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TCE COLAR- CONDUTA

Ivanor Arens CIRURGIA REVALIDA Portuguese

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TCE COLAR- CONDUTA

  1. Executar o Rolamento do corpo em Bloco, mantendo a Cabeça do Px em "POSIÇÃO NEUTRA"

    • É padrão o paciente dar entrada no pronto-socorro em prancha rígida e com colar cervical. No entanto, as suas funções são distintas. O colar cervical imobiliza a coluna cervical, facilitando o transporte, evitando piora de lesão vertebral e facilitando para manter as vias aéreas pérvias. Já na avaliação intra-hospitalar, pode-se avaliar a possibilidade de retirada do colar. Atualmente, não é obrigatório realizar a radiografia cervical para se poder retirar o colar; para tal, o primeiro passo é ver se o paciente não tem contraindicações. As contraindicações são descritas pelos critérios NEXUS, cujo acrônimo em português é DILCE:
      • DILCE: Déficit neurológico, Intoxicação, Lesão extrema, Consciência, Espinha. Na avaliação do paciente, portanto, ao se completar os cinco critérios: Ausência de dor à palpação da linha média da coluna cervical; Ausência de evidências de intoxicação; Nível de consciência normal; Ausência de déficit neurológico focal; Ausência de lesões dolorosas distrativas;
        • Não há necessidade de se realizar exames de imagem. Contudo, se qualquer um deles for negativo, deve-se realizar o exame. Quando há indicação da radiografia, deve-se fazê-la e, caso necessário, complementar com uma tomografia. Por outro lado, não havendo indicação dos exames radiográficos, seguimos ao exame físico: Com o paciente lúcido, abre-se o colar e se faz a palpação dos processos espinhosos; se houver dor, sinal de listese ou crepitação, imobiliza-se novamente a cervical. Se não houver nenhuma alteração, faz-se a movimentação ativa, iniciando-se com flexão, depois extensão e rotações. Se não houver nenhuma alteração, pode-se retirar o colar. Se houver dor, o paciente irá interromper o movimento e se deve recolocar o colar.
          • Agora, falando sobre a prancha rígida: ela tem a função exclusiva de transporte. Mesmo em prancha rígida, durante a movimentação do paciente (rolamento lateral, por exemplo), é essencial o movimento em monobloco. Muitos confundem a função da prancha e acham que ela está imobilizando a coluna vertebral – mas não está, ao contrário do colar cervical. Portanto, ela deve ser removida o mais rápido possível, pois, especialmente em pacientes que perderam a sensibilidade, pode levar a úlceras e lesões.
            • AIRWAY – ‘A’ Paciente está conseguindo se comunicar, ou seja, não há comprometimento da via aérea e já está em uso de colar cervical! A medida neste momento é instalar máscara de oxigênio com reservatório 12-15 L/min e devemos manter o uso de colar.
              • BREATHING – ‘B’ Paciente sem alteração da ausculta pulmonar, complementar exame físico com inspeção e percussão, que auxiliar no diagnóstico de lesões e instalar oximetria de pulso.
                • CIRCULATION – ‘C’ Neste momento o paciente apresenta alguns sinais de alarme, note que há: taquipneia, hipotensão, sem alteração da frequência cardíaca, realizada expansão volêmica sem mudança hemodinâmica. A principal causa de choque no trauma é a hipovolêmico, porém a manifestação clássica é associada de TAQUICARDIA! Ou seja, devemos classificar o choque para melhor conduzi-lo! A apresentação clínica do choque neurogênico é caracterizada por hipotensão, associada à vasodilatação cutânea, sem taquicardia compensatória, compatível com o paciente da questão, e notem que ele apresenta paralisia de membros inferiores, alteração de sensibilidade abaixo da linha do mamilo e paresia de membros superiores, ou seja estamos diante de uma lesão raquimedular. A conduta inicial para o choque neurogênico é obtenção de 2 acessos venosos calibrosos, expansão volêmica, como no choque hipovolêmico,
                  • porém se não houver resposta devemos iniciar drogas vasoativas! Está indicada a sondagem vesical de demora e sondagem nasogástrica e realização de Raio-X de tórax e Pelve para descartar outras possíveis causas de choque!
                    • DISABILITY – ‘D’ Neste momento devemos calcular a escala de coma de Glasgow e avaliar reflexo pupilar.
                      • EXPOSURE – ‘E’ Avaliar sinais de fraturas ou outras lesões após despir o a paciente e mantê-lo aquecido!

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REVALIDA CIRURGIA Mind Map on TCE COLAR- CONDUTA, created by Ivanor Arens on 15/07/2022.
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