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TGA - Teoria Estruturalista

Natanael Lima Administração Outros Portuguese

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TGA - Teoria Estruturalista

  • A Teoria Estruturalista apresenta uma nova maneira de enxergar a organização como um todo, composto por diversas partes complementares, e como uma tentativa de reunir conceitos úteis da Abordagem Clássica, Relações Humanas e a Burocracia, tentando integra-las a análise do ambiente organizacional.
  1. Origens

    • Teorias Tradicionais X Relações Humanas
    • Influência da Ciências Sociais
    • Novo Conceito de Estrutura
      • O estruturalismo pode ser entendido como um método de análise e comparação da relação dos fenômenos com o todo. Esse todo não é a simples soma de suas partes, pois existe diversas relações e propriedades entre elas.
    • Necessidade de Visualizar a Organização
      • Organização = "unidade social grande e complexa", onde interagem "grupos sociais".
  2. Sociedade de Organizações

    • A sociedade moderna ´´e vista pelos estruturalista como uma sociedade de organizações. Essas organizações passaram por um processo de desenvolvimento.
    • Etapas
      • 1. Natureza
        • O elementos da natureza constituem a base de subsistência da humanidade.
      • 2. Trabalho
        • Os elementos da natureza passam a ser transformados pelo trabalho, que adquire o seu grau de importância.
      • 3. Capital
        • O capital propondera sobre a natureza e o trabalho e cria novas relações.
      • 4. Organização
        • A naureza, o trabalho e o capital se submetem à organização, que os utilizam para alcançar os seus objetivos.
    • As Organizações
      • Unidade social onde os envolvidos alcançam relações estáveis para atingir os objetivos e metas estipuladas. A organização, sua estrutura e interação com outras organizações são o objeto de estudo dessa teoria.
  3. Homem Organizacional

    • Surgi a figura do Homem Organizacional, que desempenha diferentes papeis em diferentes organizações, ocupa posições e suporta diversas normas. Para ser bem sucedido, precisa ter as seguintes características: flexibilidade, tolerância às frustações, capacidade de adiar recompensas (foco) e um permanente desejo de realização.
  4. Análise das Organizações

    • A Teoria Estruturalista utiliza uma abordagem múltipla.
    • Formal e Informal
      • Focaliza em um síntese da Abordagem Clássica e da Teoria das Relações Humanas, procurando em equilíbrio entre as duas, para desenvolver uma análise do comportamento humano.
    • Matérias e Sociais
      • É estudado o tipo de recompensa ideal para os trabalhadores, e percebe-se que o tipo vária de acordo com algumas características e individualidades.
    • Diferentes Enfoques
      • Os estruturalistas veem as organizações por concepções diferentes,
      • Modelo Racional
        • A organização é vista como um meio deliberado e racional de alcançar metas conhecidas, dando ênfase ao planejamento e ao controle, funcionando como um sistemas fechado que exclui as incertezas e inclui o modelo burocrático e clássico.
      • Modelo do Sistema Natural
        • Enxerga a organização como um conjunto de partes independentes, que compõem o todo, visando a sobrevivência do sistema e a auto regulação, apresenta-se como sistema aberto, e consequentemente contribui para o surgimento da organização informal.
    • Níveis de Organização
      • Nível Institucional
        • Composto por dirigentes e/ou altos funcionários. É o que se relaciona com o ambiente externo.
      • Nível Gerencial
        • Cuida do relacionamento e da integração dos níveis institucionais e técnicos.
      • Nível Técnico
        • É onde as tarefas são supervisionais e os planos postos em ação.
    • Diversidade de Organizações
      • A partir do estruturalismo, a administração passou a ser estendida a todos os tipos possíveis de organização.
    • Análise Interooganizacional
      • Os fenômenos externos às organizações e que afetam a sua estrutura interna são agora abordados, visto que o ambiente se torna mais complexo, e cresce a dependência da organização quanto a esses fenômenos.
  5. Tipologia das Organizações

    • Etzioni
      • Segundo Etzioni, as organizações possuem as seguintes características: divisão do trabalho e atribuição de poder e responsabilidades, centros de poder, substituição do pessoal e controle dos seus membros.
      • Os meios de controle poder ser classificados em: controle físico (meios físicos, sanções ou ameaças), controle material (recompensas e meios materiais) e controle normativo (símbolos ou valores sociais).
      • Cada tipo de controle provoca um padrão de obediência e interesse, a saber: alienatório (coação e permanência forçada na organização), calculista (só há interesse quando os esforços geram vantagens) e moral (atribuição de valores à missão).
      • Organizações Coercitivas
        • O poder é imposto pela força física ou controle baseados em prêmios ou punições (alienatório). Exemplos: prisões e campos de concentração.
      • Organizações Utilitárias
        • O poder baseia-se no controle dos incentivos econômicos (calculista). Exemplos: empresas privadas e comércio.
      • Organizações Normaivas
        • O poder baseia-se no consenso sobre objetivos e métodos da organização (moral). Exemplos: organizações voluntárias, igrejas e universidades.
    • Blau e Scott
      • Associações de Benefícios Mútuos
        • Os beneficiários principais são os próprios membros. Exemplos: cooperativas e sindicatos.
      • Organizações de Interesses Comerciais
        • Os proprietários ou acionistas são os principais beneficiários. Exemplo: algumas empresas privadas.
      • Organizações de Serviços
        • Um grupo de clientes é o principal beneficiário. Exemplos: hospitais e escolas.
      • Organizações de Estado
        • O beneficiário é o público em geral. Exemplos: correios e segurança pública.
  6. Objetivos Organizacionais

