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Resumo global da matéria de Biologia e Geologia (10.º e 11.º anos)_2
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Ciclo das Rochas
Rochas magmáticas: resultantes da
solidificação de magma.
Rochas metamórficas: originadas a partir de
rochas preexistentes que experimentam transformações mineralógicas e
estruturais, mantendo-se no estado sólido. Essas transformações são devidas a
condições de pressão e de temperatura elevadas ou à ação de fluidos de
circulação.
Rochas sedimentares: formadas à
superfície ou perto dela, a partir de deposições de sedimentos que,
posteriormente, experimentam uma evolução, sendo compactados e ligados entre
si.
Ocorrem
fundamentalmente duas fases na génese de rochas sedimentares: sedimento génese e
diagénese.
Sedimento génese: conjunto de processos
físicos e químicos que compreendem a elaboração dos materiais que vão
constituir as rochas sedimentares, o transporte e a deposição desses materiais.
- Erosão:
remoção dos materiais
previamente alterados das rochas, por agentes erosivos. Os materiais (clastos
ou detritos) são transportados.
- Sedimentação: deposição desses
materiais, que passam a denominar-se por sedimentos. Primeiro depositam-se os
detritos mais densos e pesados e depois os menos densos e menos pesados. Se não
houver perturbações, a sedimentação realiza-se de forma regular, sendo que os
sedimentos formam camadas horizontais, não deformadas – estratos.
Diagénese: conjunto de processos físicos e químicos que intervêm
após a sedimentação e pelos quais os sedimentos evoluem para rochas
sedimentares coerentes. No decurso da diagénese os sedimentos são
compactados, desidratados e cimentados, ficando ligados entre si.
Biologia e Geologia (10.º e 11.º anos)
As rochas, arquivos que relatam a história da Terra
Rochas Magmáticas e Rochas Metamórficas
A Terra, um Planeta em Mudança
Princípios básicos do raciocínio geológico
Catastrofismo: alterações à superfície da Terra são provocadas por catástrofes ocasionais.
Uniformitarismo: alterações ocorridas à superfície são provocadas por processos naturais, graduais e lentos.
O uniformitarismo pressupõe que:
- As leis naturais são constantes no espaço e no tempo
-
Princípio do actualismo – as causas que provocaram determinados
fenómenos no passado são idênticas às que provocam o mesmo tipo de
fenómenos no presente
- A maioria das mudanças geológicas é gradual e lenta.
Neocatastrofismo (teoria actualmente aceite): aceita os pressupostos do
uniformitarismo, mas atribui também um papel importante aos fenómenos
catastróficos como agentes modeladores da superfície terrestre.
Mobilismo Geológico
Litosfera: camada mais exterior, rígida, constituída por crosta continental, crosta oceânica e uma parte do manto superior.
Astenosfera: camada sólida mas plástica, constituída por uma parte do manto superior e uma parte do manto inferior.
Tipos de limites das placas litosféricas:
Limites divergentes: situam-se nas dorsais oceânicas e são zonas onde é gerada nova crosta. Geralmente
as dorsais têm um vale central chamado rifte, onde há ascensão de
material.
Limites convergentes: verifica-se a destruição de placas litosféricas => zonas de subducção: uma placa (a mais densa) afunda sob a outra (menos densa), sendo destruída. (A crosta oceânica mergulha sob a continental)
Limites
conservativos: situam-se no limite de falhas transformantes que cortam
transversalmente as dorsais e ao longo das quais não se verifica
destruição nem alastramento, mas apenas deslizamento de uma placa em
relação à outra.
Provável origem do Sol e dos planetas
Planetas, asteróides e cometas
Teoria nebular reformulada (teoria actualmente aceite): esta teoria
consiste na existência de uma nébula formada por gases e poeiras que,
devido a forças gravíticas, se achatou e aumentou a sua velocidade de
rotação, dando origem a que no seu centro se formasse um proto-sol. Este
“disco” achatado tinha a matéria mais densa mais próxima do centro e a
menos densa mais afastada deste.
Essa matéria, começou por chocar uma
com a outra e agregar-se, formando planetesimais, aos quais se agregaria
mais matéria (a este choque e agregação de matéria dá-se o nome de
acreção).
Os planetesimais continuaram a chocar entre si, dando origem a
proto-planetas que, devido a mais acreção e diferenciação, deram origem
a planetas.
