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Module 3 of 22 · Text

Evolução da Espécie Humana

Isabela N. Lima

Evolução da Espécie Humana

 

A humanidade criou duas formas de entender a sua evolução, uma não exclui a outra. De uma forma puramente racional, ou seja, o homem se separando do místico, ele estuda sua origem evolutiva pela ciência, pela argumentação e por provas biológicas. Entretanto, de outra maneira, o homem se vê como parte integrante do místico mistério da vida, da imensidão da natureza comparada ao seu tamanho e capacidade. Assim, ele tenta se conectar à uma divindade (ou mais de uma) que concedeu a vida no planeta Terra.

 

Evolução pela Ciência 

Há 3.2 milhões de anos, o Australopithecus foi a primeira espécie mamífera que se endireitou, ficando ereta. Isso lhe permitiu melhor visão do ambiente em que vivia, uma diferente adaptação do tronco, de melhor movimentação. O Homo Habilis , que se efetiva cerca de 1 milhão de anos depois, descobriu a ferramenta. Foi uma importante transformação material da natureza, além do fogo, que surgiria dessa nova maneira de interação. Na verdade, o homem não criou o fogo, uma hipótese mais possível seria de que o fogo surgiu na natureza e o homem o capturou. Seguia tentando guardar o fogo consigo e com seus grupos, até que se aprendesse uma forma de produção da chama. 

A ferramenta e o fogo estabeleceram as primeiras relações de poder entre grupos humanos diferentes. Entre eles, existiam pequenas hierarquias, como um líder, inventores de ferramentas, os mais velhos que detinham sabedoria e, também, os fortes. Essas novas significações que surgiram no curso da espécie humana tornaram a experiência de vida mais complexa. E essa complexidade (novas projeções) exigiu a linguagem, exigiu o refinamento da mesma (novas significações) e esse foi um dos feitios fundamentais para nossa evolução. 

Se caminhamos por essa linha, logo vemos que o homem estabelece uma profunda ligação com suas atividades. O trabalho é essencial a ele, é importante e lhe satisfaz. Que trabalho? O trabalho de sobreviver pela sua forma de sobreviver. Isso envolve criatividade para construir suas peças de caça, suas vestimentas, ser autossuficiente. A espécie humana então se preenchia, e sua natureza se revela também artística. O gênero Homo seguiu se ramificando, uma das linhas, o Homem de Neanderthal (originário das terras hoje alemãs) fazia pinturas rupestres e registrava suas atividades. Eram símbolos delas, que lhe trazia sentido! Da mesma forma, a religião surge como um instrumento de explicação da condição humana (compreender a vida e aceitar o fato de sua morte).

Isso é um apanhado da história do universo de significações que é a vida, pelo pensamento humano.

 

Evolução pela Religião

A religião é um conjunto de significações que o homem criou para explicar sua condição. Sua criatividade e capacidade de organização permitiu que ele contasse suas histórias. Se elas são verdadeiras ou não, depende do crédito que se dá a elas. É algo que para existir precisa de credibilidade de quem conta e daqueles que ouvem. É um ato singelo de confiança passado de geração em geração. Cada um escolhe a sua ou escolhe não ter uma. Mas, vamos falar de linguagem e de como o homem explicou sua evolução pelas suas religiões. 

Algumas religiões possuem símbolos de adoração e proteção, objetos com significados. Além disso, e principalmente, os rituais e momentos de reza, de adoração. Essas expressões são pontes que conectam os crentes às divindades. As histórias religiosas tem o poder de reforçar seu próprio universo, trazendo mais sentido a ele. E a linguagem também é alicerce desse todo. Ela permitiu a criação das variadas formas de se explicar a fé.

Um episódio bíblico e muito curioso que remete à língua é o da Torre de Babel. Esse conta que um dia a humanidade se unificou em uma só língua e começou a construção de uma gigantesca e forte cidade. No centro, os homens construiram uma torre muito alta, para venerarem a si próprios. Mas Deus, a divindade cristã, desceu a eles e deu a cada um uma língua diferente. Não podendo mais se comunicarem totalmente entre si, eles se dividiram em grupos menores e se separaram. Imagino, que Deus deve ter pensado que aquilo seria poder demais aos homens, que eles poderiam causar muitos danos à Terra ou que simplesmente, Deus não quisesse e não permitisse outro Deus. Interessante não é? Será a humildade do homem com o homem ou o respeito pelo seu superior que é Deus ou uma dominação de Deus?

 

Atividade - Filme: "La Guerre du Feu" (1982)

Aprox. 80 mil anos atrás, o fogo era uma ferramenta de proteção, poder e sobrevivência. Quem tinha fogo, tinha vida.

- língua (significações) : ATA!
- um guardião do fogo, com uma invenção que aprisiona o fogo

- cadeia alimentar ( lobos comem os restos de uma batalha )

- o fogo é captado da natureza e guardado até que se aprenda a fazê-lo

- liderança e seu conflito com os outros // sabedoria do mais velho do grupo ( o cotidiano não mudava rápido e constantemente )

- linguagem não-verbal: roer unhas de medo e nervoso (perseguição dos tigres) // mover a boca, morder o vento é a vontade de comer quando avistam alvos de caça

- identificação de canibalismo de outros grupos não é bem recebido

- disputa de armas pelo tamanho delas 

- comunicação entre grupos distintos por prova de paz, com gestos amigáveis

- contato pacífico com animal maior que não se mostra tão agressivo

- contato sexual com estrangeira - líder do grupo pode 

- cheiro como sinal de saudade

- encontro com a tribo estrangeira: cabanas, utensílios, pintura corporal, máscaras, armas diferentes, armadilhas de proteção da aldeia, oferta de sexo, comida e abrigo ao estrangeiro, costumes culturais diferentes 

- troca de conhecimento intercultural - FOGO POR ATRITO - domínio do fogo

- emoção da descoberta (choro de emoção)

- aprende-se o significado da risada / banho de chuva / sexo por desejo do outro e prazer / carinho e vontade de ser carinhoso / gravidez, amor e procriação

- gesto de mãos na cabeça ou coçar a cabeça: indicando atividade cerebral

- retorno ao grupo de origem: o que se aprendeu foi passado aos seu grupo original / exercício da memória contando histórias

 

 

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