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Infecções Tegumentares

Clara Bueno Medicina Portuguese

Infecções Tegumentares

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Infecções Tegumentares

  1. Infecções bacterianas Piodermites

    • Impetigo
      • Vesículas com base eritematosa com ou sem crostas.
      • S. pyogenes S. aureus
      • Diagnóstico clínico. Diferenciação de gram e cultura
    • Abscesso
      • Coleção de pus em derme e subcutâneo dolorosa, flutuante, circundada por área vermelha.
      • S. aureus
      • Avaliação clínica. As vezes pode utilizar exames de imagem como USG, TC ou RMN.
    • Erisipela
      • Infecção da derme superior incluindo linfáticos superficiais. Região vermelha claramente delimitada brilhante, dolorosa, como casca de laranja. Lesões bolhosas podem surgir.
      • S. pyogenes
      • Diagnóstico clínico. Exames laboratoriais apenas se comorbidades ou complicações
    • Celulite
      • Infecção da derme profunda e gordura subcutânea sem delimitação clara da pele não comprometida. Lesões bolhosas podem surgir.
      • S.pyogenes S. aureus Pós mordida de cão: Pasteurella multocida Pós mordida humana: S.aureus,S.viridas, eikenella, peptostreptococcu
      • Diagnóstico clínico. Cultura do material de debridamento e de sangue (positivo em <10% dos casos). Biópsia: se o diagnóstico for incerto, positiva em 20 a 30% dos casos.
    • Fasceíte necrotisante
      • Envolvimento de pele, subcutâneo e músculo que ficam endurecidos e não distintos a palpação. Dor severa e constante, equimose ou necrose da pele.
      • "lostridium perfringens C. septicus C.histolyticum
      • O diagnóstico é clínico, e é confirmado à intervenção cirúrgica, com a evidência de necrose da fáscia superficial.
    • Gangrena gasosa
      • Associada a trauma ou espontânea Toxicidade sistêmica, mionecrose, crepitação.
      • Tipo I: Flora mista anaeróbia gram negativos Tipo II: S. pyogenes
      • Exame clínico, coloração gram e cultura.
    • Miosite
      • Comprometimento muscular. Dor empastamento local
      • S. aureus
    • Hanseníase
      • Mycobacterium leprae
      • Hanseníase Indeterminada: uma lesão, de cor mais clara que a pele normal, com distúrbio da sensibilidade, ou áreas circunscritas de pele com aspecto normal e com distúrbio de sensibilidade, podendo ser acompanhadas de alopécia e/ou anidrose.
      • Hanseníase Tuberculoide: lesões são poucas (ou única), de limites bem definidos e um pouco elevados e com ausência de sensibilidade (dormência). Ocorre comprometimento simétrico de troncos nervosos, podendo causar dor, fraqueza e atrofia muscular. Próximo às lesões em placa podem ser encontrados filetes nervosos espessados. Nas lesões e/ou trajetos de nervos pode haver perda total da sensibilidade térmica, tátil e dolorosa, ausência de sudorese e/ou alopécia.
      • Hanseníase virchowiana (ou lepromatosa): quadro mais grave, com anestesia dos pés e mãos que favorecem os traumatismos e feridas que podem causar deformidades, atrofia muscular, inchaço das pernas e surgimento de lesões elevadas na pele (nódulos). As lesões cutâneas caracterizam-se por placas infiltradas e nódulos (hansenomas), de coloração eritemato-acastanhada ou ferruginosa que podem se instalar também na mucosa oral. Pode ocorrer inflitração facial com madarose superciliar e ciliar, hansenomas nos pavilhões auriculares, espessamento e acentuação dos sulcos cutâneos.
      • Hanseníase Dimorfa: características clínicas e laboratoriais que podem se aproximar do polo tuberculoide ou virchowiano.
      • Achados para diagnóstico: lesão de pele com alteração de sensibilidade, baciloscopia positiva ou espessamento de tronco nervoso. E exames auxiliares podem ser feitos como: baciloscopia e biópsia da lesão na pele
    • Foliculite
      • Infecção do folículo piloso
      • S. aureus
      • Diagnóstico clínico. Biópsia pode servir para diagnóstico diferencial (infiltração neutrofílica no folículo).
    • Acne
      • Lesões inflamatórias originadas do acúmulo de sebo e que rompem um folículo piloso
      • Propionibacterium acnes
      • Exame clínico e meios de cultura com condições anaeróbias.Também pode usar técnicas de visualização tecidual direta, como microscopia com imunofluorescência e técnicas de imuno-histoquímica.
    • Dermatite por pseudomonas
      • Erupção superficial
      • Pseudomonas aeruginosa
      • Cultura do microrganismo do local de infecção. Realizam-se também testes de sensibilidade. Infecção localizada pode produzir cheiro frutado de grama recém-cortada e o pus pode ser esverdeado.
  2. Dermatozoonoses

