Flashcards
Capítulo 3 - Behaviorismo
Cards in this deck (47)
- 1O BEHAVIORISMO O ESTUDO DO COMPORTAMENTOO termo Behaviorismo foi inaugurado pelo americano John B. Watson, em artigo publicado em 1913, que apresentava o título “Psicologia: como os behavioristas a vêem”.
- 2O BEHAVIORISMOBEHAVIOR significa “comportamento”
- 3O BEHAVIORISMOTambém é chamado de:
✔Comportamentalismo
✔Teoria Comportamental
✔Análise Experimental do Comportamento
✔Análise do Comportamento. - 4OBJETO DA PSICOLOGIA WATSONWatson postula o COMPORTAMENTO como objeto da Psicologia.
- 5OBJETO DA PSICOLOGIA WATSONObjeto OBSERVÁVEL, MENSURÁVEL,
cujos experimentos poderiam ser reproduzidos em diferentes CONDIÇÕES e SUJEITOS.
Essas características foram importantes para que a Psicologia alcançasse o
STATUS DE CIÊNCIA, rompendo definitivamente com a sua tradição filosófica. - 6PARA WATSONCertos estímulos levam o organismo a dar determinadas respostas e isso ocorre porque os organismos se ajustam aos seus ambientes por meio de equipamentos hereditários e pela formação de hábitos.
- 7QUAL PSICOLOGIA WATSON BUSCAVA CONSTRUIR?Uma Psicologia SEM ALMA E SEM MENTE, livre de conceitos mentalistas e de métodos subjetivos, e que tivesse a capacidade de PREVER e CONTROLAR.
- 8SENTIDO DO TERMO "COMPORTAMENTO"Hoje, NÃO SE ENTENDE comportamento como uma AÇÃO ISOLADA de um sujeito, mas, sim, como uma INTERAÇÃO entre aquilo que o sujeito faz e o ambiente onde o seu “fazer” acontece.
- 9AO QUE OS ESTUDOS DO BEHAVIORISMO SE DEDICA?Ao estudo das INTERAÇÕES entre o indivíduo e o ambiente, entre as ações do indivíduo (suas respostas) e o ambiente
(as estimulações). - 10TERMOS UTILIZADOSUtilizam os termos “RESPOSTA” e “ESTÍMULO” para se referirem àquilo que o organismo faz e às variáveis ambientais que interagem com o sujeito.
- 11OBJETO DO BEHAVIORISMOO homem começa a ser estudado a partir de sua interação com o ambiente, sendo tomado como produto e produtor
dessas interações. - 12TEÓRICO MAIS IMPORTANTE QUE SUCEDE WATSONSKINNER
- 13LINHA DE ESTUDO DE SKINNERBEHAVIORISMO RADICAL
A BASE da corrente skinneriana está na formulação do
COMPORTAMENTO OPERANTE. - 14CONCEITOS DO BEHAVIORISMO➜ COMPORTAMENTO RESPONDENTE
É também chamado de “não-voluntário” e inclui as respostas que são eliciadas (“produzidas”) por estímulos
antecedentes do ambiente.
EXEMPLO: contração das pupilas quando uma luz forte incide sobre os olhos. - 15COMPORTAMENTOS RESPONDENTES OU REFLEXOSSão INTERAÇÕES estímulo-resposta (ambiente-sujeito) incondicionadas, nas quais certos eventos ambientais confiavelmente eliciam certas respostas do
organismo que INDEPENDEM DE “APRENDIZAGEM”. - 16REFLEXOSMas interações desse tipo também podem ser provocadas por estímulos que, originalmente, não eliciavam respostas em determinado organismo.
Quando tais estímulos são temporalmente pareados com estímulos eliciadores podem, em certas condições, eliciar respostas semelhantes às destes. - 17REFLEXOSA essas NOVAS INTERAÇÕES chamamos também de REFLEXOS, que agora são
condicionados devido a uma história de pareamento, o qual levou o organismo a responder a estímulos que antes não respondia. - 18O COMPORTAMENTO OPERANTEO que propicia a aprendizagem dos comportamentos é a ação do organismo sobre o meio e o efeito dela resultante — a satisfação de alguma necessidade.
