Flashcards
Sangramentos de primeiro trimestre

Flashcards do conjunto (36)
- 1Causas de hemorragia do 1 trimestreAbortamento
DTG
Gravidez ectópica - 2Como é definido um abortamento?Perda gestacional de feto com < 500 g ou em menos de 20 semanas
- 3Qual a principal causa de abordamento?Anormalidades cromossômicas ( a principal é Turner)
- 4O que é uma ameaça de aborto?Gravidez viável e presença de hematoma subcoriônico devido a um descolamento parcial de placenta
- USG normal (BCG e feto normais + hematoma sc)
- Queixa: pequeno sangramento e pouca cólica.
- Exame especular: colo FECHADO.
- Conduta: proceder com a gravidez ambulatorialmente, indicar repouso relativo e abstinência sexual, fazer USG seriada e hioscina se cólicas. - 5O que é um aborto inevitável?Queixa: sangramento intenso " vermelho vivo"(coágulos, restos ovulares) e cólicas fortes
Exame e toque: colo DILATADO e CURTO e membranas DEISCENTES
Devemos internar a paciente.
Geralmente é uma evolução da ameaça de aborto. - 6O que é um abortamento completo?Comum até a 8 SEMANA
Mulher com história de sangramento e cólicas, mas no momento SEM QUEIXAS.
Quadro clínico: mulher assintomática com endométrio espessado (<30mm) com USG vazia (sem feto ou saco gestacional).
Nesse caso não precisamos fazer mais nada. - 7O que é um abortamento incompleto?Tipo de aborto complicado
Comum a partir da 8 semana
Queixa: sangramento intermitente, incessante (cor escura) e cólicas, expulsão de massa carnosa.
USG: restos ovulares e endométrio espessado (>30mm)
Exame: colo entreaberto, útero amolecido e menor que o esperado para a IG. - 8Condutas gerais para abortamento inevitável e incompleto?Internação, sinais vitais de 6/6h e acesso venoso, repor volemia se necessário, acompanhar hematócrito, repor ferro ou bolsa se sangue se necessário
Fazer tipagem sanguínea (se coombs indireto e RH-: fazer imunoglobulina) - 9Conduta específica para o aborto incompleto e inevitável de acordo com o trimestre da gestação.- Se primeiro trimestre: Fazer misoprostol via vaginal para amolecer o colo e realizar curetagem por método tradicional ou AMIU.
- Se segundo trimestre: Fazer misoprostol e ocitocina (20UI + 500 ml SG5% - 40 mUI/min) para expulsão do feto. Depois disso, realizar curetagem por método tradicional ou AMIU. Também inibir a lactação com Cabergolina 1 mg
(2 comprimidos) VO em dose única. - 10O que é um Aborto infectado?História de abortamento incompleto,
mal assistido que evolui com infecção local do útero (endometrite), da pelve (pelveperitonite) ou sistêmico (sepse até choque)
Exame ginecológico: odor ruim, sangue
esverdeado.
Pode chegar com sinais de sepse.
Agentes causadores: coco anaeróbios, e.coli, Bacteroides e Clostridium. - 11Conduta para um abortamento infectado?Cerce: Tratar com antibiótico e promover o esvaziamento uterino.
Antibiótico usado: clindamina + genta (se não há melhora em 24-48h adicionar ampicilina)
- Se 1 trimestre: Iniciar antibiótico e ocitócino (?) e após 1h fazer misoprostol e curetagem (tradicional ou AMIU)
- Se 2 trimestre: iniciar antibiótico e ocitócino (?) e após 1 hora fazer misoprostol, ocitocina para expulsão do feto, seguido de curetagem.(tradicional ou AMIU). Nesse caso devemos inibir a lactação com Cabergolina 1 mg
(2 comprimidos) VO em dose única. - 12Definição de um abortamento retido.É aquele com regressão das modificações gravídicas no organismo materno (gravidez parou de evoluir), há retenção do aborto por mais de 3-4 semanas
- Na USG: Embrião sem atividade cardíaca (ccn ≥ 7mm) ou SG ≥ 25mm sem embrião (ovo anembrionado)
