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Filosofia

Gabriel Ferreira Portuguese

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Filosofia

  1. SÓCRATES

    • RACIONALISTA
      • Para Sócrates, era importante encontrar um fundamento seguro para o nosso conhecimento. Acreditava que esse fundamento residia na razão humana
    • MÉTODO
      • A Arte do Diálogo
        • Sua atividade era seu desejo de não ensinar os homens
          • As pressuposições são questionadas,
        • parecia querer ele mesmo aprender com o seu interlocutor
          • Assim, não ensinava como um vulgar professor de escola: dialogava
        • No decurso do diálogo, levava freqüentemente os outros a reconhecerem os pontos fracos das suas reflexões.
          • Podia suceder então que o interlocutor fosse encostado à parede e tivesse de reconhecer , por fim, o que era o justo e o injusto
        • sua tarefa era ajudar os homens a “parir” o saber corretO
          •   porque o verdadeiro saber tem de vir de dentro e não pode ser enxertado. Só o conhecimento que vem do interior é a verdadeira “inteligência
        • Sócrates podia simular ignorância ou parecer mais estúpido do que na realidade era: a famosa “ironia socrática
          • Sócrates dizia que Atenas era como um cavalo indolente, e ele era uma espécie de pernilongo que lhe picava o flanco para o manter desperto.
    • PROJETO FILOSÓFICO
      • Preocupava-se com o homem e com a vida humana
      • trouxera a filosofia do céu para a terra, a introduzira nas cidades e nas casas e que tinha forçado os homens a refletirem sobre a vida e os costumes, o bem e o mal
      • Não se considerava um sofista — uma pessoa instruída ou sábia. Ao contrário dos sofistas, não pedia remuneração pelo seu ensino.
        • Não, Sócrates denominava-se filósofo, no sentido mais genuíno do termo. Um “filósofo” é, na realidade, um “amante da sabedoria”, alguém que aspira a adquirir a sabedoria
      • Um filósofo é, portanto, alguém que reconhece que há muitas coisas que não entende. E isso aflige-o. Deste ponto de vista, é porém mais sábio que todos os que se gabam do seu pretenso saber .
        • a humanidade é confrontada com questões importantes, para as quais não encontra facilmente as respostas corretas. T emos, então, duas alternativas: podemos enganar-nos a nós mesmos e ao resto do mundo e fingir que sabemos tudo o que é preciso saber . Ou podemos fechar os olhos perante as grandes questões e desistir de uma vez por todas de ir mais longe. Desta forma, a humanidade divide-se em duas partes. Em geral, os homens ora estão totalmente seguros ou são indiferentes.
      • Sabia apenas que nada sabia — e isso preocupava-o, por isso se tornou filósofo — uma pessoa que não desiste e que procura incansavelmente o saber
      • Sócrates achava impossível que alguém fosse feliz se agisse contra as suas próprias convicções. E aquele que sabe como atingir a felicidade vai, certamente, fazê-lo. Por isso, quem sabe o que está certo, fará o que está certo. Ninguém deseja ser infeliz, pois não?
        • Quando agimos mal, é porque não sabemos agir melhor . Por isso é tão importante alargar o nosso saber . Para Sócrates, tratava-se especificamente de encontrar definições totalmente claras e universais para o que é justo e o que é injusto. Ao contrário dos sofistas, ele achava que a faculdade de distinguir o justo do injusto residia na razão e não na sociedade.
    • EMPATE CONTRA OS SOFISTAS
      • Ceticismo radical
        • Górgias é conhecido por introduzir o ceticismo radical. Ele deu as costas à filosofia e dedicou-se à retórica. Essa disciplina enfocava a arte da persuasão no discurso público. O objetivo da retórica não era proclamar a verdade, mas atingir objetivos por meio da persuasão. Górgias negou que houvesse qualquer verdade. “Todas as afirmações são falsas”, ele declarou. Não pareceu incomodá-lo que, se todas as afirmações são falsas, a afirmação “todas as afirmações são falsas” também é, o que significa que pelo menos algumas afirmações têm de ser verdadeiras. Suas idéias não são muito diferentes das dos relativistas de hoje, que procla­mam que não há absolutos {a não ser o absoluto de que não há absolutos!). Ele baseia seu axioma na premissa de que nada existe. Todavia, ele deixa a porta entreaberta ao dizer que, se algo existe, é incognoscível e incompreensível. E, mesmo que exista e seja cognoscível, é incomunicável. As posições de Górgias e outros serviram para despertar Sócrates do seu sono dogmático, assim como o ceticismo de David Hume acordaria Immanuel Kant séculos mais tarde. Sócrates entendeu que a morte da verdade significaria a morte da virtude, e que a morte da virtude seria o beijo da morte da civilização. Sem verdade e virtude, o único resultado possível é a barbárie
  2. PLATÃO