A aprendizagem está na relação entre uma AÇÃO E SEU EFEITO. - 19O COMPORTAMENTO OPERANTEPode ser representado da seguinte
maneira:
R —► S
Em que R é a RESPOSTA (pressionar a barra) e S (do inglês stimuli) o estímulo reforçador (a água), que tanto interessa ao organismo; a flecha significa “levar a”. - 20REFORÇOÉ O ESTÍMULO REFORÇADOR.
- 21COMPORTAMENTO OPERANTERefere-se à interação sujeito-ambiente.
Nessa interação, chama-se de RELAÇÃO FUNDAMENTAL relação entre a ação do indivíduo (a emissão da resposta) e as conseqüências. - 22RELAÇÃO FUNDAMENTALÉ considerada FUNDAMENTAL porque o
organismo se comporta (emitindo esta ou aquela resposta), sua ação produz uma alteração ambiental (uma conseqüência) que, por sua vez, retroage sobre o sujeito, alterando a probabilidade futura de ocorrência. - 23RELAÇÃO FUNDAMENTALAssim, agimos ou operamos sobre o mundo em FUNÇÃO DAS CONSEQUÊNCIAS criadas pela nossa ação.
As conseqüências da resposta
são as variáveis de controle mais relevantes. - 24REFORÇAMENTOChamamos de reforço a toda conseqüência que, seguindo uma
resposta, altera a probabilidade futura de ocorrência dessa resposta. - 25REFORÇO PODE SER: POSITIVO NEGATIVOO REFORÇO POSITIVO é todo evento que AUMENTA a probabilidade futura da resposta que o produz.
O REFORÇO NEGATIVO é todo evento que AUMENTA a probabilidade futura da resposta que o REMOVE ou ATENUA. - 26REFORÇAMENTOO reforçamento positivo oferece alguma coisa ao organismo (gotas de água com a pressão da barra, por exemplo); o negativo permite a retirada de algo indesejável (os choques da caixa para o ratinho).
- 27PROCESSOS DO REFORÇAMENTO NEGATIVO: ESQUIVA FUGAESQUIVA:
é um processo no qual os estímulos aversivos condicionados e incondicionados estão separados por um intervalo de tempo apreciável, permitindo que o indivíduo execute um comportamento que previna a ocorrência ou reduza a magnitude do segundo estímulo. - 28EXEMPLOS ESQUIVA➞ o raio (primeiro estímulo) precede à
trovoada (segundo estímulo)
➞ o chiado precede ao estouro dos rojões
➞ o som do “motorzinho” usado pelo dentista precede à dor no dente. - 29EXEMPLOS ESQUIVAEstes estímulos são aversivos, mas os primeiros nos possibilitam evitar ou reduzir a magnitude dos seguintes, ou seja, tapamos os ouvidos para evitar o estouro dos trovões ou desviamos o rosto da broca usada pelo dentista.
- 30COMO ACONTECE O PROCESSO DE ESQUIVA?Quando os estímulos ocorrem nessa ordem, o primeiro torna-se um reforçador negativo condicionado (aprendido) e a ação que o reduz é reforçada pelo condicionamento operante. As ocorrências passadas de reforçadores negativos condicionados são responsáveis pela probabilidade da
resposta de esquiva. - 31ESQUIVANo caso da esquiva, há um estímulo condicionado que antecede o estímulo incondicionado e me possibilita a emissão do comportamento de esquiva. Uma esquiva bem-sucedida impede a ocorrência do estímulo incondicionado.
- 32FUGAA diferença é sutil. Se posso colocar as mãos nos ouvidos para não escutar o estrondo do rojão, este comportamento é de ESQUIVA, pois estou evitando o segundo estímulo antes que ele aconteça.