Diagnóstico: 2 exames com um espaçamento de 15 dias. - 13Qual a conduta de um abortamento retido?Cerne: antibióticoprofilaxia com doxaciclina (200mg VO 1 h antes) e esvaziamento uterino.
- Se 1 trimestre: atb 1 hora antes, seguido de misoprostol (4 cp de 200g - 800g) intra vaginal. Repetir de necessário e esvaziamento uterino.
- Se 2 trimestre: atb 1 hora antes, seguido de misoprostol (1 cp de 200g) intravaginal 6/6h (máx 800g) e depois o esvaziamento. - 14O que é um abortamento habitual?Pelo menos 2 perdas gestacionais
- Causas: anormalidade cromossomiais, trombofilias (SAF), doenças da gestante (SOP, hipotireoidismo), anormalidade do útero (septos) e insuficiência cervical.
- Investigação: USG, cariótipo dos pais, pesquisa de anticorpos para SAF(Anticoagulante lúpico, Anticardiolipina, Anti-β2 glicoproteína-I), pesquisa de anti-TOP e TSH, assim com dosagem da testo livre/total e resistência insulínica. - 15O que é um abortamento inexplicável?3 perdas gestacionais consecutivas
Não foi encontrado causa aparente.
A maioria consegue gestar posteriormente. - 16O que é insuficiência cervical?É a falência do sistema oclusivo da matriz (colo do útero), a cérvice não se mantém fechada , tornando-se incapaz de reter o produto da concepção até o final da gravidez.
- Clínica: dilatação cervical indolor (não há percepção de contração uterina) pode haver secreção mucoide vaginal. Se dilatação maior que 4-5 cm reforça a hipótese.
- É uma grande causa de aborto tardio (12-20 sem) e parto prematuro ( a partir das 20 sem)
- Causas: geralmente associada a traumas cervicais
- IC aguda: dilatação cervical de 2 cm com herniação das membranas vista no exame especular - 17Como é feito o diagnóstico e tratamento da insuficiência cervical?- Diagnóstico: história de rotura
espontânea das membranas e dilatação
cervical sem dor.
- Tratamento: cerclagem e o tempo de ser feito varia de acordo com o caso clínico da mulher - 18Como é feita a cerclagem cervical nas 3 principais situações de IC?- Mulher com história de IC (3 ou mais perdas no 2 Trimestre, sem sangramento, sem sinais de parto): cerclagem eletiva entre 12-14 semanas
- Mulher que chega com dilatação cervical > 2cm ou prolapso das membranas, sem
contrações dolorosas e regulares: circlagem de emergência feito entre 14-24 semanas e deve ter pelo menos 4cm de dilatação.
- Mulher com comprimento de colo uterino menor que 2,5 cm vista na USG: circlagem terapêutica ou indicada.
A retirada dos pontos deve ser feita com 36 semanas. Se as membranas romperem antes desse tempo retiramos os pontos imediatamente. Se romperem e a IG estiver entre 24-32 semanas esperamos 48h para retirada e utilizamos corticoide. - 19Quais os cuidados e contra-indicações da cerclagem?- Deve ser feita no pré e pós operatório antibiótico profilaxia com clidamicina vaginal
- É feita tocólise duas horas antes do procedimento cirúrgico e manter por 12 horas após (nifedipino e salbutamol)
- Repouso relativo por 30 dias e abstinência sexual.
Contra-indicações: Hemorragia ativa, Amniorrexe (bolsa rota), Corioamnionite (infecção da bolsa), Anomalia fetal incompatível com a vida.
- Complicações: Aumento da atividade ou
irritabilidade uterina, Rotura das membranas, Corioamnionite, Deslocamento da sutura e Cicatrização cervical levando à “distocia cervical”. - 20O que define gravidez ectópica, quais os possíveis locais de implantação e o local mais frequente?É a implantação do ovo fora do útero.
- Pode se implantar nas trompas (ampola, istmo, instersticial ou de fimbrias), na cavidade abdominal, nos ovários e no cérvice uterino.
- O local mais frequente de implantação é a região ampular das trompas. - 21Qual a diferença do quadro subagudo e agudo na gravidez tubária?

