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História

Sueli Silva História Enem Portuguese 1 page

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Antiguidade Oriental: Pérsia, Palestina Fenícia

História dos persas

Os persas foram um importante povo da Antiguidade Oriental que ocupou a região da Pérsia, correspondente ao atual território do Irã.

A principal característica foi sua dedicação ao comércio que, então, era sua principal fonte de renda. O imperador persa era o soberano absoluto que comandava a política.

O Império Persa se formou a partir da revolta contra os medos, aqueles que dominaram os persas e iranianos durante o século VIII a.C.

Porém, em 550 a.C., Ciro, pertencente ao clã dos aquemênidas, liderou uma rebelião que reuniu todas as tribos que habitavam o planalto iraniano.

A crença era de um poder divino concedido a ele, ou seja, o imperador era considerado um deus.

O mais importante imperador persa foi Ciro, o Grande. Ele governou os povos persa e medo entre 560 a.C. e 529 a.C. conquistando, nesse período, uma larga extensão territorial, a maior parte devido às guerras empreendidas.

Suas conquistas chegaram à fronteira com a Índia após dominar a Babilônia. Seus sucessores, Dario e Xerxes, seguiram com seu projeto expansionista. Este último, entretanto, falhou nas tentativas de conquistar a Grécia.

O Império Persa foi dominado por Alexandre, o Grande, em 330 a.C.

Localização dos persas

O povo persa habitava a região leste da Mesopotâmia, entre o Golfo Pérsico e o Mar Cáspio.

Porém, as conquistas empreendidas pelo rei Ciro estendeu o império até os reinos da Fenícia, Lídia, Palestina, Babilônia e Ásia Menor.

O processo expansionista foi continuado por Dario que, por sua vez, dominou a Trácia e planícies do Rio Indo.

A região era semiárida, repleta de montanhas, desertos e poucos vales férteis, apesar de sua riqueza mineral. O clima era seco, porém, com grandes oscilações de temperatura.

Características dos persas

A dominação do povo persa permitia aos povos conquistados a conservação de seus costumes, leis, língua e religião. No entanto, eles eram obrigados a pagar pesados tributos e servir aos dominadores.

O Império Persa era dividido entre províncias governadas por pessoas de confiança do rei.

A comunicação era feita por estradas, com destaque para a Estrada Real. Esta possuía mais de 2 mil quilômetros de extensão e ligava as cidades de Sardes e Susa.

Nobre e soldados Persas

Os camponeses livres eram a base de sustento para o império através do pagamento de impostos. Mesmo que houvesse trabalho escravo, a maior parte dos trabalhadores não pertencia a esse grupo.

A economia era baseada na agricultura por meio da irrigação pela água das montanhas, além da criação de gado e exploração de minérios.

O dárico era a moeda que circulava pelo Império Persa. Mais tarde, com a expansão imperial, o comércio tornou-se importante atividade econômica o que deu origem a ricos mercadores.

O Império era a rota de caravanas comerciais que ligavam China e Índia ao Mar Mediterrâneo, impulsionando a venda de tecidos de luxo, mosaicos, joias e tapetes.

Uma forte característica do povo persa era sua capacidade administrativa.

O sistema de Administração persa era um dos mais eficientes da Antiguidade mediante o governo monarca absolutista teocrático. Eram quatro capitais, sendo elas Susa, Persépolis, Ecbátana e Babilônia.

A divisão social persa era rígida e estruturada em camadas sociais. No topo, ficava o rei, seguido dos aristocratas (sacerdotes, nobres e comerciantes).

Em seguida, vinham a classe média (pequenos comerciantes, soldados e artesãos) e, depois, os camponeses – miseráveis, estes eram obrigados a entregar o que produziam aos donos de terra.

Por último, apresentavam-se os escravos, pessoas aprisionadas nas conquistas militares. Compunham um grupo numeroso responsável pelos trabalhos mais pesados, como construção de palácios e obras públicas.

Religião persa

Os persas tinham uma religião dualista denominada Zoroastrismo ou Masdeísmo. O nome é uma homenagem a Zoroastro (ou Zaratustra), o líder espiritual, profeta e criador da religião.

