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DPOC

Vitória Carolina Bitencourt Medicina Residência Médica Portuguese

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DPOC

  1. Definição

    • Doença caracterizada pelos sintomas respiratórios
      • Dispneia, tosse, expectoração
    • Limitação persistente do fluxo aéreo
    • Limitação não é totalmente reversível e é progressiva
  2. Fatores de risco

    • TABAGISMO
    • Outros poluentes: produtos químicos, poeira, pó de carvão, combustíveis e fumaças
  3. Sintomas

    • Dispneia
      • crônica e progressiva
    • Tosse seca ou produtiva
      • Exacerbação: produtiva com secreção diferente do padrão
    • Doença grave
      • Fadiga, perda de peso e anorexia
        • Pior prognóstico
        • Presença de comorbidade- TB e CA
  4. Exame Físico

    • Inspeção
      • Tórax em tonel
      • Taquipneia
      • Desconforto respiratório
      • Uso de musculatura acessória
      • Retração intercostal
      • Baqueteamento digital e cianose
    • Palpação
      • Expansibilidade diminuida
    • Percussão
      • Hiperressonância/timpanismo
    • Ausculta
      • MV diminuido
      • Sibilos
      • Crepitações grossas
  5. Diagnóstico

    • dispneia, tosse crônica e exposição aos fatores de risco
    • Espirometria
      • Padrão ouro para confirmar o diagnóstico
      • FEV1/CVF pós bronco
        • Menor que 0.7
          • Índice de Tiffeneau
        • Confirma a limitação de fluxo persistente
    • Exames complementares
      • Avaliar as comorbidades, complicações
      • Hemograma
        • anemia e policitemia
      • RX de tórax
        • Hiperinsuflação pulmonar
        • Diagnósticos diferenciais
      • Oximetria
        • Manejar o uso de oxigenioterapia domiciliar
          • gasometria arterial para confirmar
        • Hipóxia
      • Níveis de alfa 1-antitripsina
        • Antiprotease pulmonar primária: protege o pulmão da destruição da protease
        • Investigar em: pct com menos de 45 anos com progressão rápida e alteração dos lobos inferiores
      • ECG e ECO
        • Doenças pulmonares
        • Cor pulmonale
          • Aumento do VE, secundário a uma pneumopatia que provocou o aumento da pressão da artéria pulmonar
  6. Diagnóstico diferencial- Tosse e dispneia

    • ASMA
      • Começa na infância e adolescência, tem história de atopia, melhora o fluxo por meio de uso de ICS e sintomas mais noturnos
    • ICC
      • Histórico de cardiopatia com cardiomegalia no exame de imagem, ortopneia- dispneia paroxística noturna, edema em MMII
    • TB
      • febre vespertina de duração semanal, perda de peso, hemoptise, opacidade em ápices e cavitações
    • BRONQUIECTASIAS
      • Dilatação brônquica e a tosse com expectoração purulenta diária
    • CA de PULMÃO
      • Pct com mais de 50 anos, com perda de peso, fadiga, dor torácica, a opacidade no exame é irregular
    • Outros
      • Bronquiolite obliterante, massas obstruindo as vias aéreas, apneia obstrutiva do sono, fibrose cística, RGE
    • E comorbidades
  7. Avaliação de gravidade

