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Flashcards

Antifúngicos

maria clara conti Farmacologia II médio Portuguese 30 cards

Cards in this deck (30)

  1. 1Para que os antifúngicos são usados?- Usados para tratar micoses, infecções causadas por fungos.
  2. 2Como são classificadas as micoses?- Micoses superficiais (mucocutaneas): pelo, coro cabeludo, unha – para o seu tratamento usa-se os fármacos orais ou de uso tópico.
    - Micoses sistêmicas: vai pela corrente sanguínea e atinge diversos tecidos e órgãos – para o seu tratamento usa-se os fármacos sistêmicos, que podem ser administrados por via oral ou parenteral.
  3. 3Qual a via de administração da anfotericina B? Quando ela é usada por VO? Como ela é usada em casos de meningite fúngica?- Só por via endovenosa, muito usado em hospitais.
    - Não possui por via oral porque não tem absorção no TGI.
    * O único caso em que pode ser usada por via oral é quando o fungo estiver presente no TGI.
    - Atinge pouco SNC, liquido cefalorraquidiano. Entao em caso de meningite fungica pode ser usada por via intratecal (injeta direto no SNC). Nesse caso, aumenta-se o risco do paciente sofrer crises convulsivas – essa via de administração está caindo em desuso tem medicamentos mais novos que tem ação melhor no SNC e são menos tóxicos.
  4. 4Como é a farmacocinética da anfotericina B? Quais os usos clínicos?- Muito distribuído pelos tecidos então é considerado de amplo espectro, afinal elimina vários fungos de tipos diferentes.
    - É um dos mais usados
    - Infecções fúngicas graves – tem largo espectro de ação, é fungicida (mata/elimina o fungo) e tem muitos efeitos colaterais.
  5. 5Qual o mecanismo de ação da anfotericina B? Como se adquire resistência à ela?- São produtos naturais, são retirados do streptomyces nodosus.
    - A membrana animal é composta por fosfolipideos, colesterol, proteínas de membrana. Já a membrana fúngica é composta por fosfolipídeos, proteínas de membrana, ergosterol.
    - A anfotericina A não tem ação muito importante, então usa a B. A anfotericina B é um medicamento que tem afinidade de se ligar com o ergosterol presente na membrana do fungo, e forma poros na membrana do fungo, gerando extravasamento de componentes importantes para o fungo. A anfotericina B forma poros na parede do fungo e o fungo não consegue sobreviver.
    - Modificando a estrutura do ergosterol da sua membrana, ou altera a estrutura do ergosterol e seu efeito farmacológico será reduzido.
  6. 6Quais os efeitos adversos da anfotericina B?- Anfotericina se liga aos esteróis presente na membrana do fungo. Ela pode também se ligar ao colesterol presente na nossa membrana plasmática, por isso pode causar toxicidade ao nosso organismo. Essa toxicidade pode ser imediata, tardia ou local.
  7. 7Como é a toxicidade imediata da anfotericina B? Por que isso acontece? O que fazer para diminuir os efeitos?- Acontece durante a infusão da anfotericina B, é muito relacionada com a velocidade de infusão. Se for infundida com velocidade rápida, ele pode ter uma série de efeitos causada pela liberação maciça. Quando diminui a velocidade de infusão, a toxicidade pode desaparecer. Então, não pode aplica em bolus, deve ser por gotejamento controlado.
    - O paciente tem febre, calafrios, espasmos musculares, vômitos e hipotensão
    - Isso acontece porque durante a infusão pode gerar liberação maciça de histamina – a anfotericina é formulada a partir de um fungo e pode estimular o sistema imune.
    - Para diminuir os efeitos: diminuir a velocidade de infusão ou fazer pré-medicação (anti-histamínico, glicocorticoide)
  8. 8Como é a toxicidade tardia da anfotericina B?- À medida que o paciente vai usando uns dias, ela pode ir acontecendo, por exemplo nefrotoxicidade, principal toxicidade causa por anfotericina B. Pode evoluir para um quadro de anemia, diminui síntese de eritropoietina.
