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Aula 9
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A arte da Liderança Na parte mais cientifica no estudo da liderança, foca-se mais no líder e como ele se comporta!
-Carismática
Aqui vemos a abordagem carismática da liderança. A liderança carismática não é sempre a resposta, ás vezes é a resposta mas nem sempre. Depende bastante do contexto.
Carisma é construir uma narrativa acerca do colectivo, de modo a ele desenvolver uma identidade.Isto não é uma questão de competência mas sim da forma de como se constrói a narrativa. É a arte de como se construiu uma narrativa acerca de quem somos e para onde vamos.
Ex: Barack Obama, Hitler, Luther King, Churchill etc,,,
A liderança carismática evidencia a unicidade do individuou através da sua performance. Não é apenas um atributo individual mas sim um fenômeno situado num contexto especifico! Por exemplo, se Hitler disse se o que disse em tempos diferentes, os alemão mandavam lhe ir dar uma curva.
Como é um fenômeno situado num contexto especifica, não é fácil de reproduzir e transferir! Lá por que resultou na altura não quer dizer que irá resultar agora! Não há blueprint! Blueprint é tipo uma receita.
Klein e Wouse , em 1995, apresentaram uma teoria "on fire". Que era basicamente uma metáfora do fogo com a liderança carismática.
Explicação da metáfora: Para haver fogo é necessário haver: faísca (ou chama), Oxigênio (contexto favorável) e matéria inflamável!
Transpondo isso para o contexto da liderança:
- Faísca ( chama) - atributos e comportamentos do líder carismático! Ele terá de ser dominante, ter poder, moralidade, expectativas, fé num futuro melhor!
- Oxigênio (contexto favorável) - uma crise, por exemplo!
- Matéria inflamável - características dos seguidores! Têm de estar insatisfeitos, frustados, querer um futuro melhor, identificarem se com o líder.
OU SEJA, não se reduz a um líder com carisma!
- Transformacional
Este tipo de liderança foi formalizada por James Burns (1978) e por Bernard Bass (1985).
Performance beyond expectation: para termos todo excepcional, temos de transformar as atitudes, comportamentos, performances... Ou seja, o líder verdadeiro é aquele que transforma ( as atitudes, as motivações, os comportamentos).
É mais que transação (management by exception) mas inclui-a!?????????
Coisas que um líder tem que fazer neste tipo de liderança:
Comunicar uma visão apelativa
comunicar expectativas elevadas acerca dos seguidores para ativas emoções
instilar pensamento criativo e inovador
atuar como mentor
O líder aqui age como um gestor de sentido, isto é, do caminho que se irá percorrer!
- Crítica
- Esta abordagem é elitista pois deixa na sombra as chefias intermédias! Apenas há liderança no topo
-É muito genérica! Normalmente há diferenças situacionais!
- Mas temos a certeza que transformacional, transforma? Não, pois não há estudos do falhanço nestes casos, apenas de sucessos
- transformas não é politicamente neutro pois há sempre uma relação de poder entre as partes e o outro pode não querer se transformar
- Esta abordagem é culturalmente situada nos USA pois foi lá que se realizou os estudos. Não sabemos se seria aceite noutros locais do globo. Logo , podemos dizer que há um contexto cultural específico.
- é vinho velho em garrafas novas? parecido com as outras??
- Autentica
Nesta abordagem de liderança o que é importante é ser original e não imitar o outro, e assim assentar nas capacidades de si mesmo. De novo, aqui estamos a focar mais no líder em si e não na liderança.
Essencialismo?
- Distribuída
Esta perspetiva foi formada por Bennet (2003), Harris (2003) e Spilane (2006).
Aqui vê se a liderança como uma realização coletiva! não abrange apenas o líder. Ou seja, não há traços nem comportamentos no líder, mas sim práticas. Foca-se mais na liderança em si do que no líder.
É uma espécie de bypass ao tradicional dualismo de líderes e seguidores, pois nem há líderes nem há seguidores! A liderança, neste caso, pode ser partilhada por uma equipa, que é caracterizada por ser altamente mutável , inter-dependente e com um ambiente complexo!
É basicamente liderar in between! Com interdependência, coordenação e boundary spanning ( boundary spanning is a term to describe individuals within an innovation system who have, or adopt, the role of linking the organization's internal networks with external sources of information).