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DISLIPIDEMIA

Vitória Carolina Bitencourt Medicina Residência Médica Portuguese

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DISLIPIDEMIA

  1. Alteração no metabolismo dos lipídeos

    • Altera os níveis séricos das lipoproteínas
    • LIPÍDEOS
      • Metabolismo
        • Colesterol
          • Precursor de esteroides, ácidos biliares e vitD, é constituinte da membrana celular e atua na fluidez e ativação de enzimas
        • Triglicerídeos- TG
          • 3 ácidos graxos+glicerol. Armazenamento energético depositado no tecido adiposo e muscular
        • Fosfolipases
          • Estrutura básica da membrana celular
        • Ácidos Graxos
          • Saturados, mono e poli-insaturados
        • Lipoproteínas
          • Lipídeos e proteínas (apolipoproteínas-apo)
          • Classificação
            • Ricas em TG
              • maiores e menos densas
              • Quilomicrons e VLDL- baixa densidade
            • Ricas em colesterol
              • Baixa densidade
                • LDL-do fîgado para periferia
              • Intermediária
                • IDL
              • Alta
                • HDL- mais proteínas; da periferia para o fígado
      • Funções
        • Absorção de nutrientes lipofilicos, armazenamento de energia
      • Definição
        • são compostos da baixa solubilidade em H2O, e alta em solventes apolares
  2. Associada ao risco cardiovascular- aterosclerose

    • Doenças cardiovasculares ateroescleróticas
      • Angina, IM, Hipertrofia Ventricular Esquerda, AVC, insuficiência Renal, Doença Vascular Periférica
    • Lesão crônica e inflamatória dos vasos
      • Calcificação
      • LDL atravessa o endotélio e se deposita antes da lâmina interna
      • Inflamação
      • Angiogênese
  3. Quando investigar ?

    • Risco Cardiovascular elevado, história familiar.
      • Estratificação de risco cardiovascular-ESCORE DE RISCO GLOBAL
        • Aplicado para todos os pacientes do dislipidemia
          • Mesmo no paciente que esteja usando medicação, como estatinas
        • Estima o risco de Infarto do Miocárdio, AVE, Insuficiência Cardíaca, Insuficiência Vascular Periférica em 10 anos
      • ALTO
        • Portadores de ateroesclerose documenta: USG de carótica com presença de placa, Índice Tornozelo Braquial maior ou igual a 0,9; Cálcio Arterial Coronariano maior que 10 ou presença de placas na angio-TC de coronária
        • Aneurisma de aorta abdominal
        • Doença renal Crônica- Taxa de Filtração Glomerular menor que 60 ml/min em fase não dialítica
        • LDL-c maior ou igual a 190
        • DM tipo.1 e 2, com LDL-c maior 70 e 189mg/dL e presença de estratificadores de risco ou Doença Ateroesclerótica subclínica
          • Estratificadores de Risco- DM 1 e 2 LDL-c 70 a 189
            • Homens com 48 ou mais, e mulheres com 55 ou mais