    * Liga muito colesterol dos nossos rins, por isso é nefrotóxico, se liga nas células do túbulo renal
    - Alguns pacientes podem ter toxicidade hepática.
    - Quando está no hospital, todos os dias faz as provas de função renal, provas de função hepática.
  9. 9Como é a toxicidade local da anfotericina B?- Úlceras de córnea, ceratite micótica, artrite fúngica.
  10. 10Num paciente com infecção grave, qual a conduta?Num paciente com infecção grave, pode usar anfotericina inicialmente e depois substituir por outros antifúngicos menos tóxicos como: toconazois, fluconazol, hidroconazol.
  11. 11Qual a posologia da anfotericina B?- Dose: 0,5-1mg/kg/dia.
    - Dose total de 1 a 2 gramas
    - A terapia completa é de 1 a 2g na terapia final. Começa com 1g por 10 dias, se não adianta, se estande para 2 g.
    Exemplo: paciente tem 70kg, então por dia pode receber até 70mg/dia, supondo que eu estipule que vou reavaliar quando der 1g, isso dá cerca de 12 dias. Quando chegar em 1g eu faço reavaliação e se necessário pode voltar a administrar até chegar a 2g.
  12. 12A flucitosina pode ser associada a outro medicamento para potencializar a sua ação?- Geralmente é usado junto com anfotericina B que potencializa a sua ação.
    A flucitosina tem entrada facilitada pela formação do poro provocada pela anfotericina B (sinergismo), por isso são utilizados em associação, um potencializa o outro.
  13. 13Qual o mecanismo de ação da flucitosina?- É um medicamento muito parecido com uma base pirimídica (citosina), mas ela tem um flúor.
    - Ela penetra no fungo, a citocina permease permite a entrada no fungo. Quando ela entra ela sofre ação da citocina desaminase e tranforma a fluocitocina em metabolito 5FU (5-fluorouracil).
    - Esse 5 fluorouracil também vai ser metabolizado, gera 2 metabolitos ativos: 5f1mp e 5fdunp.
    5f1mp: é responsável por inibir a síntese de RNA na célula do fungo.
    5fdunp: inibe síntese de DNA na célula fúngica.
    - Esses metabolitos são capazes de diminuir a síntese de RNA e DNA do fungo, sem eles o fungo não se multiplica, por isso ele é um medicamento fungistático.
  14. 14Quais os efeitos adversos da flucitosina?- Ela tem capacidade de causar toxicidade na MO. Ele tem maior risco de trombocitopenias, plaquetopenia, leucopenia, anemias. Tem que sempre ficar fazendo essas provas sanguíneas.
    - Se o paciente tiver problemas renais, ela pode ser acumulada no organismo, pode aumentar a concentração plasmática. Tem que ajustar a dose de quem tem problema renal.
  15. 15Quais os usos clínicos da flucitosina?- Ela foi criada pensando em ser anti-neoplásico, mas viram que a capacidade anti-neoplasica era baixa e passou a ser utilizada como antifúngico.
    - Ela é um antifúngico usado de forma sistêmica, mas pode ser usada por via oral. Tem espectro de ação mais estreito.
  16. 16Paciente portador de criptococose, que esteve internado no Hospital São José do Avaí (HSJA) de Itaperuna, no mês de setembro de 2019. Radiografia de tórax evidenciou massa pulmonar em lobo inferior direito e a Tomografia de tórax também demonstrou esse acometimento; sendo realizada biópsia desse fragmento, que consolidou o diagnóstico de criptococose. A lâmina do paciente, corada com hematoxilina-eosina demonstrou aspectos característicos do acometimento por esse fungo. Qual a conduta terapêutica?Para o tratamento, utilizou-se Anfotericina B associado com Flucitosina.
  17. 17Quais são os antifúngicos sistêmicos mais utilizados? Qual a via de administração? E o seu mecanismo de ação?Azois.
