Fichas
HC 3 - TEP
Fichas del conjunto (24)
- 1O que é um tromboembolismo pulmonar?Obstrução da artéria pulmonar ou de um de seus ramos por material (por exemplo, trombo, tumor, ar ou gordura).
- 2Correlação da classificação de padrão temporal da TEP agudo, subagudo e crônico com a sintomatologia do doença.Pacientes com TEP agudo, os sintomas e sinais se manifestam imediatamente a embolização do trombo para um dos ramos arteriais da circulação pulmonar; no subagudo, os sintomas e sinais se manifestam após dias ou semanas do evento; no crônico, os sintomas se manifestam anos após a embolização do trombo para um dos ramos arteriais da circulação pulmonar.
- 3Correlação da classificação de Estabilidade hemodinâmica (maciço, submaciço e não maciço) da TEP com a sintomatologia do doença.TEP maciço: Paciente hemodinamicamente instável (PAS < 90 mmHg); TEP submaciça: Paciente estável com disfunções miocárdicas no ecocardiograma;
TEP não maciço: Paciente estável e sem alterações miocárdicas. - 4Classificação da TEP quanto à localizaçãoObstrução na bifurcação das artérias pulmonares principais (esquerda ou direita) são classificadas como TEP em sela, e em virtude da obstrução proximal da circulação pulmonar. lobar, segmentar ou subsegmentar a depender de quão grande é a área de irrigação da artéria obstruída.
- 5patogênese do TEPA patogênese do TEP envolve os fatores que predispõe à ocorrência de trombose venosa profunda (TVP) (os elementos da Tríade de Virchow) e migração de êmbolos para os pulmões.
- 6O que é a Tríade de Virchow?Tríade de Virchow: estase venosa (grande correlação com a presença de imobilização), hipercoagulabilidade e lesão endotelial.
- 7Quais fatores associados à Tríade de Virchow aumentam a chance do paciente desenvolver TEP?Câncer, ICC, IAM, gravidez, anticoncepcionais, idade >40 anos, TEV prévia, imobilização, trauma (cirúrgico e não cirúrgico), cirurgia recente (últimos 3 meses), terapia de reposição hormonal, doença mieloproliferativa, varizes em MMII, síndrome antifosfolípide e quimioterapia
- 8Fatores de risco genéticos da TEPDeficiência de antitrombina;
Deficiência de Proteína C;
Deficiência de proteína S;
Fator V Leiden;
Protrombina G20210A.
Todos favorecem a cascata de coagulação. - 9Como funciona a cascata de coagulação?A cascata da coagulação é ativada a partir de uma lesão no endotélio vascular. Ocorre a ativação de zimogênios (enzimas) e clivagem dos mesmos por proteínas do plasma sanguíneo para assim transformar o fibrinogênio em fibrina e formar o coágulo. É necessário um sistema que faça a degradação desses coágulos formados para evitar um quadro de trombose. O fenômeno de degradação do trombo leva a formação do D-dímero.
- 10Fisiopatologia da TEPNa maioria dos casos, há formação de trombos nos membros inferiores em território de vasos venosos íleo-femorais que se movimentam em direção à circulação pulmonar, ocluindo os vasos arteriais pulmonares. Os trombos também podem ter sido originados em membros superiores, entretanto, esta situação é infrequente.
- 11Como o trombo alcança a circulação pulmonar na TEP?O trombo ascende dos MMII (mais comum) pela veia cava inferior e acessa o coração através do átrio direito. Posteriormente vai para o ventrículo direito e por fim alcança a circulação pulmonar.
- 12Qual a relação do efeito cardiovascular e o aumento da resistência pulmonar causada pela obstrução dos vasos na TEP?A obstrução dos vasos leva a diminuição da pré-carga, diminuição do volume sistólico, redução do débito cardíaco e a liberação de mediadores inflamatórios como o tromboxano que age promovendo a vasoconstrição e elevando a resistência pulmonar. O ventrículo direito tenta manter o equilíbrio, ou seja, mantém o débito cardíaco à custa do aumento da pressão pulmonar.
- 13espaço morto patológico no pulmãoCom a obstrução de um ramo da artéria pulmonar, surge uma área de espaço morto patológico no pulmão, portanto, no TEP há uma disfunção da relação ventilação/perfusão (V/Q) devido a um fenômeno vasoclusivo, que vai levar a um quadro final de hipoxemia e alcalose.
- 14Apresentação clínicaO paciente pode estar assintomático ou apresentar: dispneia, ortopneia, dor torácica – pleurítica, tosse, sintomas e sinais de TVP, hemoptise, choque ou morte súbita e síncope.
- 15Achados do exame físico no TEPqueda de saturação, hipotensão, taquipneia, taquicardia, murmúrio vesicular diminuído/sibilos, febre.
- 16Exames para o TEPD-dímero (> 500ng/ml);
Exame de imagem – Angiotomografia de tórax (exame padrão ouro, 96% de sensibilidade);
Cintilografia - A acurácia do exame é inferior ao da Angiotomografia de Tórax. Caso não seja possível realizar a Angio-TC, realiza-se a Cintilografia. - 17Exames para o TEP em grávidasAngiorressonância Magnética de tórax
- 18TratamentoOxigenoterapia (pct c sat <90%); Suporte hemodinâmico (reposição de fluídos em pct c hipotensão - recomendado infusão de cristaloides); Anticoagulação imediata (salvo ressalvas).
Terapias alternativas a anticoagulação: trombectomia ou filtros de veia cava para previnir novas embolizações - 19Pacientes que não devem receber tratamento empírico com anticoagulantespacientes com história recente de AVC hemorrágico, cirurgias recentes, pois os riscos superam os benefícios do tratamento. Nesses pacientes o diagnóstico deve ser confirmado, e avalia-se a possibilidade de instituir terapias alternativas
- 20Fármacos utilizados para anticoagulaçãoHeparina não fracionada
Heparina de baixo peso molecular
Varfarina
Novos anticoagulantes orais - Apixabana, Rivaroxabana, Endoxabana e Dabigatran - 21sinais clínicos mais comunstaquipneia, dispneia e saturação baixa
- 22sinais clínicos mais comunstaquipneia, dor torácica, dispneia, saturação pode estar baixa
- 23escore de wells baixo - condutaescore de Wells considerado de baixa probabilidade para TEP que nos permite usar a dosagem do D-dímero no passo inicial da investigação, um resultado negativo descarta o diagnóstico de TEP com relativa segurança. Com essas características, é um exame que idealmente não deve ser utilizado naqueles casos de média ou alta probabilidade para TEP. No entanto, nessa paciente, uma dosagem de D-dímero < 500 afasta o diagnóstico de TEP e poupa a necessidade de realização de exames mais invasivos, como uma angiotomografia de tórax.
- 24um dos principais marcadores de pior prognósticodisfunção do ventrículo direito, que pode ser avaliada por alterações de contratilidade ao ecocardiograma ou por aumento de troponinas e/ou pró-BNP.
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- Medicina Fichas sobre HC 3 - TEP, creado por Helen Michaela el 17/10/2022.
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- Helen Michaela
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