Teoria nebular reformulada (teoria actualmente aceite): esta teoria
consiste na existência de uma nébula formada por gases e poeiras que,
devido a forças gravíticas, se achatou e aumentou a sua velocidade de
rotação, dando origem a que no seu centro se
Cometas: corpos muito primitivos dos sistema solar, rochosos, com órbitas muito excêntricas relativamente ao Sol. São constituídos por núcleo, cabeleira e cauda.
Meteoróides: corpos de dimensões variáveis, provenientes do espaço, que se tornam incandescentes ao atravessar a atmosfera. O rasto luminoso deixado por eles ao atravessar a atmosfera chama-se meteoro. Quando uma parte dos meteoróides consegue atingir a superfície, tem o nome de meteorito.
Planetas principais: descrevem as suas órbitas directamente em torno do Sol.
Planetas secundários ou satélites: descrevem translações em torno dos planetas principais.
Asteróides: corpos rochosos de forma irregular que se deslocam geralmente entre as órbitas de Marte e Júpiter.
A Terra – acreção e diferenciação
A diferenciação da Terra foi provocada por energia de diferentes fontes:
Calor resultante do impacto dos planetesimais;
Calor resultante da compressão dos materiais constituintes;
Calor resultante da desintegração radiactiva.
A Terra passou de um corpo homogéneo para um corpo zonado, com núcleo
denso, essencialmente constituído por ferro, uma crosta, composta de
materiais pouco densos, e o manto, formado por materiais de densidade
intermédia, compreendido entre o núcleo e a crosta.
Em consequência da diferenciação formou-se ainda a atmosfera e a hidrosfera.
Génese da Lua
Teoria da colisão com injecção (teoria mais aceite actualmente, pois é
apoiada por dados geoquímicos, geofísicos e gravitacionais): o impacto
de um grande planetesimal provocou a volatilização e ejecção de parte do
interior e superfície da Terra, ainda em formação. Posteriormente, este
material sofreu acreção e diferenciou-se, formando, deste modo, a Lua.
Teoria da fissão: esta teoria sustenta que a rotação da Terra primitiva seria tão rápida que, devido à força centrífuga, uma porção dela se separou e foi arremessada para o espaço dando origem à Lua.
Teoria da co-acreção ou concepção binária: teoria que afirma que a Terra e a Lua se formaram, simultaneamente, a partir da condensação da nébula solar primitiva.
Teoria da captura: teoria que preconiza que a Lua se teria formado noutro local do sistema solar e que, devido à força gravitacional da Terra, foi capturada e começou a orbitar em torno desta.
Teoria da colisão com injecção (teoria mais aceite actualmente, pois é
apoiada por dados geoquímicos, geofísicos e gravitacionais): o impacto
de um grande planetesimal provocou a volatilização e ejecção de parte do
interior e superfície da Terra, ainda em formação. Posteriormente, este
material sofreu acreção e diferenciou-se, formando, deste modo, a Lua.
A
Lua tem uma baixa força gravítica, daí que não tenha atmosfera nem
hidrosfera. A superfície da lua é formada por zonas negras, os “mares”,
planos e constituídos por basaltos e
A Lua tem uma baixa força gravítica, daí que não tenha atmosfera nem
hidrosfera. A superfície da lua é formada por zonas negras, os “mares”,
planos e constituídos por basaltos e “continentes”, acidentados,
constituídos por rochas claras, feldspáticas, que reflectem bastante a
luz.
A face da Terra – continentes e fundos oceânicos
Áreas continentais
Escudos: rochas que afloram; formam os núcleos dos continentes.
Plataformas estáveis: zonas de escudos que não afloram porque estão cobertos de sedimentos.
Cinturas orogénicas recentes: cadeias resultantes de colisões entre continente-continente ou placa oceânica-continente.
Fundos oceânicos
Domínio Continental
Plataforma continental: faz parte da crosta continental e prolonga o continente sob o mar.
Talude continental: limite da parte imersa do domínio continental; tem declive acentuado.
Domínio oceânico
Planícies abissais: de profundidade compreendida entre 2500 e 6000m. Por vezes podem existir fossas.
Dorsais: situam-se na parte média ou bordas oceânicas. Contêm um vale central – rifte.
Métodos directos
Observação e estudo directo da superfície visível
Exploração de jazigos minerais efectuada em minas e escavações
Sondagens
Métodos geofísicos- Gravimetria: estudo de variações
no campo gravítico da terra – anomalias gravimétricas. A presença de
rochas menos densas dá origem a anomalias gravimétricas negativas; a
presença de rochas mais densas, leva a anomalias positivas.
- Densidade: comparação da densidade de rochas presentes a diversas profundidades.