            • Mais de 10 anos do diagnóstico de DM
            • História Familiar de parente de primeiro grau com Doença CV prematura- homens com idade menor de 55 e mulheres menos de 65
            • Tabagismo- pelo menos 1 cigarro no último mês
            • Síndrome metabólica
            • Albuminúria: mais de 30mg/g de creatinina ou retinopatia
            • Taxa de filtração glomerular menor que 60ml por minuto
          • Doença Ateroesclerótica Subclínica
            • USG de carótida com presença de placa maior 1,5 mm
            • Índice Tornozelo Braquial maior que 0,9
            • Escore de cálcio arterial coronariano maior que 10
            • Presença de placas ateroescleróticas na angio-TC de coronárias
      • MUITO ALTO
        • Doença ateroesclerótica significativa com ou sem eventos clínicos e obstruções de mais de 50%
      • INTERMÉDIARIO
        • Estratificação de Risco Global entre 5 a 20% em homens e 5 e 10% em mulheres e DM sem doença Ateroesclerótica Subclíca e estratificação de risco
      • BAIXO
        • Pct do sexo masculino e feminino com risco menor que 5% na Estratificação Global de Risco
    • Fatores de risco carciovascular
      • Modificáveis
        • Sedentarismo, tabagismo, HAS, DM, colesterol elevado, obesidade, consumo de álcool, vulnerabilidade social, alto consumo de gorduras saturadas
      • Não-modificáveis
        • Idade, sexo masculino e história familiar de DCV
    • Anamnese
      • História familiar- doença genética
      • Hábitos alimentares, atividade física, tabagismo, alcoolismo,
      • Sintomas de doença arterial coronariana, Insuficiência arterial periférica, Ataque Isquêmico Transitório
      • HAS, DM, dislipidemia prévia, Doença renal crônica, doença autoimune, enxaqueca, problemas psiquiátricos
      • uso de medicamentos (beta bloqueadores aumenta a taxa triglicerídeos, anticoncepcional) antipisicóticos atípicos, corticoides
    • Exame físico
      • PA, peso, circunferência abdominal, ausculta cardíaca e pulmonar, pulsos periféricos
      • Achados da inspeção
        • ARCO CORNEANO: anel opaco esbranquiçado ao redor da íris
        • XANTELASMAS: placas amareladas e amolecidas na região da pálpebras
        • XANTEMAS TENDINOSOS: massas fusiformes localizadas nos tendões, principalmente aquileu e extensores da mão
        • XANTOMAS TUBEROSOS: lesões cutâneas alaranjadas nas regiões extendoras- joelhos e cotovelso
    • Como investigar ?
      • Eventos coronários agudos como manifestação
      • Identificar pacientes assintomáticos
      • Solicitar perfil lipídico
      • Lembrar que TG acima de 400 eu acho o LDL pela fórmula de Friedwald
      • TG acima de 440 repetir depois de 12 horas de jejum
      • Orientar o paciente a ter a dieta habitual, estado metabólico e peso estável por 2 semanas que antecedem o exame
        • Evitar excesso de álcool ou atividade vigorosa nas últimas 72 horas
  4. EXAME