Mas, se os rojões começam a pipocar e só depois apresento um comportamento para evitar o barulho que incomoda, seja fechando a porta, seja indo embora ou mesmo tapando os ouvidos, pode-se falar em FUGA. - 33FUGAO comportamento reforçado é aquele que termina com um estímulo aversivo já em andamento.
- 34FUGANo caso da fuga, só há um
estímulo aversivo incondicionado que, quando apresentado, será evitado
pelo comportamento de fuga. Neste segundo caso, não se evita o estímulo aversivo, mas se foge dele depois de iniciado. - 35EXTINÇÃOÉ um procedimento no qual uma resposta deixa abruptamente de ser reforçada.
Como conseqüência, a resposta diminuirá de freqüência e até mesmo poderá deixar de ser emitida.
O tempo necessário para que a resposta deixe de ser emitida dependerá da história e do valor do reforço envolvido. - 36EXEMPLO EXTINÇÃOQuando uma menina, que estávamos paquerando, deixa de nos olhar e passa a nos ignorar, nossas “investidas” tenderão a
desaparecer. - 37PUNIÇÃOEnvolve a consequenciação de uma resposta quando há apresentação de um
estímulo aversivo ou remoção de um reforçador positivo presente.
Punir ações leva à supressão temporária da resposta sem, contudo, alterar a motivação. - 38QUESTIONAMENTOS EM RELAÇÃO À PUNIÇÃOOs behavioristas, respaldados por
crítica feita por Skinner e outros autores, propuseram a substituição definitiva das práticas punitivas por procedimentos de instalação de comportamentos desejáveis. - 39EXEMPLO DA NÃO EFETIVIDADE DA PUNIÇÃOApesar das punições aplicadas a motoristas e pedestres na maior parte das
infrações cometidas no trânsito, tais punições não os têm motivado a
adotar um comportamento considerado adequado para o trânsito. - 40CONTROLE DE ESTÍMULOSAssim, quando a freqüência ou a forma
da resposta é diferente sob estímulos
diferentes, diz-se que o comportamento está sob o controle de estímulos. - 41EXEMPLO CONTROLE DE ESTÍMULOSSe o motorista para ou acelera o ônibus no
cruzamento de ruas onde há semáforo que ora está verde, ora vermelho, sabemos que o comportamento de dirigir está sob o controle de estímulos. - 42DISCRIMINAÇÃOQuando uma resposta se mantém na presença de um estímulo, mas sofre certo grau de extinção na presença de outro.
Sempre que ele for apresentado e a resposta emitida, haverá reforço. - 43EXEMPLO DISCRIMINAÇÃOExistem normas e regras de conduta para festas — cumprimentar, ser gentil, procurar manter diálogo com as
pessoas, agradecer e elogiar a dona da casa etc. No entanto, as festas podem ser diferentes: informais ou pomposas, dependendo de onde, de como e de quem as organiza. Somos, então, capazes de discriminar esses diferentes estímulos e de nos comportarmos de maneira diferente em cada situação. - 44GENERALIZAÇÃOÉ quando um estímulo adquire controle
sobre uma resposta devido ao reforço na presença de um estímulo similar, mas diferente.
Frequentemente, a generalização depende de elementos comuns a dois ou mais estímulos. - 45GENERALIZAÇÃORespondemos de forma semelhante a
um conjunto de estímulos percebidos como semelhantes. - 46EXEMPLO GENERALIZAÇÃOé fundamental quando pensamos
na aprendizagem escolar. Nós aprendemos na escola alguns conceitos
básicos, como fazer contas e escrever. Graças à generalização, podemos transferir esses aprendizados para diferentes situações, como dar ou receber troco, escrever uma carta para a namorada distante, aplicar conceitos da Física para consertar aparelhos eletrodomésticos. - 47ÁREA DE APLICAÇÃO DO BEHAVIORISMOEDUCAÇÃO
OUTRAS:
✔ treinamento de empresas
✔ clínica psicológica
✔ trabalho educativo de crianças excepcionais
✔ publicidade