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Doenças esofágicas

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Doenças esofágicas
ACALASIA
- Ela é predominantemente doença idiopática, secundária à perda seletiva da função dos neurônios inibitórios dos plexos mioentéricos, provavelmente devido a fenômeno autoimmune em resposta a antígenos desconhecidos
- Quadro clinico
- A disfagia , regurgitação,dor torácica ,emagrecimento ,anormalidades pulmonares
- Exames solicitados
- Endoscopia digestiva alta(EDA), estudo radiológico contrastado de esôfago (o esôfago distal afunilado com configuração de “bico de pássaro”)
- Escore de Eckart
- varia os resultados de 0 a 12. Escores de 0-1 correspondem ao estágio clínico 0; 2-3 ao estágio I; 4-6 ao estágio II; escore >6 ao estágio III
- Diagnósticos
- é sugerido pelo quadro clínico e confirmado por exames diagnósticos específicos
- Manometria Esofagica
DIVERTICULO DO ESOFAGO
- Os divertículos esofágicos são condições raras que causam sintomas esofágicos, como disfagia, regurgitação e dor no peito. Eles são classificados de acordo com sua localização e fisiopatologia característica em três tipos: divertículo epifrênico, divertículo de Zenker e divertículo de Rokitansky
- Divertículo de Zenker
- Surge do triângulo de Killian no faringoesôfago. É mais comum na 7ª-8ª década, predominância masculina apresenta sintomas: disfagia, regurgitação.
- Tratamento cirúrgico; Diverticulectomia transcervical, diverticuloplexia .
- Surge do triângulo de Killian no faringoesôfago. É mais comum na 7ª-8ª década, predominância masculina apresenta sintomas: disfagia, regurgitação.
- Divertículo de Rokitansky
- são os divertículos do esôfago médio que geralmente ocorrem no esôfago torácico. Eles são formados por contração anticatricial devido a um estado inflamatório e fibrótico crônico que atrai a parede do esôfago para fora; portanto, envolvem toda a parede do esôfago (divertículo verdadeiro). O ápice da bolsa geralmente está localizado em um ponto mais alto que o seu ponto de entrada; portanto, raramente atinge um tamanho apreciável ou produz qualquer sintoma. Sua associação com tuberculose pulmonar é bem caracterizada . Os casos de tuberculose pulmonar não controlada são raros na era atual; portanto, os divertículos de Rokitansky que apresentam problemas clínicos são ainda mais raros. Os divertículos do tipo pulsão no esôfago médio devem ser tratados da mesma forma que os divertículos epifrênicos.
- Divertículo epifrênico
- Os divertículos epifrênicos são divertículos do tipo pulsação que geralmente estão localizados no esofago distal. Sua patogênese é considerada um distúrbio secundário da motilidade esofágica e está associada à fraqueza congênita da parede esofágica.
- A abordagem laparoscópica é a opção cirúrgica menos invasiva
- Tratamento cirúrgico; Remoção do divertículo com miotomia através do LES e tratamento endoscópico por endoscopia (endoscópio flexível
- A abordagem laparoscópica é a opção cirúrgica menos invasiva
- Os divertículos epifrênicos são divertículos do tipo pulsação que geralmente estão localizados no esofago distal. Sua patogênese é considerada um distúrbio secundário da motilidade esofágica e está associada à fraqueza congênita da parede esofágica.