    • Escabiose (Sarna)
      • Pápulas eritematosas e lesões visíveis com muito prurido. Em crianças ocorre no corpo todo. Em adultos ocorre interdigital, inframamário e nas axilas.
      • Ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis
      • Microscopia de raspado da lesão; uso do dermatoscópio.
    • Pediculose (Piolho)
      • Prurido no couro cabeludo e eczema na região occipital
      • Pediculus humanus capitis
      • Achar o piolho
    • Larva migrans cutânea (Bicho geográfico)
      • Placas lineares eritematosas serpentiformes com prurido associado.
      • "Ancylostoma braziliensis Ancylostoma caninum"
      • Identificação clínica do helminto
    • Miíase (Berne)
      • Pápula com ulceração central, com o agente inserido
      • Dermatobia hominis
      • Identificação das larvas
  3. Infecções virais Dermatoviroses

    • Verruga vulgar
      • Pápula hiperceratótica, bem ressecada. Com proliferação de queratinócitos e vasos sanguíneos.
      • Papilomavírus
      • Clínico. Raramente biópsia.
    • Molusco contagioso
      • Pápula lisa com umbilicação central (pontinho branco). Prefere pele fina, geralmente ocorre em flexuras.
      • Vírus do molusco contagioso, poxvírus
      • Diagnóstico clínico; biópsia da pele ou coloração do material extraído da lesão mostra corpos de inclusão característicos
    • Herpes simples
      • Vesículas eritematosas. Comum em lesões de estresse. Em adultos ocorre ao redor da boca. Em crianças ocorre na bochecha, pescoço (onde recebe beijinhos).
      • Herpes vírus (HSV-1)
      • Teste de Tzanck. O diagnóstico definitivo é feito com cultura, soroconversão envolvendo o sorotipo apropriado, PCR e detecção de antígeno.
    • Varicela (Catapora)
      • Infecção disseminada da pele e mucosa. São pápulas eritematosas que se turnam vesículas que evoluem para pústulas e posteriormente crostas.
      • Vírus varicela-zóster
      • Ensaio imunoenzimático (ELISA); aglutinação pelo látex (AL); imunofluorescência indireta (IFI), embora a reação em cadeia da polimerase (PCR) seja considerada o padrão ouro para o diagnóstico de infecção pelo VVZ (principalmente em caso de varicela grave)
    • Herpes zóster
      • Reativação do vírus varicela-zóster, quando baixa imunidade. Pápulas eritematosas com proliferação em um dermátomo.
      • Vírus varicela-zóster
    • Sarampo
      • Erupção da pele, com máculas primeiramente na face e depois no tronco e extremidades
      • Vírus do sarampo
      • Hemograma: leucopenia, linfopenia com, às vezes, linfocitose relativa, trombocitopenia e neutropenia absoluta. ELISA e PCR.
    • Rubéola
      • Erupção cutânea menos extensa, desaparece em três dias ou menos
      • Vírus da rubéola
      • Teste sorológico (ELISA). Leucopenia.
    • Varíola
      • Pústulas na pele quase confluentes
      • Variola vírus
      • PCR. Microscopia eletrônica
    • Roséola infantil
      • Febre alta seguida de erupção macular no corpo.
      • HSV-6 e HSV-7
      • PCR: mais para reativação viral
  4. Infecções fúngicas

    • Tínea cruris
    • Tínea corporis
      • Lesões eritematoescamosas, com bordas nítidas, circinadas, Prurido sempre presente.
        • Fungos ceratinofílicos.
    • Tínea pedis
    • Onicomicose
      • Nas unhas
    • Pitiríase
      • Lesões maculares hipocrômicas ou acastanhadas, com superfície descamativa furfurácea, com tendência a coalescência. Atinge principalmente áreas seborréicas.
      • Malassezia furfur
      • Fungo que está presente na pele normal, principalmente em folículo piloso, porém alterações fisiológicas dos lipídios e pele causam desequilíbro entre o agente etiológico e o homem.
    • Candidíase
      • Candida albicans
      • Por meio da escarificação das lesões e aplicação de uma preparação hidróxido de potássio (KOH) ou coloração de Gram pode-se confirmar o diagnóstico identificando-se leveduras em brotamento ou pseudo-hifas.
      • A candidíase cutânea pode abranger áreas úmidas do corpo como: espaços interdigitais, regiões das mamas, axilas, pregas das virilhas e debaixo de unhas.
    • Pietra branca
      • Nódulos firmes e irregulares, de coloração esbranquiçada ou acastanhada. Acomete a cutícula do pelo. Normalmente há queixa de tratamento de pediculose sem respostas e ao pentear a criança encontram nódulos endurecidos.
      • Trichosporon beigelli
    • Diagnóstico laboratorial para todos: exame micológico direto do raspado de lesão e cultura em ágar Sabouroud
    • Pietra negra
      • Nódulos firmes, irregulares, negros e assintomáticos que comprometem a cutícula do pelo no couro cabeludo.
      • Piedraia Hortae
    • Esporotricose
      • Úlceras no local de infecção que se espalham pelas vasos linfáticos próximas
      • Sporothrix schenkll
  5. Clara e Maria Julia - Microbiologia

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Medicina Mind Map on Infecções Tegumentares, created by Clara Bueno on 20/11/2020.
Created by
Clara Bueno · Nov 2020
Updated
Nov 21, 2020
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