    • TINHA 29 ANOS QUANDO SÓCRATES MORREU
    • Academo
      • era o nome do bosque onde fundou a ACADEMIA
    • Qual era o objeto de estudo de platão
      • Era a relação do eterno e o imutável e POR AQUILO QUE FLUI
    • O que faz um filósofo
      • Para eles não se trata de eleger a mulher mais bela do ano ou a verdura mais barata. (Por isso, eles nem sempre são populares!). Os filósofos procuram dar pouca atenção a essas coisas frívolas e efêmeras.
      • Ele procura obter uma “realidade” própria que seja eterna e imutável. E na verdade é precisamente para isso que temos filósofos.
      • Procuram mostrar o que é “verdadeiro” em si, “belo” em si, e “bom” em si
    • sofistas e sócrates se afastam da filosofia da natureza
      • Preocupavam-se com esta questão quando se tratava da moral humana e dos ideais ou virtudes da sociedade. Os sofistas achavam, grosso modo, que o conceito de justiça e de injustiça variava de cidade-estado para cidade-estado e de geração para geração. A questão da justiça e da injustiça seria, portanto, algo “fluido”.
    • O MUNDO DAS IDÉIAS
      • Empédocles e Demócrito
        • Mostraram que
          • todos OS FENOMENOS 'fluem'
            • mas que apesar disso há “algo” que nunca se transforma (as “quatro raízes” ou os “átomos”). Platão confronta-se igualmente com esta problemática — mas de uma forma completamente diferente
      • Platão achava que
        • Tudo que podemos tocar ou sentir na natureza flui
          • não há nenhum elemento eterno no mundo SENSÍVEL
            • toda materia o tempo consome, no entano a forma ou ideia não é cosumida, portanto eterna e imutável
      • Exercício mental
        • Os cavalos tem uma forma que nunca muda
          • Assim, o eterno e imutável não é nenhum “elemento primordial”. O eterno e o imutável são modelos espirituais ou abstratos, a partir dos quais se formam todos os fenômenos.
      • Platão respondeu uma questão que os filosófos pré-socraticos deixaram meio que em aberto
        • Eles explicaram que as transformações da natureza não são tranformações efetivamente e sim pequenos blocos eternos e constantes que se desagregam e depois se rearrajam
          • Para melhor elucidação imaginemos peças de lego, se montardes um cavalo e depois guardares as peças não vai criar outro cavalo só sacudindo a caixa
            • o modelo do cavalo coninua inalterado e isso é o que forma o aspecto do cavalo
              • apesar de varios cavalos diferentes tens a ideoa de um cavalo perfeito de origem comum
                • Platão defendia que a forma é uma idéia e que existia uma realidade além da sensível, o MUNDO DAS IDEIAS
                  • AQUI FICAM OS ARQUÉTIPOS
                  • PLATÃO era matemático
                    • e por isso ele fazia questão de ressaltar que não se pode ter um conhecimento seguro daquilo que se transforma por isso dizia que o mundo sensível só podemos ter opiniões incertas ou suposções se basearmos nossa pesquisa nos nossos sentidos
                      • A razão não, ela é confiável, não muda de homem para homem
                        • É diferente do opinar ou sentir
                          • Todos os nossos sentidos estão ligados ao corpo e são de pouca confiança. Mas nós possuímos também uma “alma imortal” — ela é a sede da razão. Uma vez que a alma não é material, pode observar o mundo das idéias ela não flui
                          • a alma já existia antes de se ter estabelecido no nosso corpo
                          • a alma estava no mundo das idéias
                          • Mas logo que a alma acorda num corpo humano, esquece-se das idéias perfeitas. Inicia-se então um processo espantoso: quando o homem se apercebe das formas na natureza, emerge progressivamente na alma uma vaga recordação
                            • isso é o suficiente para despertar na alma uma recordação vaga do cavalo perfeito que a alma viu outrora no mundo das idéias. Com isto, surge igualmente uma saudade, um desejo da verdadeira sede da alma. Platão chamava a este desejo Eros — ou seja— amor
                              • A maior parte dos homens fixa-se nos “reflexos” das idéias no mundo sensível. Vêem um cavalo — e outro. Mas não vêem aquilo de que todos os cavalos são apenas cópias.
                              • Podemos ler a sua filosofia como descrição da atividade de um filósofo. Quando vês uma sombra, Sofia, pensas também que há algo que está a fazer sombra. Vês a sombra de um animal. T alvez seja um cavalo, pensas tu, mas não consegues ter a certeza absoluta. Então, voltas-te e vês o verdadeiro animal — que é obviamente de longe mais bonito e nítido nos contornos do que a sua inconstante sombra. POR ISSO, SEGUNDO PLA TÃO, TODOS OS FENÔMENOS DA NA TUREZA SÃO MERAS SOMBRAS DAS FORMAS OU IDÉIAS ETERNAS. Porém, a maioria das pessoas está satisfeita com a sua vida entre as sombras.
                              • Aquilo que Platão descreve na parábola da caverna é o percurso do filósofo, desde as opiniões confusas até às idéias reais por detrás da natureza. Pensa também em Sócrates, que os “habitantes da caverna” assassinaram por destruir as opiniões habituais e por lhes querer mostrar o caminho para o verdadeiro conhecimento. Desta forma, a parábola da caverna torna-se uma imagem da coragem e da responsabilidade pedagógica do filósofo.
                              • Para Platão, a relação entre a escuridão da caverna e a natureza lá fora corresponde à relação entre os objetos da natureza e o mundo das idéias. Ele não queria dizer que a natureza era escura e triste, mas que ela é escura e triste em comparação com a claridade das idéias.
                              • A fotografia de uma moça bonita também não é sombria e triste, pelo contrário, mas é apenas uma fotografia.
  3. Aristóteles