    • Perfil lipídico
      • Colesterol Total
        • Recomendada para rastreamento, para mensurar o risco cardiovascular
        • Menos de 190 ou 200
      • LDL
        • Lipoproteína de Baixa densidade
        • Fórmula de Friedwald: LDL= CT-HDL- (TG/5)
          • TG maior que 400
      • HDL
        • Lipoproteína de alta densidade
        • Maior que 40
      • Não-HDL
        • Estima a quantidade de lipoproteínas aterogênicas circulantes no plasma, especialmente em pct com TG alto
      • Triglicerídeos
        • Elevado se associa a altos níveis de LDL e baixos de HDL
        • A variabilidade biológica é a principal fonte de oscilações nos seus resultados
        • Menor que 150 com jejum e 175 sem
  5. Abordagem terapeutica

    • Abordagem não farmacológica
      • Dieta- mediterrâneo- diminuição de ácidos graxos
      • Exercício físico aeróbico
      • Redução do consumo de álcool
      • Cessar tabagismo
      • Redução de 10% reduz 20% do colesterol plasmático
    • Farmacológica
      • Determinantes
        • Depende do subtipo de dislipidemia
        • Estratificação de risco cardiovascular
        • Pacientes com MUITO ALTO RISCO instituir desde o ínicio
        • RISCO INTERMEDIÁRIO E BAIXO- mudança nos hábitos de vida primeiro, instituição de medicamento se LDL não atingir a meta entre 3 e 6 meses
      • Indicação
        • Paciente de alto risco
        • Paciente com risco intermediário com insucesso de mudança no estilo de vida, após 3 meses
        • Paciente com baixo risco que teve insucesso na mudança do estilo de vida após 6 meses
        • TG maior que 500
      • Medicamentos
        • Estatinas
          • Atua no colesterol
          • Inibidores de HMG-CoA redutase- enzima que faz a síntese intracelular de colesterol
          • Uso oral, dose única diária, 0-0-1 (caso meia vida curta)
          • Efeitos adversos
            • Hepatite, miosite e rabdomiólise (em associação com fibrato)
          • Sinvastatina (10 a 80mg) , lovastatina e fluvastatina- meia vida curta
          • Primeira escolha
          • Rosuvastatina e Atorvastatina- meia vida longa
        • Ezetimiba
          • Associada as estatinas para potencializar o efeito intracelular
            • Redução de 20% nos níveis de LDL
          • Em casos de elevação persistente de LDL, Hipercolesterolemia familiar homozigótica
          • 10 mg/dia
        • Resina de Troca- COLESTIRAMINA
          • Reduz absorção de sais biliares e por consequência do colesterol
          • adjuvante das estatinas
          • Crianças e gestantes
        • Fibratos
          • Primeira escolha quando o triglicerídeos está aumentado
            • Reduz o TG e depois busco reduzir o colesterol
          • TG acima de 500
          • Dislipidemia mista com predomínio de Hipertrigliceridemia
          • Benzofibrato 400-600; Ciprofibrato 100mg; Fenofibrato 250mg dia
        • Ácido nicotínico
          • Diminui a produção de TG nos hepatócitos, diminui a liberação
          • HDL baixo isolado
          • Alternativa ou associação as Estatinas e Fibratos
        • Ácidos Graxos Ômega 3
          • Altas doses- 4 a 10g dia
          • Reduzem o TG e aumenta discretamente o HDL
        • Metas terapêuticas
          • Estratificação de risco
            • Baixo: LDL menor que 130 e não HDL menor 160
            • intermediário: LDL menor 100 e não HDL menor que 130
            • Alto risco e diabéticos: LDL menor que 70 e não HDL menor que 100
            • Muito alto risco LDL menor que 50 e não HDL menor que 80
          • Homens: HDL maiorr que 40 e TG menor que 150
          • Mulheres: HDL maior que 50 e TG menor 150
          • Diabéticos: HDL maior que 50 e TG menor 150
  6. Classificação

    • Etiológica
      • Primárias
        • Distúrbio lipídico de origem genética
      • Secundárias
        • Estilo de vida inadequado, medicamento e condições mórbidas
    • Laboratorial
      • Hipercolesterolemia isolada
        • Aumento de LDL maior que 160
      • Hipertrigliceridemia isolada
        • TG maior que 150 ou 175 (s/jejum)
      • Hiperlipidemia mista
        • LDL maior ou igual a 160 e TG maior que 150 ou 175 (s/jejum)
        • TG maior que 400, consideral o Não HDL maior que 190
          • Fórmula de Friedewald é inadequada
      • HDL baixo
        • Homens menor que 40; Mulheres menor que 50
        • Isolado ou associado com LDL ou TG
    • Fenotípica- Fredrickson
      • Considera as concentrações de colesterol ou TG
      • Não considera o HDL
    • Formas genéticas
      • Hipercolesterolemia Familiar
        • Doença hereditária autossômica domincante
        • LDL alto e risco para Doença Arterial Coronatiana
        • Heterozigótica
          • LDL acima de 190 para adultos e 160 para criança e adolescente
          • Criança e adolescente normalmente assintomático
            • LDL alto
          • Calcificação de coronária em 25% dos jovens
          • Diagnóstico
            • Valores de LDL
            • História de DAC precoce (menor de 55 para homem e menos de 65 para mulher)
        • Homozigótica
          • Rara
          • Níveis muito elevados de LDL e aterosclerose desde a primeira infância
          • LDL sem tratamento maior que 500/ com tratamento maior que 300
          • Resulta: angina pectoris, infarto agudo do miocárdio e morte súbita antes dos 30
          • 2 alelos mutantes nos genes LDLR, APOB, PSCK9
      • Perfil lipídico alto, não explicado pela clínica do paciente e causas secundárias são descartadas

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PIC ETAPA 6- 2 BIMESTRE
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