    - Tópica, oral, parenteral (intra-hospitalar)
    * São de amplo espectro.
    - Todos os azois tem como mecanismo de ação inibir a síntese de ergosterol na membrana do fungo.
    - O ergosterol no fungo é formado por uma cascata: precisa de esqualeno, uma substancia que sofre ação da esqualeno epoxidase, e se transforma em lanosterol. Esse lanosterol, sobre ação da estileno desmetilase, ela transforma o lanosterol em ergosterol, que é importante para o fungo.
    - A estileno desmetilase é uma enzima do citocromo P450 do fungo, que vai ser inibida pelos azois. Então, os azois inibem a estileno desmetilase, inibe a transformação do lanosterol em ergosterol, sem o ergosterol não produz membrana plasmática.
  18. 18Qual as subclassificações dos azois?Imidazois:
    - Cetoconazol, miconazol, clotrimazol.
    - 2 átomos de nitrogênio no anel.
    - Pouco específicos para enzimas do citocromo P450 do fungo, podendo inibir também enzimas do paciente se utilizados de forma sistêmica (oral, endovenoso). Ou seja, são fármacos inibidores enzimáticos, podem gerar interação medicamentosa.
    - Muito utilizados por via tópica, não gerando interação nesse caso.
    - Cetoconazol oral é disponibilizado pelo SUS, vem sendo substituído pelo fluconazol.
    Triazóis:
    - Itraconazol, fluconazol, voriconazol.
    - Três nitrogênios no anel
    - São seletivos para citocromo P450 do fungo
    - Fluconazol usado para tratamento de candidose oral, e seu efeito é potencializado pois sua eliminação pode ser por saliva, concentrando medicamento.
    - Itraconazol e voriconazol pode ser usado via endovenosa.
  19. 19Qual a via de administração e a posologia dos echinocandinas (caspafungina)? Qual o mecanismo de ação?- Só é usada por via endovenosa.
    - Usa dose de ataque: 70mg, depois doses de manutenção de 50mg.
    - Inibe síntese da parede celular do fungo, inibindo a incorporação de carboidratos na parede fúngica, deixando-a instável e levando a sua ruptura. Então é um fármaco fungicida.
  20. 20Quais os usos clínicos da caspafungina? Para pacientes imunodeprimidos prefere-se o uso de fungicidas ou fungistáticos?- Usada para infecções mais graves, inclusive quando não está tendo resposta com outros.
    - Não é muito utilizado, geralmente usa quando paciente tem resistência e não responde bem a anfotericina B.
    - Para pacientes imunodeprimidos prefere-se o uso de fungicidas, pois no caso do fungistático inibe-se apenas replicação e o sistema imune deve eliminar o resto. - Geralmente faz dose de ataque com anfotericina B para eliminar fungo e quando paciente começa a responder, para evitar toxicidade pode substituir por azois que são mais tolerados e tem menos efeitos colaterais
  21. 21O que é a Aspergilose infasiva?causa por um fungo causada de aspergilos, doença no pulmão. Os fármacos de primeira escolha é anfotericina B. Porém quando não tem ação adequada. A anfotericina B é um medicamento que atua na membrana do fungo, carporfungina atua na parede celular do fungo. Ela é capaz de inibir uma enzima beta glucano sintetase, essa enzima é capaz de adicionar resídos de glicose na porção polissacarídea da parede celular do fungo. Vai acontecer uma ruptura da membrana do fungo. Esse fungo não consegue viver ser essa parede. O espectro de ação da anfotericina B é maior do que da caspofungina.
    É um medicamento fungicida, o fungo vai morrer.
  22. 22Qual a via de administração da griseofulvina? Quais os usos clínicos? E a posologia?- É um medicamento usado por via oral, mas é muito insolúvel. Ela tem comprimidos e sua absorção é melhorada quando é tomada com alimentos gordurosos.
    - Ela é indicada para quem tem dermatofitoses: infecção fungicas causas na pele, mucosas, pelo, couro cabeludo.