    • Nível de limitação do fluxo aéreo
      • GOLD 1- Maior ou igual 80
      • GOLD 2- Entre 80 e 50
      • GOLD 3- Entre 50 e 30
      • GOLD 4- menor que 30
      • VEF 1 pós broncodilatador
    • Sintomatologia
      • GRAU 0- dispneia ao realizar exercício intenso
      • mMRC
        • Fraca correlação entre o grau de limitação do fluxo aéreo e os sintomas que impactam a vida do pct
      • GRAU 1- dispneia ao apressar o passo, subir escada ou ladeira
      • GRAU 2- andar mais devagar que as pessoas da mesma idade ou parar para respirar andando no próprio passo
      • GRAU 3- parar para respirar antes dos 100 metros ou após alguns minutos
      • GRAU 4- não sai de casa devido a dispneia
    • Exacerbação e risco
      • Alto
        • 2 ou mais exacerbações no ano e/ ou hospitalização
      • Baixo
        • Uma ou nenhuma exacerbação em 1 ano sem hospitalização
      • leve- broncodilatador de curta
      • Moderado- broncodilatador de curta com antibiótico ou/e corticoide oral
      • Grave: internação ou emergência
    • Combinação
      • GOLD A
        • Pouco sintomático; mMRC menor ou igual a 1 e baixo risco de exacerbação; VEF1 maior que 50%
          • 1ª- SABA ou/e SAMA
            • SABA:
              • Salbutamol e fenoterol, Indacaterol
            • SAMA
              • Ipratrópico
          • 2º LABA
            • Salmeterol, formoterol
      • GOLD B
        • Muito sintomático, mMRC maior que 2, baixo risco de exacerbação; VEF1 maior que 50%
          • Monoterapia com longa- LABA OU LAMA
            • LAMA
              • Tiotrópico; umeclidínio e glicopirrônio
            • LABA
              • Salmeterol, formoterol
            • +SABA, SAMA
          • 2º LABA+ LAMA
      • GOLD C
        • Pouco sintomático, mMRC menor ou igual a 1, CAT menor que 10; alto risco de exacerbação; VEF1 menor que 50%
          • LAMA. Pode associar LABA e ICS
            • LAMA+ICS
            • LAMA+LABA (salmeterol e formoterol)
          • Terapia contínua LAMA
            • Tiotrópico, umeclidínio e glicopirrônico
      • GOLD D
        • Muito sintomático, mMRC maior ou igual a 2; CAT maior ou igual a 10; alto risco de exacerbação, VEF1 menor que 50%
          • 1ª LABA com LAMA
          • 2º LABA + ICS
          • 3ª LABA+ICS+LAMA
          • Pneumologista é a última
            • Inibidor de fosfodiesterase 4
              • Roflumilase
            • Macrolídeo
              • Azitromicina
      • Usado para orientar o tratamento
  8. Abordagem integral do paciente

    • Cessar o tabagismo
    • Atividade física
    • Vacinação
      • Influenza- anual
      • Pneumocócica 23
        • 2ª dose após 5 anos
    • Estado nutricional
    • Abordagem psicossocial
    • Comorbidades crônicas
      • HAS- uso de beta 2 não seletivo
    • Hipertensão pulmonar ou cor pulmonale
      • Presença na doença avançada
      • Insuficiência cardiaca direita
        • Hiperfonese de B2 em foco pulmonar, turgência jugular, refluxo hepatojugular e edema de MMII
      • Imagem
        • TC e RX
          • Aumento do VD e A. pulmonares
        • Eletrocardiográficos
          • sobrecarga das cameras direitas
        • ECO
          • Aumento de VD e PsAO maior que 35 mmHg
  9. Tratamento

    • Oxigenioterapia Domiciliar Prolongada
      • 2 medidas de saturação em 3 semanas sem exacerbação
      • PaO2 menor ou igual a 55, SaO2 menor que 88 em repouso, em ar ambiente em vigília
      • PaO2 entre 55 e 59 com evidência de cor pulmonale ou policitemia- hematócrito acima de 55%
    • Exacerbação
      • Ambulatorial
        • Sem risco a vida e sem comorbidades
      • Emergência
        • Uso de musculatoria acessória, movimentos torácicos parodoxais
        • Cianose, edema, instabilidade hemodinâmica, deteriorização do status mental
        • Frequente com comorbidades respiratórias graves
        • Idade avançada, apoio domiciliar ineficiente, não apresenta resposta adequada ao manejo inicial
      • Leve- mudou a tosse e dispneia
        • SABA
          • Salbutamol, pode associar com um SAMA, como ipratrópico
      • Moderada a grave
        • Broncodilatador de curta com corticoide sistêmico- predisona, 40 mg 5 a 7 dias
      • Antibiótico é sempre necessário
        • Cobertura para penumococo e haemophilos influenzae
        • Pacientes mais graves considerar cobertura para Pseudomonas
        • Uso de xantinas não está recomendada- efeitos adversos
  10. Encaminhamento

    • Dificil controle
      • 2 ou + internações ou idas para emergência por exacerbação, usado a categoria GOLD de tratamento
    • Muito grave
      • VEF1 menor 30%
    • Persiste com sintomas
      • mMRC maior que 2 ou CAT maior que 10 com tratamento otimizado pela GOLD
    • Suspeita de cor pulmonale
    • Avaliação para oxigenioterapia domiciliar prolongada: sat menor que 92%

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PIC ETAPA 6; SEGUNDO BIMESTRE
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