    • É algo que a organização deseja atingir, como uma imagem que ela pretende ter no futuro. Os objetivos apresentam várias funções: a apresentação de uma situação futura, constituem uma fonte de legitimidade, servem como padrões e servem como unidade de medida.
    • Etzioni apresenta dois modelo: modelos de sobrevivência (quando se desenvolvem objetivos que a permitem sobreviver) e modelos de eficiência (desenvolve objetivos que permitem funcionar dentre de padrões de excelência e competitividade).
    • Categorias
      • Objetivos de Sociedade
        • Relacionados com a sociedade em geral. Exemplos: produzir bens e manter a ordem pública.
      • Objetivos de Produtos
        • Relacionados com o público que entra em contato com a organização. Exemplos: bens de consumo e serviços a empresas.
      • Objetivos de Sistemas
        • Relacionados com a maneira de funcionar da organização. Exemplos: ênfase nos lucros e no crescimento.
      • Objetivos de Produção
        • Relacionados com as características dos bens e serviços produzidos. Exemplos: ênfase na qualidade e quantidade de produtos.
      • Objetivos Derivados
        • Relacionados com os usos que a organização faz do poder originado na consecução de outros objetivos. Exemplos: metas políticas e programas sociais.
  7. Ambiente Organizacional

    • Para os estruturalistas as organizações existem em meio a outras. Esse é o seu ambiente.
    • Relações
      • Competição
      • Ajuste ou Negociação
        • Busca negociações entre duas ou mais organizações para um acordo quanto à troca de bens ou serviços.
      • Coopção ou Cooptação
        • É o processo de absorver novos elementos de outras organizações na liderança ou no esquema de tomada de decisão.
      • Coalizão
        • Combinação de uma ou mais organizações para alcançar um objetivo em comum.
    • Conjunto Organizacional
      • Merton desenvolveu o conceito de conjuntos de papéis, que consiste nas relações de papéis que o ocupante de um status possui por ocupar o status. Cada organização interage com outras organizações externas, formando um conjunto organizacional, essa relação é medida pelos conjuntos de papéis de seu pessoal de fronteira (contato externo),
  8. Conflitos Organizacionais

    • São elementos que geram mudanças e o desenvolvimento da organização, significa também ideias, sentimentos, atitudes ou interesses antagônicos, que podem se chocar.
    • Conflitos entre Autoridade do Especialista e a Autoridade Administrativa
      • O conflito entre conhecimento e hierarquia subdivide-se em organizações: especializadas (os especialistas possuem a autoridade e o poder de decisão), não-especializada (os administradores possuem a autoridade e formam a hierarquia) e de serviços (os especialistas depreciam a parte administrativa, visto que a produção está a sua mercê.
    • Dilemas da Organização (Blau e Scott)
      • O dilema representa uma situação frente a dois interesses inconciliáveis entre si: o atendimento de um impedi o de outro.
      • Blau e Scott definem três: dilema entre coordenação e comunicação livre (criatividade x desenvolvimento individual), dilema entre disciplina burocrática e especialização profissional (interesses da organização x interesses da profissão) e dilema entre a necessidade de planejamento centralizado e a necessidade de iniciativa individual (o aumento de um diminui o de outro).
    • Conflitos entre Linha e Assessoria
      • Comportamento individualista dos altos funcionários de linha, oferta de serviços de staff para poder justificar a sua existência e a promoção de funcionários de assessoria, que depende da aprovação de funcionários de linha.
  9. Apreciação Crítica

    • Convergência de Várias Abordagens Diferentes
      • É feita uma convergência de várias abordagens: Teoria Clássica, Teoria das Relações Humanas e Teoria Burocrática.
    • Ampliação da Abordagem
      • Atenta a estrutura organizacional total, como um sistema social, cuja estrutura deve ser estudada.
    • Dupla Tendência Teórica
      • Coexistem duas tendências teóricas, a integrativa (juntar) e a do conflito (dinâmica).
    • Análise Organizacional Ampla
      • Ampliou o estudo para organizações não-industriais e não-lucrativas, tratando sobretudo das organizações complexa (principal objeto de estudo) e das formais.
    • Inadequação das Tipologias Organizacionais
      • São criticadas por sua simplicidade, limitações à aplicação prática, e por se basearem em apenas uma variável (unidimensional).
    • Teoria da Crise
      • O estruturalismo foca mais um localizar problemas e seus núcleos invés da normalidade.
    • Teoria da Transição e da Mudança
      • O campo organizacional parece estar em um dinâmico estado de crescimento acelerado, faltando uma definição dos componentes e relações existentes.

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Baseado no livro Teoria Geral da Administração; de Chiavenato.
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Natanael Lima
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