Métodos indirectos
Planetologia e astrogeologia: as técnicas aplicadas no estudo de outros
planetas do sistema solar podem ser usadas no estudo da Terra.
Geomagnetismo: estudo das alterações no campo magnético da Terra.
Sismologia: estudo dos sismos e da propagação das ondas sísmicas.
Geotermismo: estudo da energia térmica da Terra.
Geomagnetismo: estudo das alterações no campo magnético da Terra.
Sismologia: estudo dos sismos e da propagação das ondas sísmicas.
Geotermismo: estudo da energia térmica da Terra.
Vulcanologia
Vulcanismo eruptivo
Um vulcão surge quando material sólido, no manto terrestre, passa ao
estado líquido, devido a um desequilíbrio entre a pressão e a
temperatura, e ascende à superfície terrestre.
O magma pode preencher espaços no interior da crosta, formando grandes reservatórios, as câmaras magmáticas, ou reservatórios de menores dimensões, as bolsadas magmáticas. Em torno destes reservatórios existem rochas, sobre as quais o magma exerce grande pressão, denominadas por rochas encaixantes.
Assim, surge uma abertura – cratera – por onde é ejectada rocha
no estado líquido – magma – e material incandescente, originando uma
erupção vulcânica, em que há libertação de material no estado de fusão
ígnea (lava) e materiais sólidos (piroclastos). O magma formado
em profundidade sobe através de fracturas na crosta terrestre. Quando o
magma chega à superfície passa a designar-se por lava.
A
ascensão do magma não tem que se fazer necessariamente por uma só
chaminé principal. Pode também subir por fissuras mais pequenas –
chaminés secundárias.
Ao longo de sucessivas erupções, vão-se depositando, em redor da cratera, lava consolidada, cinzas e fragmentos rochosos, constituindo assim o cone vulcânico. Um vulcão é considerado activo no caso de ter entrado em erupção recentemente, ou pelo menos durante períodos históricos.
Um vulcão do qual não há registo de existência de actividade, que se
apresenta bastante erodido e do qual não há registos de erupção é
considerado extinto. Vulcões que não estejam completamente erodidos e
dos quais não existem registos de actividade são considerados vulcões
adormecidos.
Podem formar-se, na parte superior dos vulcões,
grandes depressões chamadas caldeiras. As caldeiras têm forma circular e
paredes íngremes e podem formar-se devido ao afundimento da parte
central do vulcão, após fortes erupções, em que grande quantidade de
materiais é rapidamente expelida, ficando um vazio na câmara magmática. A
existência de fracturas circulares e o peso das camadas superiores
provocam o abatimento do tecto da câmara.
Podem também ocorrer erupções fissurais nas quais a lava é expulsa através de fendas alongadas.
Erupções explosivas: as lavas são muito viscosas, fluem com
dificuldade e impedem a libertação de gases, o que provoca a ocorrência
de explosões violentas. Por vezes a lava não chega a derramar,
constituindo estruturas arredondadas chamadas domas ou cúpulas, dentro da cratera. A lava pode chegar a solidificar dentro da chaminé formando agulhas vulcânicas
Erupções efusivas: a lava é fluida, a libertação de gases é
fácil e a erupção é calma, com derramamento de lava abundante. Se os
terrenos onde ocorre a erupção forem planos, a lava pode constituir mantos de lava. Se houver declive acentuado podem formar-se correntes de lava.
Erupções
mistas: assumem aspectos intermédios entre as erupções explosivas e as
erupções efusivas. Observam-se fases explosivas, que alternam com fases
efusivas.
Vulcanismo Residual
Fumarolas: emissões de gases e vapores em regiões com manifestações de vulcanismo.
- Sulfataras: quando abundam os compostos de enxofre.
- Mofetas: quando abunda o dióxido de carbono.
Géiseres: repuxos intermitentes de água e vapor.
Nascentes
termais: águas subterrâneas sobreaquecidas devido ao calor dissipado
nas regiões vulcânicas. Se essas águas têm origem magmática, designam-se
por águas juvenis.
Vulcanismo associado a fronteiras divergentes – predominantemente do tipo efusivo.
Vulcanismo associado a fronteiras convergentes – predominantemente do tipo explosivo.
Vulcanismo
intraplacas – do tipo efusivo, associado à existência de pontos quentes
relacionados com a presença de plumas térmicas.
Vulcões e tectónica de placas
Formação de um manto de basalto e de uma cadeia vulcânica a partir de um ponto quente na extremidade de uma pluma térmica / Formação de uma cadeia de ilhas a partir de um ponto quente.
