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Iluminismo

Gabriel Domingues Weikamp da Silva História 2º ano Portuguese

Iluminismo

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Iluminismo

  1. O Movimento Iluminista

    • A data de início foi no ano 1715 e terminou no ano de 1789
      • A origem do Iluminismo está relacionada aos avanços da ciência e da filosofia, ocorridos no século XVII, orientados pelo racionalismo de René Descartes e pelo empirismo de John Locke.
        • O Iluminismo, conhecido também como Ilustração ou Época das Luzes, caracterizou-se por ser um movimento intelectual do século XVIII que encontrou na França um cenário propício para a propagação de suas ideias, pelo cosmopolitismo (universalismo) da cultura francesa e pela própria insustentabilidade do Antigo Regime.
          • Os filósofos iluministas aplicavam o racionalismo e a crítica à política e à religião, exaltando a razão e o progresso em oposição ao conservadorismo e valorizando o antropocentrismo em oposição ao teocentrismo.
            • Na esfera política, o absolutismo foi criticado, contestando-se a Teoria do Direito Divino dos Reis, que limitava a liberdade individual e frustrava a participação popular.
              • No âmbito da religião, a ofensiva foi contra a Igreja Católica, instituição fundamental para a garantia do Antigo Regime. Questionada desde a Reforma Protestante, a Igreja foi alvejada por posturas anticlericais. Esse clima foi gradualmente minando as bases do tradicionalismo e estimulando um sentimento revolucionário.
                • O fervor intelectual se expressava pelo pensamento de filósofos burgueses (com exceção de Montesquieu, que era aristocrata), que estimularam o panorama revolucionário e ocasionaram a derrubada do Antigo Regime. Assim, o Iluminismo mostrou-se marcadamente antiabsolutista, antimercantilista e anticlericalista.
  2. Principais pensadores

    • Voltaire (1694-1778)
      • Conhecido por criticar a nobreza privilegiada e as instituições políticas que restringiam as liberdades individuais, publicou Cartas filosóficas, obra na qual as instituições francesas foram ironizadas.
        • Dizia-se deísta – acreditava que Deus estava presente na natureza –, fazia críticas severas à Igreja e condenava o absolutismo, contudo, defendia a necessidade de uma monarquia centralizada em que o chefe de Estado deveria ser apoiado por filósofos
    • Montesquieu (1689-1755)
      • filho de nobres, formou-se em Direito, exerceu atividades juristas e aprofundou seus estudos em Ciências Políticas, Filosofia, Biologia e Geografia. Dentre suas obras, O espírito das leis é a que melhor resume suas ideias.
        • Segundo Montesquieu, não existia uma forma de governo ideal que pudesse ser utilizada por qualquer povo, cada país deveria ter um modelo de governo de acordo com o seu progresso econômico-social.
          • Influenciado por John Locke, Montesquieu propôs a doutrina dos três poderes, defendendo a divisão da autoridade governamental em três setores fundamentais: o Executivo, o Judiciário e o Legislativo. Esses poderes agiriam em uma perspectiva de equilíbrio e fiscalização (independentes e harmônicos).
    • Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)
      • considerado o mais radical e popular dos filósofos, apresentou um caráter naturalista, chegando, inclusive, a criticar os demais filósofos. Para Rousseau, a sociedade corrompe o espírito humano, que é naturalmente bom. O filósofo criticava a propriedade privada, acreditando que esta estabelecia a desigualdade entre os indivíduos, e sonhava com uma sociedade de pequenos produtores independentes.
        • Rousseau defendia o voto universal e a soberania popular, rompendo com as relações individualistas. O Estado deveria ser o executor da vontade da maioria, expressa pelo voto universal, em que o contrato social deveria garantir a igualdade, pois todos os associados teriam direitos iguais, fundamento para a liberdade. Do contrato social é, portanto, o fundamento do constitucionalismo contemporâneo.
  3. Escolas econômicas