    • PELO QUÊ ARISTOTELES SE INTERESSAVA
      • Aristóteles, pelo contrário, interessava-se precisamente pelas transformações — ou aquilo que nós hoje designamos por processos físicos.
      • dirigia-se à natureza e estudava peixes e rãs, anêmonas e papoulas
      • Enquanto Platão era poeta e criador de mitos, os textos de Aristóteles são secos e pormenorizados como uma enciclopédia.
      • A importância de Aristóteles
        • A importância de Aristóteles para a cultura européia não reside apenas no fato de ele ter criado a linguagem técnica que ainda hoje as diversas ciências utilizam. Ele foi o grande sistemático que fundou e ordenou as diversas ciências.
    • A crítica as ideias de platão
      • Aristóteles aponta para o fato de que nada existe na consciência que não tenha existido primeiro nos sentidos. Platão poderia ter dito que não há nada na natureza que não tenha existido primeiro no mundo das idéias
      • Aristóteles também não concorda com Platão em que a idéia “galinha” precede a galinha
      • Para Aristóteles, a “forma” cavalo consiste nas características do cavalo — diríamos hoje na “espécie” cavalo
    • O QUE ARISTÓOTELES PROPUNHA?
      • Aristóteles defendia que tudo o que temos em pensamentos e em idéias chegou à nossa consciência através daquilo que vimos e ouvimos. Mas também temos uma razão inata
        • T emos uma faculdade inata de ordenar todas as impressões sensíveis em diferentes grupos e classes. Assim nascem conceitos como “pedra”, “planta”, “animal” e “homem
        • a nossa razão está completamente “vazia” enquanto não sentirmos nada. Logo, um homem não possui “idéias” inatas
        • As formas são as qualidades das coisas
          • O QUE ARISTÓTELES QUIS DIZER COM ISSO?
            • que a realidade é constituída por diversas coisas particulares que apresentam uma unidade de “forma” e “matéria”
            • A “matéria” é aquilo a partir do qual a coisa é feita, enquanto a “forma” caracteriza as qualidades particulares das coisas.
        • Aristóteles estava interessado nas transformações da natureza
          • Cada matéria temuma POSSIBILIDADE DE ATINGIR UMA DETERMINADA FORMA
            • Ela se esforça a realizar uma possibilidade que é a si inerente
              • Cada mudança na natureza é para Aristóteles uma transformação da matéria da “possibilidade” para a “realidade

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Mind Map on Filosofia, created by Gabriel Ferreira on 27/07/2022.
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