- Diverticulo iatogenico
- Com as novas abordagens minimamente invasivas constatou-se um novo tipo de diverticulo que pode ocorrer pos procedimento devido ao estimulo das contrações
- A importancia do tratamento correto é que a reincidava do diverticulo pode levar a uma neoplasia
ESOFAGITE EOSINÓFILICA
- Doença Inflamatória Crônica
- Prevalências Homens > Mulheres
- Associada a Hereditariedade e a doenças alérgicas prévias: asma, eczema, rinite
- Presença de denso infiltrado eosinofílico no epitélio esofágico
- Mecanismo patológico parecido com alergias
- Os alérgenos estimulam as células Th2 que produzem IL-5. A diferenciação final dos precursores mielóides em eosinófilos é induzida pela ação da IL-5. Ao ocorrer a maturação completa do eosinófilo, a IL-5 se sinergiza com a eotaxina, que promove a liberação destas células da medula óssea para a corrente sanguínea e para os locais de inflamação alérgica. Nos tecidos ocorre a ativação dos eosinófilos que degranulam, liberando substâncias, como histamina, causando inflamação dos tecidos e conseqüente sintomatologia da Esofagite Eosinofilica
- Sinais Clinicos:
- Adultos : disfagia, impactação alimentar, vômitos, dor no peito, náusea, pirose, dor epigástrica, sialorreia, intolerância alimentar e dificuldade na deglutição, pode ocorrer tosse, sinusite e pneumonia
- Diagnóstico:
- Endoscopia: endoscopia digestiva alta com análise dos fragmentos da mucosa esofágica obtidos por biópsia Os achados mais frequentes: inúmeras alterações da mucosa esofágica como anéis, sulcos transversais,erosões longitudinais, edema, friabilidade, placas esbranquiçadas, estenoses, pólipos.
- Paciente sintomático: anéis transversais (48%), sulcos longitudinais (46%), estenoses (24%) e diminuição do calibre do esôfago (12%)
- Histologia:
- é caracterizado pela presença de 15 a 20 eosifnofilos por campo, a coleta deve ser feitas nas porções do terço distal e proximal e para um diagnostico fidedigno é necessário 5 biopsias. Achados exclusivos da EE ( que diferem de DRGE) : Os micro abscessos, depósitos de proteínas eosinofílicas extracelulares e imunologia positiva.
- Tratamento:
- Corticoides tópicos e sistêmicos -drogas antagonistas dos receptores de leucotrienos ( montelucaste) que promove melhora clínica significativa, mas sem comprovação de cura histológica -mepolizumab, um anticorpo monoclonal contra ainterleucina 5, utilizado em terapia parenteral, com melhora clinica e histológica -Dieta alimentar: melhora clinica e histológica -Casos extremos: dilatação esofágica endoscópica – alta morbidade
-Amanda Faria -Amanda Milhomem -Ana Beatriz -Estéfane Lobo - kharla Loiola -Maria de Lourdes
RUPTURA ESPONTÂNEA DO ESÓFAGO
- Sindrome de Boerhaaver
- Perfuração mais letal do TGI Elevada taxa de mortalidade
- Decorrente de um aumento súbito na pressão interna do esôfago durante o ato de vomitar, resultante de uma incoordenação neuromuscular do músculo cricofaringeo.
- Quadro Clinico: Dor súbita típica torácica ou epigástrica após episódios de vômitos precedidos de abuso de álcool ou alimentos Associada a enfisema cervicomediastinal e na forma da tríade de Mackler (vômito, dor torácica, enfisema subcutâneo
- Diagnostico: Endoscopia digestiva alta e esofagograma
- Tratamento : cirúrgico Em 24h aumento de 75% da taxa de sobrevida
CANCER DE ESÓFAGO UMA REVISÃO
- Tipos histológicos
- Adenocarcinoma
- Tipo mais comum nos EUA
- Fator de risco
- Doença Barret; Obesidade; Refluxo gastroesofágico crônico
- Localização
- Esófago distal e junção esofagogástrica
- Classificação de Siewert
- Esófago distal e junção esofagogástrica
- Carcinoma Epidermóide
- Mais comum no Brasil
- Fator de risco
- Tabagismo e etilismo
- 50% dos casos no terço médio do esofago
- Adenocarcinoma
- Diagnóstico Diferencial
- Estenose por refluxo; Megaesófago; Divertículo Faringoesofágico
- Diagnóstico
- Exames
- EDA alta com biópsia; Esofagograma com contraste; TC de tórax, abdomen e pelve com contraste para avaliar metástases distantes; PET-SCAN; USG endoscópica; Toracoscopia; Laparoscopia; Broncoscopia