Sismo
É movimento vibratório e brusco da crosta terrestre, devido, muitas
vezes, a uma libertação de energia (sob o efeito de tensões causadas, na
maioria das vezes pela movimentação das placas litosféricas; a
litosfera acumula energia que é libertada quando a pressão é
suficientemente forte para provocar a ruptura do material) em zonas
instáveis do interior da Terra, que ocorrem num período de tempo
restrito, em determinado local e que se propaga em todas as direcções (ondas sísmicas).
Depois da ruptura acima referida, dão-se várias outras rupturas
secundárias – réplicas. Também antes do abalo principal se podem sentir
sismos de fraca intensidade, denominados por abalos premonitórios.
O ponto em que a energia se liberta é denominado por hipocentro e o
ponto que se encontra à superfície, verticalmente sobre este, chama-se epicentro. O estudo dos fenómenos relacionados com a ocorrência de sismos constitui a sismologia.
Macrossismos: sismos sentidos pela população.
Microssismos: sismos imperceptíveis, que não causam danos significativos.
Sismos tectónicos: são devidos a movimentos tectónicos. (A, B e C). Podem ter origem em forças de vários tipos:
- Compressivas (A): os materiais são comprimidos, tendendo a diminuir a distância entre as massas rochosas.
- Distensivas (B): levam ao estiramento e alongamento do material, aumentado a distância entre as massas rochosas.
- Cisalhamento (C): os materiais são submetidos a pressões que provocam movimentos horizontais, experimentando alongamento na direcção do movimento e estreitamento na direcção perpendicular ao movimento.
Sismos de colapso: são devidos a abatimentos em grutas e cavernas ou ao desprendimento de massas rochosas.
Sismos vulcânicos: são provocados por fortes pressões que um vulcão experimenta antes de uma erupção e por movimentos de massas magmáticas relacionados com fenómenos de vulcanismo.
Efeitos dos sismos – ondas sísmicas
Ondas sísmicas: movimentos vibratórios de partículas que se propagam a partir do foco, segundo superfícies concêntricas
- Ondas de volume (profundidade)
§ Ondas P
· as partículas vibram paralelamente à direcção de propagação;
· a propagação
produz-se
por
uma série de
impulsos de
compressão e distensão
através das rochas;
· propagam-se por todos os meios;
· são
também chamadas ondas de compressão ou
longitudinais;
· provocam variações do volume do material.
§ Ondas S
· as partículas vibram num plano perpendicular à direcção
de propagação;
· apenas se propagam em meios sólidos;
· provocam mudanças da forma do material;
· podem também chamar-se ondas transversais.
- Ondas superficiais (ondas L)
§ Ondas de Rayleigh e ondas de Love
· Resultam da interferência de ondas P
e S;
· Ondas de Love: partículas vibram horizontalmente;
· Ondas de Rayleigh: partículas movimentam-se
elipticamente.
GEOLOGIA 10º- As rochas
Rochas Sedimentares
Idade relativa e idade radiométrica
A medida do tempo geológico e a idade da Terra
Idade relativa e idade radiométrica
- Princípio da sobreposição de estratos: numa série de rochas
sedimentares não deformadas, o estrato A que se encontra sobre o estrato
B é mais antigo do que este; ou seja, um estrato é mais velho que
aqueles que o recobrem e mais novo dos que os que lhe estão subjacentes.
Idade relativa (datação relativa): baseia-se no princípio da sobreposição de estratos e na existência/presença de fósseis de idade em determinadas camadas.
Idade absoluta (datação absoluta/radiométrica): baseia-se na
desintegração de isótopos radioactivos que se desintegram
espontaneamente. Os isótopos-pai desintegram-se em isótopos-filho mais
estáveis. O tempo necessário para que metade dos isótopos-pai de uma
rocha se desintegrem em isótopos-filho, denomina-se por semivida.
Princípios Básicos do Raciocínio Geológico
Formação do Sistema Solar
Sistema Terra-Lua
Métodos para o estudo do interior da geosfera
Vulcanologia - Vulcanismo eruptivo
Vulcanologia - Vulcanismo residual
Sismologia
Causas dos Sismos
Exploração sustentada de recursos geológicos
Biologia e Geologia - Geologia 10º ano, parte I - Ensino Secundário Português
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- Bruna Simaens
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- Created by miminoma · Jun 8, 2015
- Copied by mimifofi · Jun 8, 2015
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- Copied by Bruna Simaens · Jun 8, 2015
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