorragia é a causa mais comum de choque
        • Perda aguda de sangue
          • Classe I = doador de sangue; discreta taquicardia, sem alteração na oressão arterial, pressão de pulso ou frequência respiratória
          • Classe II = choque não complicado (até 30%); taquicardia, taquipneia, diminuição da pressão de pulso; exige reposição de fluidos
          • Classe III = perda de até 40%; perfusão inadeuqada, muita taquicardia, taquipneia, alterações no estado mental, quead da pressão sistólica; quase sempre requerem transufusão
          • Classe IV = perda maior que 40%; ameaça a vida; taquicardia acentuada, diminuição da pressão de pulso inconsciência, pele pálida e fria; exige transfusão rápida e intervenção cirúrgica imediata
        • Reposição volêmica
          • Reposição Inicial
            • Soluções eletrolíticas isotônicas = expansão intravascular e reposição de volume
            • 1a escolha = Ringer Lactato; 2a escolha = solução slaina fisiológica
            • Aprox 3 ml de cristaloide para cada ml de sangue perdido
            • Determina a terapêutica subsequente
              • Resposta rápida: indica perda pequena de volemia
              • Resposta transitória: piora na perfusão a medida que a velocidade de reposição diminui; indica sangramento persistente ou reanimação inadequada
              • Resposta mínima: indica necessidade de intervenção cirúrgica
              • Reposição de sangue
                • Reposição volêmica: pode ser obtida com cristaloides
                • Objetivo: restabelecer a capacidade de transporte de oxigênio
                • Aquecer para evitar a hipotermia
                • Autotransfusão: deve ser considerada no hemotórax volumoso
            • Paciente hemodinamicamente estável: taquicardia, taquipneia, oligúria; está hipoperfundido
            • Paciente hemodinamicamente normal: não exibe sinais de perfusão inadequada
          • Avaliação
            • Normalização da pressão sanguínea, da pressão e da frequência do pulso = indica restabelecimento da circulação, mas não informam sobre a perfusão
            • Melhora da pressão venosa central e da circulação cutânea = normalização da perfusão
            • Débito urinário é um dos principais índices de recuperação
              • Monitor do fluxo renal
            • Choque hipovolêmico = taquipneia = alcalose respiratório -> depois = acidez metabólica (perfusão inadequada = metabolismo anaeróbio)
              • Acidose persistente = tratar com infusão líquida
      • Tratamento inicial = hipovolemia
      • Respostas iniciais = compensatórias = vasoconstrição cutânea, muscular e visceral
      • Taquicardia
      • Metabolismo anaerobico nas células = acidose metabólica
      • Abordagem inicial
        • Exame físico: examina lesões + avalia ABC; sinais vitais, débito urinário e nível de consciência
        • Vias aéreas e respiração: via aérea pérvia
        • Circulação: controlar a hemorragia externa, estabelecer acesso venoso adequado e avaliar a perfusão tecidual
        • Exame neurológico: determinar nível de consciência, movimentação ocular, resposta de pupila, função motora e sensibilidade
        • Exposição: despir e examinar; cuidado com a hipotermia
        • Dilatação gástrica: inserir sonda diminui o risco de aspiração
        • Sonda urinária: verificar presença de hematúria e monitorar o débito urinário
        • Acesso vascular: colocar 2 cateteres intravenosos periféricos; colher amostras de sangue para exames laboratoriais, tipagem sanguínea, prova cruzada e teste de gravidez
    • Cardiogênico
      • Disfunção miocárdica
        • Contusão miocárdica, tamponamento cardíaco, embolia gasosa, infarto agudo do miocárdio
          • Contusão miocárdica = monitorização da pressão venosa central
          • Tamponamento cardíaco: mais comum em ferimentos perfurantes. Sinais: taquicardia, bulhas abafadas, veias do oescoço dilatadas, hipotensão que não responde a reposição volêmica
        • Monitoramento com ECG para verificar arritmias e traços sugestivos de lesão
    • Pneumotórax Hipertensivo
      • Mecanismo valvular faz o ar entrar no espaço pleural, mas ele não cknsegue sair
      • Aumento da pressão intrapleural, colapso do pulmão, desvio do mediastino, diminuição do retorno venoso e do DC
      • Sinais: enfisema subcutâneo, ausência de murmúrio vesicular, som hiper timpânico, desvio da traqueia, insuficiência respiratória
    • Neurogênico
      • Lesões cranianas isoladas não causam choque
      • Lesão medular = perda de tônus simpático = hipotensão (sem taquicardia e sem vasoconstrição cutânea)
      • Tratamento inicial = hipovolemia
    • Séptico
      • Infecção imediatamente após o trauma é incomum
        • Geralmente ocorre em ferimentos perfurantes com contaminação peritonial por conteúdo intestinal
      • Quando o volume sanguineo está normal = discreta taquicardia, pele rósea e quente, pressão sistólica norml, pulso cheio

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Mind Map on CHOQUE, created by Raquel Lins on 16/03/2017.
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Raquel Lins
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