- Exames
- Tratamento
- Esofagectomia
- Transtorácica
- Trans-hiatal
- Linfadenectomia regional
- Na ausencia de mestástase e T4 irresecável
- Radioquimioterapia neoadjuvante
- Terapia paliativa
- tumores irresecáveis
- dilatadores esofágicos
- radioterapia
- Esofagectomia
- Estadiamento
- TNM
- Quadro Clinico
- Sinal de Troiser
- Em alguns casos pode vir acompanhado de anemia ferropriva devido a perda de sangue crõnica
- Disfagia progressiva; perda rápida de peso,odinofagia, regurgitação,dor retroesternal,nauseas, võmitos;perda de apetite; dor torácica
- Tipos histológicos
DRGE
- É uma condição que se desenvolve quando o refluxo do conteúdo gástrico causa sintomas ou complicações. È uma das doenças mais importantes das afecções digestivas, tendo uma incidencia muito relevante
- Sintomas
- Manifestações típicas
- Pirose
- Regurgitação Acida
- Manifestações atípicas
- Pulmonares
- Tosse cronica; asma; pigarro; pneumonia; bronquiectasiia
- Otorrinolaringológicas
- Roquidão; Otite; Sinusite
- Orais
- Erosão dentária; Halitose; Afta
- Pulmonares
- Manifestações típicas
- Diagnóstico
- é clínico! muito importante a anamnese
- Exames complementares
- EDA alta; Exame radiológico contraste do esofago; Manometria esofágica computadorizada; Cintilografia esofágica; pHmetria esofágica prolongada; pHmetria esofágica prolongada sem fio; Teste de Berntein; Impedanciometria esofágica; Teste terapeutico
- obs: EDA alta e pHmetria esofagiana são os métodos mais sensíveis de diagnóstico
- EDA alta; Exame radiológico contraste do esofago; Manometria esofágica computadorizada; Cintilografia esofágica; pHmetria esofágica prolongada; pHmetria esofágica prolongada sem fio; Teste de Berntein; Impedanciometria esofágica; Teste terapeutico
- Tratamento
- Clínico
- Não farmacológico
- Farmacológico
- Inibidores de bomba de prótons (IBP)
- Antagonistas dos receptores da histamina
- Procinéticos
- Antiácidos. Alginatos, sucralfato
- Não farmacológico
- Cirúrgico
- Fundoplicatura total
- Fundoplicatura parcial
- Fundoplicatura mista
- Clínico
ESOFAGO EM QUEBRA NOZES
- Distúrbios motores primários
- é caracterizado por ondas peristáuticas que atinge elevada amplitude em esófago distal
- Manifestações Clínicas
- Típica
- Dor toracica constritiva na região retroesternal
- Atípica
- Queimação e Disfagia
- Típica
- Exames complementares
- EDA alta;
- PHmetria
- para exclusão de DRGE
- Manometria
- diagnóstico
- Esofagografia com bário
- Tratamento
- Farmacológico
- Bloqueadores do canal de cálcio
- Cirúrgico
- Fundoplicatura
- Indicada quando a fisiopatologia da doença está associada a hipersenssibilidade do esofago ao refluxo
- Fundoplicatura
- Farmacológico
PERFURAÇÃO ESOFAGICA POR CORPO ESTRANHO
- porção esofágica mais comumente lesada é a torácica, seguida pela cervical e abdominal
- Manifestações Clínicas
- Perfurações da porção SUPERIOR do esofago
- dor cervical ou torácica; disfagia; agonia; dificuldade respiratória; náuseas; vomitos; febre
- Perfurações da porção INFERIOR do esofago
- dor abdonminal; pneumotórax e hidropneumotorax; enfisema subcutaneo em região mamária
- Perfurações da porção SUPERIOR do esofago
- Exames complementares
- EDA alta; TC; exames radiológicos contrastados; radiografia de tórax
- Tratamento
- Endoscopia
- remoção do corpo estranho sem rafiar a lesão;
- controle da infecção; manutenção nutricional; reparo do trato digestivo lesionado, com reforço da rafia; hidratação; jejum; antibioticoterapia; cirurgia está indicada em casos com lesão periesofágica extensa, associada ao quadro clínico sugestivo de spse; pneumotórax; enfisema de mediastino e insuficiencia respiratória
- Endoscopia
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- Medicina Mind Map on Doenças esofágicas, created by Amanda Milhomem on 05/08/2020.
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- Amanda Milhomem
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- Created by Amanda Milhomem · Aug 5, 2020
- Copied by Amanda Milhomem · Aug 5, 2020
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