Sua base pregava a existência de duas forças: o bem, representado pelo deus Omuz, e o mal, na figura do rei Arimã.

Filmes sobre os persas

300 (2006)

Construindo um Império – History Channel (2015)

História dos fenícios

Os fenícios constituíam um povo que habitou a região que corresponde, hoje, ao território libanês.

De origem semita, estabeleceram-se numa estreita faixa de terra montanhosa e pouco fértil. Isso os obrigou a se dedicar à pesca e ao comércio marítimo.

O sucesso comercial iniciou em 1500 a.C. e teve seu auge entre 1200 a.C. e 800 a.C. A prosperidade, entretanto, atraiu a cobiça de povos estrangeiros.

Primeiro, chegaram os caldeus liderados por Nabucodonosor; em seguida, os persas de Dario e, mais tarde, os macedônios com Alexandre, o Grande.

Localização dos fenícios

Os fenícios ocuparam o território da Fenícia, hoje pertencente ao Líbano, entre as montanhas desse país e o Mar Mediterrâneo.

As cidades que mais se desenvolveram no Império Fenício foram Tiro, Biblos e Sidon.

A região era rica em cedros, madeira utilizada para a construção dos navios. Suas praias eram repletas de um molusco chamado múrice, do qual era extraída a púrpura, corante usado para o tingimento dos tecidos procurados pelas elites da Antiguidade.

Características dos fenícios

A economia dos fenícios era baseada no comércio marítimo, atividade na qual tiveram bastante destaque.

Os contatos comerciais mantidos com povos orientais garantiam altos ganhos. A atividade marítima era privilegiada pela localização que representava o escoadouro das caravanas oriundas da Ásia.

Rotas comerciais de Fenícia

A Fenícia era constituída por diversas cidades-Estado independentes. Algumas delas adotavam a monarquia hereditária enquanto outras eram governadas por um conselho de anciãos.

De qualquer forma, disputavam entre si e outros povos o controle das rotas comerciais marítimas.

Como é de se esperar, a habilidade fenícia para o comércio era destacável. Este povo desenvolveu navios avançados que lhes permitiam navegar pelo Mar Mediterrâneo.

As embarcações eram construídas com velas e remos para possibilitar o alcance de territórios mais distantes.

Entre os itens mais vendidos pelo comércio, estavam joias, vidros, cerâmicas e a tinta púrpura.

Várias colônias foram desenvolvidas pelos fenícios em outras regiões para permitir o acesso a novas mercadorias e consumidores para sua própria produção. Uma das principais colônias foi Cartago.

O desenvolvimento comercial levou os fenícios a implantarem a primeira escrita alfabética da História.

O alfabeto fenício era usado para registrar as mercadorias vendidas e foi incorporado pelos gregos que, mais tarde, acrescentaram as vogais.

Religião dos fenícios

Os fenícios praticavam uma religião politeísta e antropomórfica. Alguns dos deuses cultuados eram Baal, Astarte, Melcarte e Yam.

Uma das crenças cultivadas por este povo era a do sacrifício animal e humano para diminuir a ira dos deuses. Assim, esses rituais tornavam-se frequentes, especialmente antes de momentos de grande importância.

Cada cidade-Estado tinha seu deus e um templo dedicado a ele. As construções eram administradas pelos sacerdotes que guardavam grande importância na sociedade.

PALESTINA

A Palestina, assim batizada pelos ingleses, em latim conhecida como Syria Palaestina, e em árabe trasncrita como Filastin, é uma área localizada entre o Mediterrâneo, na porção oeste; o Rio Jordão e o Mar Morto no Leste; fazendo fronteira no norte com o Líbano, aí chamada de Escada de Tiro; e no sul com o Sinai egípcio, na região denominada Wadi el-Ariche. Ela é composta por uma planície litorânea, uma extensão de colinas e uma cadeia montanhosa que compreende, no lado oriental, uma faixa de terra praticamente desértica.

O espaço geográfico que, até 1948, pertencia completamente à Palestina, está hoje repartida em três regiões – uma corresponde a Israel e as outras, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, habitadas em grande parte por árabes de origem palestina, compreendem o almejado Estado da Palestina, mas continua ocupado por israelenses, na ausência de um tratado de paz definitivo. O povo palestino se encontra atualmente disseminado em países árabes ou em territórios reservados aos refugiados.

