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História

Kivanny Lindemberg de Oliveira Santos História Portuguese 8 slides

Slides in this set (8)

  1. Café e borracha

    • Com o declínio da economia açucareira, o café s e tornou o produto mais importante da economia brasileira na década de 1850. Como a mão de obra era barata e exigia pouca manutenção, os cafeicultores tinham bastante lucro atraindo assim mais investidores para esse negócio. No entanto, o mercado consumidor se manteve o mesmo resultando em uma superprodução, e assim baixando o seu preço. Para resolver esse problema, os cafeicultores se reuniram em 1906 na cidade de Taubaté para valorizar o preço do café. Essa reunião ficou conhecida como Convênio de Taubaté, onde ficou definido que o governo iria fazer empréstimos do exterior e os usaria para comprar o café estocado, e também limitaria as exportações para que não houvesse excesso de café no mercado internacional.
    • Na passagem do século XIX para o século XX, a borracha também era um produto muito importante para a economia brasileira, onde o Brasil era quem mais a produzia no mundo. Era feita do látex extraído das seringueiras, onde era destinada principalmente para as indústrias da Europa e dos EUA. Durante esse período muitas pessoas migraram para o Norte do país para trabalhar na extração de látex, ocasionando o crescimento e desenvolvimento de cidades como Manaus e Belém. No entanto, em 1914 com a produção da borracha sintética produzida na China, iniciou uma decadência no monopólio brasileiro sobre o produto.
  2. Movimento operário

    • O movimento operário foi feito a partir da insatisfação dos trabalhadores das indústrias em relação a suas condições de trabalho, onde eram feitas greves, passeatas e petições. Eles tinham salários extremamente baixos, trabalhavam em um ambiente sujo, mal iluminado e mal ventilado, havia exploração infantil, as jornadas diárias de trabalho eram superiores a 15h, mulheres e crianças recebiam menos e não haviam direitos trabalhistas. Além disso, o preço dos alimentos aumentavam a cada ano porém não acompanhava salário. Entre essas pessoas haviam os anarquistas – pessoas que defendiam um sociedade sem estado, organizada em pequenas comunidades cooperativas e livres – que incentivaram os trabalhadores a reivindicar seus direitos.
    • Em 1917, um trabalhador foi morto pela polícia que tentava reprimir uma manifestação. Esse ato desencadeou uma grande paralização de 30 dias que ficou conhecida como Greve de 1917. Nesse movimento, estimou-se que havia mais de 45 mil trabalhadores que reivindicaram os direitos trabalhistas e o fim do trabalho infantil e da repressão contra quem protestava.
  3. Urbanização e modernização do Brasil

    • A partir do ano de 1903, no Rio de Janeiro, o prefeito Pereira Passos promoveu uma das maiores reformas urbanas do Brasil. A cidade não possuía rede de água e esgoto suficientes, a coleta de lixo era precária e os cortiços estavam superlotados. Esses fatores facilitavam a proliferação de doenças como tuberculose, sarampo e tifo, além de agravar ainda mais grandes epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica. Apesar das melhorias na infraestrutura da cidade, houve o bota-abaixo, a reurbanização do Rio de Janeiro que gerou vários problemas sociais. Muitas pessoas foram expulsas dos cortiços onde moravam sem receber indenizações, mercearias e outras lojas foram demolidas. Com as melhorias o preço dos imóveis aumentaram, forçando a população a se afastar do centro e construir casas sem estrutura nos morros.
  4. Movimentos de revoltas sociais

    • A Revolta da Vacina está ligada ao que ocorreu no bota-abaixo, pois apesar da reurbanização, a situação sanitária não houve melhorias para a maior parte da população. Em 1914, o Rio de Janeiro era assolado pela varíola e a única solução pra esse problema era a vacinação. A vacina era algo novo e desconhecido, e não houve programas de informação para a população. Além disso os aplicadores não receberam treinamento adequado e acabaram realizando esse procedimento de forma violenta. Com isso, a população não quis se vacinar.
    • A Revolta da Chibata ocorreu quando os marinheiros se revoltaram por sofrerem de maus-tratos por serem negros, mulatos e mestiços, que muito lembrava a escravidão. Além disso, eram submetidos a jornadas excessivas, alimentação insuficiente e baixos salários. Os oficiais subalternos era em sua maioria negros, brancos pobres e descentes de escravizados, enquanto os oficiais e generais eram brancos de famílias ricas. O que deu o início da revolta, foi quando em 1910 um marinheiro foi punido com 250 chibatadas. Foi liderada por João Cândido, também conhecido como almirante negro. Os marinheiro exigiram o fim dos castigos físicos, aumento do salário, melhores condições de trabalho e anistia aos participantes da revolta. Eles tomaram navios, fizeram os altos oficiais de reféns e ameaçaram bombardear a capital caso não fossem atendidos. O presidente Hermes da Fonseca aceitou algumas reivindicações, no entanto vários envolvidos na revolta foram expulsos da marinha, presos e morreram na prisão.
  5. Movimentos de revoltas sociais

