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Karteikarten

Hemorragias do terceiro trimestre + lacerações no parto

Bárbara Hernandes Obstetrícia Residência Médica Portugiesisch 26 Karten

Karten in diesem Stapel (26)

  1. 1Qual a definição de placenta prévia?Implantação da placenta no segmento inferior do útero a partir da 28 semana.
  2. 2Qual a classificação da placenta prévia?- Total: recobre totalmente o colo do útero
    - Parcial: recobre parcialmente
    - Marginal: margeia o orifício interno do colo do útero
    - Baixa: Placenta situada no segmento inferior mas sem alcançar o OI do colo, logo não causa sintomas.
  3. 3Por que não podemos diagnosticar a placenta prévia antes da 28 semana?Devido a MIGRAÇÃO PLACENTÁRIA.
    Nós fazemos a USG abdominal morfológica com 20-24 semanas, nela já avaliamos onde está a placenta, no entanto, se estiver inserida em orifício interno do colo, a USG deve ser repetida com 28 semanas pois antes desse tempo a placenta pode ter migrado para fora do orifício e deixar de ser prévia.
  4. 4Quais as causas relacionadas a placenta prévia?A realização anterior de cesarianas (importante!).
    Idade avançada, tabagismo, paridade aumentada, abortos, endometrite, gemelaridade, doenças hemolíticas.
  5. 5Qual o quadro clínico da placenta prévia?Sangramento VERMELHO VIVO, INDOLOR.
    Feto normalmente bem.
    Exame: NÃO FAZER TOQUE VAGINAL!! Só passar o especulo.
  6. 6Qual a conduta geral na placenta prévia em caso de sangramento?- Sangramento vultuoso, independente da IG: CESARIANA
    - Mãe bem, pouco sangramento, feto prematuro (<34 sem): interna e faz corticoide para amadurecer o pulmão do bebê
    - Mãe bem, pouco sangramento, feto a termo: cesariana
  7. 7Qual a conduta de acordo com o tipo de placenta prévia?Basicamente é sempre cesária, mas há algumas possibilidades.
    - PP total: CESARIANA
    - PP parcial: CESARIANA. Na multípara pode tentar vaginal se sangramento pequeno com parto próximo do fim( 9/10 cm de dilatação) e ausência de obstáculo mecânico
    - PP marginal: CESARIANA. Na multípara e primípara podemos tentar vaginal se sangramento pequeno, mãe estável e parto próximo do fim, nesse caso fazemos amniotomia geralmente.
  8. 8O que é placenta acreta?É ausência da decídua basal
    (visualizado por um complexo hipoecóico
    retroplacentário). Ocorre quando a placenta se adere ao miométrio. É uma das complicações da placenta prévia. Ela pode ser:
    - Acreta: aderida ao miométrio
    - Increta: invade o miométrio
    - Percreta: alcança o peritônio, ou seja, pode atingir outros órgãos.
  9. 9Como é feito o diagnóstico da placenta acreta?Por USG com doppler ou RNM. No doppler há presenta de lacunas vasculares, é visualizado por um complexo hipoecóico
    retroplacentário. Faz DD com DTG.
  10. 10Em que consiste o descolamento prematuro de placenta?É a separação intempestiva da placenta
    normalmente inserida no corpo uterino, em gestações com idade superior a 20 semanas e antes da expulsão fetal. Abaixo disso é abortamento.
  11. 11Qual a classificação do DPP?Grau 0: assintomático, feito retrospectivamente
    Grau 1: leve, A placenta vai descolando cronicamente com Hemorragia vaginal e Dor abdominal discreta ou ausente
    Grau 2: moderado,Hemorragia vaginal, Dor abdominal intensa, Hipertonia e taquissistolia, Sofrimento fetal (CTG)
    Grau 3: grave com óbito fetal
    Grau 3 A: sem CID
    Grau 3 B: com CID
  12. 12Qual o principal fator de risco da DPP?Hipertensão, mas há outros.
  13. 13Qual a clínica da DPP?O diagnóstico é clínico.
    - Hipertonia/ taquissistolia, Sangramento ESCURO, DOR súbita, Sofrimento fetal (grave e precoce) e a associação com os Fatores de risco.
    - Anemia pela perda de sangue até choque
    - Utero: Consistencia lenhora e aumento do fundo. Bolsa d'agua está tensa.
    - Durante o exame o paciente vai ter dor a palpação uterina ou lombar
  14. 14O que é um ÚTERO DE COUVELAIRE?É uma complicação da DPP que consiste em infiltração do miométrio pelo sangue cursando com apoplexia útero-placentária e ATONIA UTERINA (utero não contrai direito)
  15. 15O que pode aparecer no USG do DPP?Pode haver um hematoma retroplacentario, mas não está presente em todos os casos.
  16. 16Qual a conduta diante de um DPP?Realização do parto pela via mais rápida se feto vivo
    -Vaginal: Se no expulsivo
    - Cesária: Se não está no expulsivo
    Se feto morto
    - < 4h: é via vaginal
    >4h: é via cesariana
    Tratamos a discrasia sanguínia, estabilizamos hemodinamicamente (repor volemia), dosamos plaquetas e realizamos o coagulograma.
    - Se CID podemos induzir o parto com ocitocina e amniotomia.
  17. 17Qual a complicação mais preocupante na DPP?Coagulação intravascular disseminada
  18. 18Qual a principal manobra utilizada para prevenir lacerações de trajeto durante um parto vaginal?Técnica de hands on ou Ritgen modificada
  19. 19Como classificamos as lacerações de períneo?Em 4 graus:
    - 1 grau: atinge mucosa vaginal (podemos ter conduta expectante)
    -2 grau: camada muscular
    - 3 grau: atinge esfincter anal
    - 4 grau: chega ao reto. Nesse caso utilizamos atb terapia (clinda + metronidazol)
  20. 20Quais os fatores de risco presentes para laceração de trajeto durante o parto vaginal?Uso de fórceps, episiotomia, bebê macrossômico, primiparidade, distocia de ombro e parto taquitócico.
  21. 21A rotura uterina é um sangramento presente em qual período da gravidez?Segundo semestre ou 3 trimestre da gestação
  22. 22Quais os dois sinais presentes na iminência de rotura uterina?Sinal de bandl (diferença entre o corpo x segmento) e sinal de frommel (ligamentos redondos retesados)
  23. 23Quais os sinais no exame físico presente na ruptura uterina consumada?- Sinal de clark: presença de enfisema subcutâneo a palpação da região de útero devido a migração de ar da vagina para o peritônio.
    - No toque: útero vazio com subida da apresentação
  24. 24Quais as queixas presentes na iminência de ruptura e na ruptura consumada.- Na iminência: paciente agitada, queixa-se de dor intensa no hipogástrio e contrações muito dolorosas que não cedem ao final da contração.
    - Na consumada: também há relato de dor lancinante em hipogástrio com paralisação do trabalho de parto (com certo alívio da dor). Devido a ruptura a paciente evolui com HEMORRAGIA e CHOQUE
  25. 25Qual o tratamento da ruptura uterina?- Se a ruptura não ocorreu ainda: CESARIANA URGENTE
    - Se a ruptura já ocorreu: CESARIANA, podendo ser feito a rafia do útero ou histerectomia a depender da situação.
    - Cesariana eletiva: pode ser feita em pacientes multíparas com 39 semanas de gestação.
  26. 26—

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Beschreibung
Descolamento prematuro de placenta, placenta prévia, rotura uterina e lacerações do canal do parto.
Erstellt von
Bárbara Hernandes
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