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Mapa mental

Talassemias

Gutierry Campos Medicina - Portugués

Mapa mental sobre talassemias: epidemiologia, classificação, etiopatogenia e fisiopatologia

Mapa mental: Talassemias

Contenido del mapa

Talassemias

  1. EPIDEMIOLOGIA

    • A maior prevalência de alfa-talassemia ocorre no Sudeste da Ásia e entre as populações originárias da costa oeste da África.
    • As beta-talassemias predominam numa ampla região que inclui bacia do Mediterrâneo, Oriente Médio, Índia e Sudeste da Ásia.
    • Aproximadamente 3% da população do mundo é portadora de um gene beta-talassêmico.
    • No Brasil, a doença predomina entre descendentes de italianos, gregos e africanos.
  2. CLASSIFICAÇÃO

    • Major ou maior: forma grave dependente de transfusão
    • Minor ou menor: assintomáticas e possuem o traço talassêmico
    • Intermedia: apresenta maior variabilidade clínica
    • Portadores silenciosos: possuem o gene talassêmico, porém com parâmetros clínicos e hematológicos normais
  3. ETIOPATOGENIA

    • alfa-talassemias
      • alfa0-talassemia: resultado da deleção de dois genes alfa (alfa1 e alfa2) inativados por deleção no mesmo cromossomo ou deleção do grupamento gênico inteiro junto com a principal sequência reguladora (HS-40) ou da deleção apenas do elemento regulador
      • alfa+- talassemia: resulta de um único gene inativado por deleção, sendo menos frequente essa forma
    • beta-talassemias
      • beta0 – talassemias: não há produção de cadeia beta globínica
      • beta+ - talassemias: existe produção, porém em níveis reduzidos
  4. FISIOPATOLOGIA

    • Alfa-talassemia
      • há redução de cadeias alfa em relação as cadeias beta na vida fetal, consequentemente, ocorre que as cadeias beta livres se agrupam em tetrâmeros
        • destruição precoce da célula dentro da medula
          • eritropoiese ineficiente
    • Beta-talassemia
      • ocorre diminuição da produção de cadeias beta, o que acarreta um excesso de cadeias alfa
        • As cadeias alfa são insolúveis e precipitam nos precursores eritrocitários, acarretando a maturação defeituosa e destruição celular, principalmente intramedular
          • A anemia grave resultante desse processo estimula a produção de eritropoetina, causando expansão da medula óssea e hematopoese extramedular
            • Essa expansão leva a anormalidades esqueléticas e alterações metabólicas diversas
  5. Alfa-talassemias

    • Diagnóstico
      • pouco diagnosticadas na prática clínica, pois necessitam de diagnóstico molecular, o qual é pouco disponível nos serviços de saúde
    • Quadro clínico
      • Inclui quatro apresentações clínicas, conforme a alteração genética apresentada no cromossomo 16: portador silencioso (sem manifestações), traço talassêmico alfa (anemia leve), doença da hemoglobina H (anemia moderada a grave) e síndrome da hidropsia fetal da hemoglobina Bart’s (anemia muito grave e incompatível com a vida)
  6. Hidropisia fetal com Hb Bart’s

    • Quadro clínico
      • prematuridade, palidez e edema, em geral, o neonato morre após o nascimento
    • Diagnóstico
      • pode ser feito utilizando técnicas de análise do DNA em células do líquido amniótico a partir da 14ª semana e pela biópsia de vilosidade coriônica a partir da 10ª semana
  7. Doença da HbH

    • Quadro clínico
      • grande variação da gravidade da doença, presença de anemia, esplenomegalia e alterações ósseas. A anemia é hipocrômica e microcítica, com variação da Hb entre 7 e 10 g/dL
    • Diagnóstico
      • A HbH pode ser identificada por eletroforese ou pela coloração supravital de sangue com azul brilhante de cresil. A eletroforese de hemoglobina mostra quantidades variáveis de HbH (1 a 40%)
    • Tratamento
      • em geral, não há necessidade de tratamento, sendo aconselhável orientar sobre evitar o uso de drogas oxidantes pelo risco de crise hemolítica. Em alguns casos, podem ser necessárias transfusões sanguíneas e a esplenectomia está indicada em casos de hiperesplenismo
  8. Traço alfa-talassêmico

    • Quadro clínico
      • assintomática, com níveis de hemoglobina normais ou discretamente reduzidos. A anemia, quando presente, é hipocrômica e microcítica
    • Diagnóstico
      • é difícil e, frequentemente, circunstancial. Somente podem ser diagnosticados pela medida da relação sintética alfa/beta de 0,7 ou por métodos de análise de DNA
    • Tratamento
      • não há necessidade de tratamento, sendo indicado acompanhamento ambulatorial regular
  9. Portador silencioso

    • a deleção de um único gene alfa não causa anormalidades clínicas ou hematológicas, sendo detectada apenas pela demonstração da alteração gênica em análise de DNA. As deleções de um ou de 2 genes são assintomáticas e não requerem tratamento
  10. Beta-talassemia major

    • Quadro clínico
      • retardo de crescimento, anemia e esplenomegalia, com eventual hiperesplenismo, osteoporose e outras alterações esqueléticas associadas à expansão da medula óssea e à sobrecarga de ferro decorrente da combinação de aumento da absorção intestinal e transfusões de sangue
    • Diagnóstico
      • O hemograma inicial mostra anemia microcítica e, intensamente, hipocrômica, com numerosos eritroblastos circulantes. Homozigotos para beta0 apresentam HbA2 -talassemia e HbF, com ausência de HbA
    • Tratamento
      • Transfusão sanguínea para manter níveis de Hb superiores a 10 g/dL, acompanhado de efeitos favoráveis sobre o crescimento e a atividade física, redução da hiperplasia da medula óssea e, como consequência, redução ou ausência de deformidades ósseas e de esplenomegalia
      • Controlar a sobrecarga de ferro com terapia quelante
      • Curativo: transplante de medula óssea
  11. Beta-talassemia intermedia

    • Quadro clínico
      • As manifestações clínicas predominantes são esplenomegalia, redução da massa muscular, úlceras crônicas nas pernas e alterações faciais
      • A concentração de Hb varia, geralmente, de 6 a 9 g/dL, com as características morfológicas típicas das talassemias
    • Tratamento
      • a talassemia intermedia, por definição, não requer tratamento transfusional, exceto, em circunstâncias especiais. Hiperesplenismo é frequente, causando dependência transfusional que é, geralmente, revertida pela esplenectomia. O tratamento com hidroxiureia pode aumentar a HbF e ser benéfico em alguns casos
  12. Beta-talassemia minor

    • Quadro clínico
      • assintomática, associada a alterações na morfologia dos eritrócitos com pequena ou nenhuma anemia hipocrômica e microcítica (Hb em torno de 10 g/dL)
    • Diagnóstico
      • ocasional em exames de rotina. Eletroforese de hemoglobina: aumento de HbA2 e HbF18 (50% dos casos). Principal diagnóstico diferencial é a anemia ferropenêmica
    • Tratamento
      • não requer tratamento

Información

Descripción
- Medicina Mapa Mental sobre Talassemias, creado por Gutierry Campos el 25/04/2020.
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Gutierry Campos
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