    • A Guerra de Canudos ocorreu entre 1896 e 1897 no interior da Bahia. No final do século XIX, o líder religioso Antônio Conselheiro peregrinou pelo Sertão Nordestino sobre o catolicismo e o fortalecimento da fé na justiça divina, e suas pregações atraíram muitas pessoas que passaram a segui-lo. Em 1895, Antônio Conselheiro fundou um arraial no interior da Bahia, chamado Belo Monte, onde era plantados alimentos para a subsistência da população. Lá não se pagava impostos, e por crescer rapidamente, os latifundiários ficaram com medo de invadirem suas terras. Esses latifundiários chamavam o lugar de Arraial de Canudos. Com medo de que as pessoas se revoltassem contra a República, as autoridades resolveram destruir o arraial, onde quatro expedições foram realizadas, mas só a última foi bem-sucedida.
    • O cangaço apesar de não ter sido uma revolta, foi um movimento muito significativo para demonstrar a insatisfação do povo pobre do Nordeste em relação as condições de vida. O cangaceiro era um homem que após ser injustiçado, ofendido ou desonrado se tornava um fora da lei, agindo em bandos cometendo crimes. Eles não tinham moradia fixa e andavam pelos interiores do Nordeste a pé ou de cavalo. Eles saqueavam vilarejos em busca de alimentos, roupas, bebidas, armas, dinheiro, etc. O mais famoso bando era o comandado por Lampião por causa da forma como agiam. Foram perseguidos pela polícia e o fim de suas vidas se deu em 1938, quando caíram em uma emboscada nas margens do Rio São Francisco, em Sergipe.
  6. Semana de Arte Moderna de 1922

    • Foi um evento artístico realizado entre 11 e 18 de fevereiro no Teatro Municipal de São Paulo. O objetivo era propor pensar e fazer formas de arte diferente das tradicionais, buscando criar uma arte "mais brasileira". No evento os artistas foram vaiados pelo público, que consideraram as artes apresentadas inferiores às tradicionais. Mesmo tendo uma péssima recepção inicial, a Semana de Arte Moderna deu espaço para a experimentação, a liberdade de expressão e a realidade vivida no país.
  7. Integração dos negros na sociedade

    • A imprensa negra serviu para mostrar a realidade dos afrodescendentes, trazendo notícias sobre política ações sociais realizadas por igrejas e irmandades de negros, poemas, etc. O objetivo desses jornais era a disseminação das ideias, e não o lucro.
    • As sociedades beneficentes eram organizadas pelas irmandades religiosas, que tinham o objetivo de promover atividades recreativas e culturais para seus membros para integrar os negros na sociedade por meio de cursos de alfabetização para adultos e crianças e apoio jurídico, festas de natal, aniversário, carnaval e eventos esportivos.
    • Algumas manifestações de fé como a umbanda e o candomblé eram reprimidas pela sociedade por achar que as reuniões de negros poderiam ser ilegais e perigosas. Dessa forma, expressões negras como a capoeira e o samba foram mal vistas em muitos meios sociais. Em 1890, a capoeira chegou a ser criminalizada, onde a decisão foi revertida apenas em 1930.
  8. Integração dos indígenas na sociedade

    • Por muito tempo perdurou que os indígenas deveriam ser integrados na sociedade brasileira por serem considerados serem incivilizados. Essa visão era embasada nas teorias do racismo científico, onde considerava-os inferiores aos brancos assim como sua cultura um ato de selvageria. Quando foi proclamada a República, houve a separação da igreja com o Estado. Com isso, o governo iria tomar medidas em relação à população indígena que se manteve por séculos forçada a se converter ao cristianismo.
    • Em 1918 foi criada a SPI (Serviço de Proteção aos Índios), onde tinha como objetivo civilizar os indígenas. Porém, a SPI não previa a conservação da cultura e das tradições indígenas, elas tinham ações violenta contra eles os capturando e os inserindo a força na sociedade. Apenas em 1908 a atuação contra os indígenas foi menos violenta com a proposta de Rondon de que a aproximação da SPI com os indígenas fosse mas pacífica.
    • Em 1967, por má gestão e falta de recursos a SPI foi extinta, e com isso foi criada a Funai (Fundação Nacional do Índio). Com isso, os indígenas passaram a ter garantias de posse de terras, direito ao acesso à saúde, à educação, etc.

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História Slide Set on História, created by Kivanny Lindemberg de Oliveira Santos on 17/03/2022.
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