    • O fisiocratismo de François Quesnay, francês que escreveu o Quadro econômico, designava que a terra era a única fonte geradora de riqueza, razão pela qual se estabelecia a primazia da agricultura sobre o comércio, “atividade estéril”, que se limitava à troca de mercadorias; o comércio não era fonte de produção, justificava-se, então, uma maior valorização do trabalho agrícola.
      • Quesnay se opunha à intervenção do Estado na economia, apoiando o funcionamento pleno das “leis naturais” e determinando que o Estado deveria incentivar o progresso técnico e econômico, eliminando os obstáculos de modo a obter o liberalismo econômico.
        • Algumas noções básicas dos fisiocratas foram utilizadas por economistas liberais ingleses, como Adam Smith, Thomas Malthus e David Ricardo.
          • Adam Smith (1723-1790)
            • É considerado o pai da nova ciência (economia política ou liberalismo político). O princípio básico determinava que o Estado deveria deixar a economia se autorregular por suas próprias leis, abandonando o intervencionismo estatal e permitindo que o mercado encontrasse seus limites naturais quanto ao valor de preços de serviços e mercadorias.
              • Como participante da escola de Manchester, Adam Smith defendia investimentos em uma infraestrutura para atividade comercial, seja em escala terrestre ou marítima. Para ele, a economia deveria ser norteada pelas relações de mercado, com a livre disputa entre oferta e procura, segundo o olhar do liberalismo clássico, e a eficácia econômica em produzir mais em menos tempo e a um custo produtivo cada vez mais baixo.
          • Thomas Malthus (1766-1834)
            • Defendia que a população crescia em progressão geométrica, e os alimentos, em progressão aritmética. Segundo ele, a miséria seria um dos elementos de composição da própria humanidade, inserida no cenário de limitação da própria natureza.
              • Para os liberais, o Estado deveria assegurar a ordem e a manutenção da propriedade privada, e as leis não poderiam prejudicar a dinâmica da economia liberal, mas apenas assegurar o equilíbrio de seu funcionamento. Essa seria a lógica da política econômica do Estado burguês.
                • O liberalismo foi essencial para estimular as liberdades individuais e defendê-las, mas não foi sinônimo de igualdade social nem instrumento para suavizar o impacto ambiental. O crescimento do liberalismo fez crescer na mesma proporção os movimentos sociais por todo o mundo, principalmente na Europa e nos Estados Unidos.
                  • Despotismo esclarecido
                    • Na segunda metade do século XVIII, alguns países da Europa passaram a empreender uma política reformista visando à modernização de seus Estados, pelos respectivos soberanos, como uma forma de tentar se equiparar às transformações capitalistas em curso na Europa Ocidental. Essa política foi denominada despotismo esclarecido e representava uma estratégia de governantes que buscavam adaptar seus Estados a princípios novos, os quais contrastavam com características socioeconômicas e políticas tradicionais. Desse modo, os governantes passaram a utilizar parcialmente as ideias iluministas, dando a falsa impressão de Estados liberais.
  4. Difusão das novas ideias

    • Os iluministas apoiaram-se também na imprensa. Muitos textos foram publicados em jornais e periódicos a tal ponto que o filósofo Hegel disse, no século XIX, que a leitura diária do jornal era a “oração matinal do homem moderno”.
      • Como veículos das novas ideias, destacam-se os livros (cuja produção foi substancialmente ampliada com a tecnologia da imprensa, criada no século XV por Gutenberg), os panfletos e as sociedades intelectuais, como a representada a seguir.
        • A Enciclopédia
          • O mais importante de todos os instrumentos para a divulgação das ideias iluministas foi a edição de Enciclopédia, ou Dictionnaire Raisonné des Sciences, des Arts et des Métiers, obra principal do esforço intelectual da propaganda iluminista.
            • Editada por Jean le Rond d'Alembert e Denis Diderot, a publicação, que contou com a colaboração de filósofos, economistas, matemáticos, físicos e naturalistas, seguiu-se por vinte e um anos, de 1751 a 1772, em um total de 28 volumes (17 de textos e 11 de gravuras/ilustrações).
  5. Gabriel Domingues W. da Silva Turma 21

    • Me chamou muita atenção a parte da difusão de novas ideias, e hoje em dia temos a influência do iluminismo nas preocupações com a limitação do poder do estado sobre o indivíduo.

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2º ano História Mind Map on Iluminismo, created by Gabriel Domingues Weikamp da Silva on 10/05/2021.
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