Desde a era pré-histórica há registros da história palestina, normalmente associada aos destinos da Fenícia, da Síria e da Transjordânia, fronteiriças ao território palestino. Ela forma uma estreita passagem entre a África e a Ásia, simultaneamente localizando-se próxima à Europa, o que propiciou a exércitos invasores, africanos, asiáticos e europeus, ocuparem incessantemente esta região. Somente sob o jugo estrangeiro esta área obteve uma certa unificação política.

Por volta do século XV a.C. a Palestina foi conquistada pelos egípcios, sob o poder de Tutmósis III, e politicamente dividida em cidades-estado. Escapando das mãos do Egito no fim da XVIII dinastia, foi resgatada pelo faraó Seti I e depois por Ramsés II. Logo depois esse povo perdeu seu vigor e a região foi sendo dominada pelos Povos do Mar, nos últimos momentos do século XIII a.C. Destes povos se destacam os filisteus, que se estabelecem principalmente no sudoeste, instituindo neste local vários reinos, entre eles Gaza, Asdod, Ascalão, Gat e Ekron. Ao mesmo tempo os hebreus, comandados por Josué, também alcançam estas terras, disputando com os filisteus a posse da Palestina. Quando as tribos hebraicas se unem sob o reinado de Saul, elas se fortalecem e, lideradas posteriormente por David, em I a.C, derrotam os filisteus e instalam a capital de seu reino em Jerusalém. Durante o governo de Salomão este povo vive uma temporada de paz; mas, com a morte deste sábio rei, os hebreus se dividem – no norte nasce o reino de Israel, com a capital situada em Samaria; no sul desponta o reino de Judá, que ocupa primeiro Hebron, depois Jerusalém como sede da monarquia.

Com a exceção de um rápido período de tempo, este território foi constantemente dominado por outros povos – a Assíria, os babilônicos, os persas aquemênidas, os greco-macedônios, é resgatada pelos Asmoneus, de etnia judaica, e então ocupada pelos romanos. Em 66 d.C. os judeus se revoltaram, mas foram sufocados pelo Império Romano, que aproveitou para destruir o templo de Javé, em 70; somente em 131 os hebreus voltam a se rebelar, mas são novamente derrotados por Roma, sob o poder de Adriano, que transforma Jerusalém em Colonia Aelia Capitolia. Sob o domínio romano, a Palestina vivenciou um período de progresso e desenvolvimento demográfico, sendo habitada em grande parte pelos cristãos, pois o Cristianismo era então a religião adotada pelo Império Bizantino, fruto da cisão do poder romano.

Em 614 os persas Sassânidas completam a ocupação do território palestino, mas em 638 esta área é completamente ocupada pelos árabes muçulmanos. Com esta composição étnica a Palestina é novamente ocupada, desta vez pelo Império Otomano, depois pelos franceses e, logo após o fim da I Guerra Mundial, ela passa para as mãos dos britânicos, que aí permanecem de 1922 a 1948, quando o povo judaico exige a formação de um estado hebraico nesta mesma região, com o nome de Estado de Israel.

Alguns historiadores afirmam que durante muito tempo os palestinenses – antigos habitantes da Palestina -, os filisteus, que emprestaram seu nome, do grego Philistia, a esta região, e os hebraicos, conviveram tranquilamente, em alguns momentos travando batalhas entre si, outras se unindo para expulsar alguma potência estrangeira. Segundo estes pesquisadores, o reino de Israel teria sido ocupado pelos assírios e integrado ao território deste povo, em 722 a.C. Até 1948, quando os judeus reivindicam seu espaço na região da Palestina, não se ouve mais falar de uma organização política com o nome de Israel.

Em 1947 a ONU decide dividir a Palestina entre judeus e árabes, mas estes rejeitam esta decisão e tem início um dos mais complexos e prolongados conflitos entre dois povos que há milênios disputam esta região, principalmente a cidade de Jerusalém – questão até hoje não completamente resolvida.

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Enem História Note on História, created by Sueli Silva on 24/09/2022.
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Sueli Silva
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