    - Às vezes as pessoas têm dificuldade muito grande de tratar infecções de pele e de fungos. Se o paciente tiver uma infecção de pele ou de pelos o tempo de uso é de 1 -1,5 mês.
    - Se for infecção de unha: 3 meses, 4 meses. Porém muito pacientes param de utilizar em poucas semanas, porque começam a ver uma melhora clínica.
  23. 23Qual o mecanismo de ação da griseofulvina?- Ela é fungistática.
    - Ela tem capacidade de se ligar na queratina recém-formada da pele e protege a pele contra o ataque de fungo.
     O principal mecanismo de ação dela:
    - Na célula fúngica, ela é capaz de inibir uma proteína chamada de tubulina que é importante para formação fusomitotica do fungo, ela inibe a formação desse fuso mitótico. Como esse fusomitotico não é formado, é impossível de replicar. Como inibe a formação do fuso mitótico, consequentemente ele não consegue se replicar e é chamado de fungistatico.
  24. 24Quais os usos clínicos da terbinafina? Qual a via de administração? E a posologia?- Muito utilizado, principalmente para tratar ornicomicose, infecção fúngica de unha.
    - Ela pode ser usada, pois existem várias formas: esmalte, spray, oral, pomada.
    - Mesmo sendo fungicida, tratamento de infecção de unha é muito difícil, por isso o tratamento dura muito tempo.
    - 1cp: 250mg/dia.
  25. 25Qual o mecanismo de ação da terbinafina? E os efeitos adversos?- A terbinafina é fungicida, porque inibe esqueleno hipoxidade, é a enzima que transforma esqualento em ergosterol. Paciente vai ter deficiência de ergostrol, mais membranas não serão formadas. Quando inibe essa enzima, o fungo vai ter um acumulo de esqualeno, porque ele não está se transformado. Se ela se acumula, o acumulo é tóxico, inclusive causando ruptura da membrana do fungo. Por isso, é fungicida, mas tem ação fungistática também.
    - A esqualeno hipoxidase não é uma enzima do citocromo P450, ela não causa interação medicamentosa a nível de biotransformação, pode usar sem problemas.
  26. 26Quais as classes de antifúngicos sistêmicos?ANFOTERICINA B
    FLUCITOSINA
    AZÓIS
    ECHINOCANDINAS
    GRISEOFULVINA
    TERBINAFINA
  27. 27Qual a via de administração da nistatina? E a farmacocinética? Mecanismo de ação e posologia.- Via tópica, creme vaginal, suspensão para candidoses orais. Não existe sistêmica.
    - Não sofre absorção. Ela é extremamente tóxica se for usado por via sistêmica.
    - Mesmo mecanismo de ação da anfotericina B. Se liga no ergosterol presente na membrana do fungo, formam poros, morte do fungo. Tem pouca seletividade para o ergosterol, pode se ligar no colesterol das nossas células, por isso é muito tóxica.
    - Ela é muito usada para candidoses orais, suspensões orais. 5-10 ml, vai gargarejar 4x ao dia de 7 a 14 dias: candidoses bucais. 1 a 2min segurara na cavidade oral e depois pode deglutir. Tem paciente que não consegue degluti, pode cuspir. Vai limpar a orofaringe.
  28. 28Exemplos de azois tópicos. Como elas são usadas?- Clotrimazol e Miconazol (candidíase vulvovaginal)
    - Pastilhas orais: candidíase oral – alternativa nistatina
    - Xampus de cetoconazol: dermatites seborreicas
  29. 29Exemplos de alilaminas tópicas.- Terbinafina e Naftifina (tinha inguinal e tinha do corpo)
  30. 30Quais as classes de antifúngicos tópicos?NISTATINA
    AZOIS TOPICOS
    ALILAMINAS TÓPICAS

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médio Farmacologia II Flashcards on Antifúngicos , created by maria clara conti on 11/11/2021.
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