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Farmacologia da hipertensão arterial

Maria Clara Firmiano Farmácia Portugués

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Farmacologia da hipertensão arterial

  1. O paciente hipertenso é aquele cuja pressão está acima de 140/90

    • Isso ocorre pela obstrução dos vasos ou alteração nas propriedades (DC OU RPT)
      • DC é o débito cardíaco - o volume sanguíneo em um tempo, é determinado pelo volume, inotropismo e frequência cardíaca.
      • RPT é a resistência vascular periférica - a vasoconstrição e a presença de vasodilatadores
    • A técnica para medir a pressão é: utilizar o Esfigmomanômetro. Aperta o aparelho e vai aliviando a pressão aos poucos, até ouvir um barulhinho. Ao ouvir esse barulho, marca a pressão sistólica. Ao parar de ouvir o barulho, marca a pressão diastólica.
      • Por isso, define-se a PA como a pressão necessária para romper a resistência da bolsa de ar
    • Ele está doente pois há maior chance de desenvolver lesões em órgãos alvos (como o coração, vasos, retina, etc)
      • A pressão normal é aquela que garante oxidação dos tecidos
      • Os vasos podem romper e causar aneurismas. O coração pode hipertrofiar (aumento de tamanho com o desenvolvimento excessivo porque ele está sobrecarregado tendo que bombear sangue contra uma pressão maior e assim aumentando sua força) e não há espaço para ele crescer. Em seu interior, há mais sangue que o normal, o que aumenta o débito cardíaco e diminui sua capacidade de nutrir bem os tecidos.
      • Os vasos podem romper e causar aneurisma
    • A classificação da HAS é: normal, pré-hipertensão, hipertenso estágio I,II ou III
      • Técnica de mapeamento: utiliza-se o aparalho durante o dia a dia para observar a alteração da PA em atividades rotineiras
        • Se a diferença de PA entre o paciente acordado e dormindo for muito diferente, está doente.
      • MRPA - medida residencial de PA: o indivíduo mede sozinho sua PA
      • Triagem e diagnóstico da HAS
        • Se a PA estiver ótima ou normal, as medidas são repetidas ANUALMENTE. Se a PA demonstrar pré-hipertensão, considera-se a hipertensão e realiza mapeamento ou MRPA. Se a PA demonstrar hipertensão estágio I ou II, considera-se a hipertensão e realiza mapeamento ou MRPA. Já se a PA demonstrar hipertensão estágio III, é emergência e caso haja sintomas o paciente deve ser levado ao hospital.
  2. Mais comum em homens, negros, com idade acima de 50 anos, com histórico familiar e com alguma outra doença (por ex. diabetes e obesidade)

    • O corpo idoso, necessita de mais nutrientes e oxigênio, por isso o corpo aumenta a pressão para tentar suprir essas necessidades
    • O histórico familiar ocorre pois há doença é influenciada por fator genético
    • Com a obesidade, há mais tecidos para serem irrigar, pois isso, o corpo aumenta a pressão para tentar nutri-los.
    • A quantidade açúcar no sangue do diabético interfere no aumento da pressão arterial
    • O indivíduo sedentário não pratica exercício físico, consequentemente, não há liberação de substâncias vasodilatadoras (como o óxido nítrico), assim, os vasos contraem mais e a pressão aumenta.
  3. Controle neural da PA

    • Tem o objetivo de adequar as funções, como o fluxo de sangue, a contração do coração, sistema renina-angiotensina-aldosterona e controle da PA
      • Os baroreceptores (neurônios) percebem a mudança da PA pois estão conectados aos vasos e levam a mensagem ao SNC, que ativa ações para regular a PA.
        • O aumento da PA ocorre pelo SNA simpatico e a diminuição da PA ocorre pelo SNA parassimpático.
          • A inervação simpática controla o coração e tem melhor controle sobre a PA, por isso, o corpo tem MAIS FACILIDADE para aumentar a pressão do que abaixar a pressão.
        • PA diminui --> mudança é percebida pelos barorreceptores --> diminuem velocidade de disparo do nervo --> essa mensagem chega no cérebro --> que aumenta a atividade simpática no coração e nos vasos sanguíneos, consequentemente há aumento da frequência cardíaca, da contratilidade, da RPT, da contrição das vasos, diminuição do volume e aumento do retorno venoso--> coração diminui atividade parassimpática e aumenta a frequência cardíaca --> com todas essas consequências a PA volta ao normal
          • Quando esse mecanismo falha (principalmente na constrição dos vasos), o indivíduo está doente, pois o corpo não consegue voltar ao normal (não consegue dilatar o vaso, há constrição e consequentemente PA elevada)
  4. Ciclo para manter a pressão

    • Ocorre aumento da PA (para o sangue chegar ao cérebro) --> o coração dispara --> aumenta DC --> aumenta a PA
      • Esse controle é feito pelo SNA e é de ação curta
    • Sistema renina angiotensina
      • Há atividade simpática no rim --> que libera renina --> que vai pro sangue --> que no sangue encontra angiotensinogênio (produzido pelo fígado) e cliva-o --> a clivagem gera angiotensina I --> que é clivada pela enzima ECA --> o que resulta em angiotensina II --> esta produz vasoconstrição e ativa liberação de aldosterona pela suprarrenal --> a aldosterona age no néfron (região do rim responsável pela urina) estimulando reabsorção/retenção de sódio e água (a água volta para a corrente sanguínea e o aumento de sódio causa contração nos vasos e aumento da PA) --> isso leva ao aumento do volume sanguíneo --> aumento da PA --> desativa a liberação de renina
        • O controle por esse sistema tem ação média/longa
  5. O coração bate --> joga sangue pelos vasos --> o sangue faz força contra as paredes dos vasos para "espremer o sangue" e fazê-lo circular por todas as partes do corpo --> essa força que o sangue faz é a chamada PRESSÃO ARTERIAL

    • Quando a pressão arterial aumenta (os vasos estão aumento a força contra as paredes), ocorre aumento do estreitamento das artérias, o que faz com que o coração precise bombear com mais força para impulsar o sangue e recebê-lo de volta.
  6. Tratamento

    • De acordo com os valores da pressão e a classificação dos riscos para o paciente, são tomadas diferentes decisões terapêuticas.
      • A decisão pode ser: mudança de estado de vida ou tratamento medicamentoso.
        • As principais classes de anti-hipertensivos são; DIURÉTICOS; SIMPATICOLÍTICOS, VASODILATADORAS, BLOQUEADORES DO SISTEMA RENINA
          • Os alvos terapêuticos são: coração, sistema renal, centro vasomotor e vasos sanguíneos;
  7. A hipertensão é uma doença silenciosa, em que o paciente aumenta a pressão sem sentir. Por isso é importante a campanha de rastreamento da saúde, em que as pessoas são avaliadas para verificar presença de doenças.

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Farmacologia da hipertensão arterial - descrição da doença e tratamento
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