- 22Quais os exames utilizados para o diagnóstico da gravidez ectópica?- Beta HCG: geralmente positivo no quadro subagudo e negativo no quadro agudo.
- USG: podemos ter a ausência de saco gestacional com presença de massa anexial ou o anel tubário em região de anexo (é um saco gestacional vascularizado e muitas vezes com BCF).
- Punção de fundo de saco: presença de hemoperitônio (pouco utilizado). - 23Em uma paciente assintomática quais os parâmetros utilizados para dizer se a gravidez ectópica é possível, provável ou já se tem um diagnóstico de certeza? (BCG e USG)

- 24Qual a conduta em uma paciente com gravidez de localização desconhecida? (de acordo com o BCG, USG e estabilidade do paciente)Quando tem betahcg entre 2000 e 300 e não tem nada nas trompas nem no útero.
- Se está estável com dor → laparoscopia
- Se está estável sem dor → redosar β hcg
de novo e em 48h
○ Se aumentar ≥ 55% → quer dizer
que a gravidez está no início, logo
não foi possível identificar os
achados
○ Se aumentar < 55% → é uma
gravidez não viável. Deve avaliar
se é ectopia ou se está tópica,
porém inviável, evoluindo para
abortamento.
- Se está instável → laparoscopia / laparotomia - 25Em que consiste uma gravidez abdominal?Ocorre quando o óvulo ao invés de descer para a tuba sai pelas fímbrias
- Queixas: dor abdominal, náuseas e
vômitos
- Exame: palpação revela apresentação
transversa, oligoidrâmnio e colo
deslocado.
- Diagnóstico: USG com com útero vazio, separado do feto e placenta ectópica intra-abdominal e RNM - 26Qual tratamento para a gravidez tubária?- Laparoscopia (padrão ouro): salpingectomia (desejo reprodutivo) ou salpingostomia. Fazemos quando ainda não houve rotura.
-Laparotomia: quadro instável, agudo, com hemoperitônio. Fazemos salpingectomia.
- Tratamento clínico: quando há um quadro estável, com BhCG <5000 mUI/mL, SG <3,5cm, BCF ausente, líquido livre ausente/moderado. Utilizamos METOTREXATO sistêmica IV.
- Expectante (bem específico): Paciente estável, BHCG declinante nível inicial menor que 1000-1500.
Lembrando que acompanhamos o BHCG e vemos se ele está declinando, garantindo que todo tecido trofoblástico foi eliminado. - 27Qual a conduta para uma mulher com queixa de atraso menstrual, dor pélvica e sangramento que chega ao PS?

- 28Em que consiste a doença trofoblástica gestacional?É um tumor de placenta que corresponde a uma proliferação anormal dos trofoblastos relacionado a uma fertilização aberrante.
Ela pode se apresentar na forma:
- Benigna (mola hidatiforme): completa e incompleta - as mais importantes. Também existe o nódulo do sítio placentário atípico e Sítio placentário exagerado.
- Maligna (neoplasia trofoblástica
gestacional): mola invasora, coriocarcinoma, Tumor trofoblástico do sítio placentário - as mais importantes - e Tumor trofoblástico epitelioide (ETT). - 29Qual as diferenças principais entre uma mola completa e incompleta?- A completa: ovo diploide XX ou XY. O óvulo está vazio. Pode ser por duplicação de um só espermatozoide (XX) ou dispermia com a entrada de 2 ao mesmo tempo (XY ou XX). Não há feto, somente vilosidades coriais, pior prognóstico.
- A incompleta: ovo triploide XXY ou XXX ou XYY (raro). O ovulo é normal. Pode ser por duplicação materna com 1 espermatozoide e o componente materno se duplica (XXX ou XXY) ou dispermia com dois espermatozoides (XXX ou XYY). Há feto.
A definição de uma pra outra só se dá após o exame HISTOPATOLÓGICO. - 30Como é feito o diagnóstico de mola hidatiforme?- Clínica: amenorreia, hiperemese, nauseas, sialorreia. Há hemorragia INDOLOR, vermelho vivo, repetitivo e saída de vesículas.
- Exame físico: Útero grande para a idade gestacional, colo muito amolecido ao toque vaginal, ovários aumentados de volume com palpação de massa.
- BHCG: muito elevado (>100.000) - mais elevada na completa que incompleta.
- Hemograma: pode ter anemia devido aos sangramentos.
- USG TV: Cistos tecaluteínicos ( são múltiplas vesículas anecóicas ao doppler), são hiperestimulados por β-HCG e regridem ao esvaziar o útero.
- Tipagem sanguínea e fator RH: para fazer profilaxia de eritroblastose fetal.
- RX de tórax: buscar metástases. - 31Qual a característica particular da mola invasora?Responde bem a quimioterapia
- 32Qual a característica particular do TUMOR TROFOBLÁSTICO DO SÍTIO PLACENTÁRIO (PSTT)?Possui BhCG baixo e hPL alto. Por isso, não responde bem a quimioterapia e seu tratamento é histerectomia.
- 33Como tratar a mola hidatiforme?O cerne do tratamento é o esvaziamento uterino com vacuoaspiração, em seguida fazemos ocitocina uma limpeza intrauterina para não deixar células dentro do útero e ter recorrência.
Após isso devemos acompanhar o paciente com a dosagem de BHCG e avaliar a cura. - 34Como é feito o seguimento pós-molar?

- 35Como é feito o estadiamento da neoplasia trofoblástica gestacional?

- 36Conduta esquematizada da DTG - Coriocarcinoma e mola invasora respondem a quimioterapia - O TTSP não responde a quimioterapia, devemos realizar histerectomia - O esvaziamento uterino e acompanhamento na mola hidatiforme é essencial - A cura da mola hidatiforme é após 6 meses consecutivos com BHCG negativo.

Informações
- Descrição
- Abortamento, gravidez ectópica e DTG.
- Criado por
- Bárbara Hernandes
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