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MECANISMO DE RESISTÊNCIA

Raquel Pinheiro Farmácia Portugués

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MECANISMO DE RESISTÊNCIA

  1. Penicilina

    • Seu mecanismo de resistência está relacionado a uma ativação da síntese da parede celular, havendo hiperprodução das proteínas ligadoras de penicilinas PBP2 e PBP2', espessamento da parede celular e o aprisionamento das drogas pela hiperprodução de componentes da parede.
  2. Meticilina

    • O mecanismo de resistência à meticilina está relacionado ao desenvolvimento de uma PBP adicional, a PBP2a, que é plenamente funcional, mas não tem afinidade por antimicrobianos beta-lactâmicos.
  3. Vancomicina

    • A resistência à vancomicina é codificada pelo gene van, onde a expressão deste gene promove a alteração do complexo D-alanil-D-alanina.
  4. Cefalosporina

    • As β-lactamases mediadas por cromossomos são produzidas em baixos níveis por P. aeruginosa, Enterobacter cloacae, Serratia marcescens e outros bacilos Gram-negativos; quando esses microrganismos são expostos a antimicrobianos β-lactâmicos, são induzidos altos níveis de β-lactamases, produzindo resistência às cefalosporinas de terceira geração, cefamicinas e combinações de β-lactâmicos/ácido clavulânico ou sulbactam.
  5. Carbapenêmicos

    • A resistência aos carbapenêmicos pode ocorrer através de três mecanismos principais: redução da permeabilidade transmembrana (diminuição das porinas), bombas de efluxo e betalactamases.
  6. Quinolonas

    • A resistência a estes antimicrobianos é adquirida por mutações espontâneas em genes cromossômicos, levando a alterações no sítio de ação (topoisomerases).
  7. Sulfonamidas

    • A resistência a sulfas pode ocorrer por mutação, levando à produção aumentada de ácido para-aminobenzóico ou à síntese de diidropteróico sintetase que apresentam pouca afinidade pelo antimicrobiano. Plasmídeos podem codificar resistência proporcionada por enzimas com pouca afinidade ou determinar diminuição de permeabilidade da bactéria.
    • A resistência ao trimetoprim pode ocorrer por alteração da permeabilidade celular, por perda da capacidade da bactéria de ligação à droga por modificação na enzima diidrofalato redutase. Esta resistência por ser conferida cromossomicamente, através de plasmídeos ou por transposons.
  8. Polimixina

    • A resistência às polimixinas envolve modificações no lipopolissacarídeo da parede celular bacteriana, que diminuem a afinidade do antimicrobiano pela superfície celular. Essas modifi cações são reguladas por diferentes sistemas de dois componentes que são ativados por fatores ambientais como presença de cátions, pH ou presença do antimicrobiano.
  9. Aminoglicosídeos, macrolídeos e tetraciclinas

    • O principal mecanismo de resistência bacteriana aos antibióticos β-lactâmicos é através da produção de enzimas que apresentam grupos nucleofílicos (em geral, resíduos de serina) capazes de promover a abertura do anel β-lactâmico. Neste caso, a modificação molecular responsável pelo aumento de resistência às β-lactamases foi a introdução de grupamentos volumosos no carbono α ao carbono carbonílico da cadeia lateral em penicilinas semi-sintéticas (meticilina, oxacilinas), que impedem o acesso dos antibióticos ao sítio ativo da enzima β-lactamase por impedimento estérico.

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Raquel Pinheiro
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