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Flashcards

Hanseniase

Ana Borges Infectologia 2º ano Portuguese 25 cards

Cards in this deck (25)

  1. 1Aspectos geraisCausada pelo Mycobacterium Leprae > agente altamente infeccioso porém com baixa patogenicidade. Ele é um parasita intracelular obrigatório que tem afinidade pelas células cutâneas e nervos periféricos. Tem grande período de incubação, em média 2 a 7 anos. Transmissão = via aérea superior, seja involução a (+ comum) ou contato com feridas. Normalmente transmitida por um contato contínuo, como pessoas da mesma casa. Homem é a única fonte de infecção. É uma doença antiga e o Brasil é o segundo com mais casos no mundo.
  2. 2Regra geral para diagnóstico da hanseniaseLesão de pele + alteração de sensibilidade = Hanseníase até que se prove o contrário
    Só quem tramite é MULTIBACILAR
    Dormência tbm eh uma queixa comum
  3. 3Se tem baixa patogenicidade, quais são os fatores determinantes para desenvolver a doença?Normalmente se tem uma incompetência imune específica, podendo afetar ambos os sexos, porém mais homens e todas as idades, porém menos crianças. Outras condições determinantes são: níveis endêmicos, nível socioeconômico e condições precárias de vida bem como outros fatores individuais.
  4. 4Tipos de hanseniase e sua relação com a resposta imuneTemos a hanseniase indeterminada que pode evoluir para as outras três que falaremos ou ter resolução espontânea.
    Temos a hanseniase tuberculoide = paucibacilar > predomínio de resposta Th1= resposta celular; hanseniase virchowiana > predomínio da resposta Th2 = doença disseminada= resposta humoral; e um meio termo = bordeline/dismorfa que será mais instável e pode ter um predomínio da tuberculoide ou da virchowiana ou apenas entre ambas.
  5. 5Principais sinais clínicosManchas na pele com ALTERAÇÃO DE SENSIBILIDADE (na seguinte ordem > térmica > dor > tátil > FAZER EXAME DA SENSIBILIDADE EM TODO PACIENTEA COM MANCHA); espessamento e dor de nervo periférico (pode haver neurite); queixa de dormência; nódulos, madarose, infiltrados, placas; perda da sensibilidade dos nervos acometidos e por último perda da função motora dos músculos inervados pelos nervos acometidos.
  6. 6Grau de incapacidade - força muscularGrau zero = força preservada no teste de filamento lilás
    Grau 1 > diminuição nas mãos, pálpebras e pés > já não sente o filamento lilás
    Grau 2 > sinais claros de incapacidade como não em garra, ptose, pé caído, atrofia muscular e outras sequelas importantes. Não são reversíveis
  7. 7Manifestação clínica das formas indeterminadas e tuberculoideIndeterminada > manchas claras, hipocromicas e mal delimitadas com alteração da sensibilidade; sem acometimento de tronco neural (espessamento). Baciloscopia negativa
    Tuberculoide > placas eritematosas com mais de 1cm de relevo, bem delimitadas e com micropapulas na periferia. Já há alteração de espessamento de nervo > normalmente 1 (costuma ser precoce e assimétrico). Baciloscopia negativa e Mitsuda positivo (este avalia a resposta celular - TH1 - sendo positivo aqui é variável na dismorfa). PGL1 negativo (poucos bacilos).
  8. 8Formas dismorfa e virchowianaDismorfa será cauterizado por lesões em queijo suíço = foveares e manifestações neurais. Aqui é a que tem mais chance de ter reação hansenica. Obs quando lesão para de ser bem delimitada > sistema imune não está conseguindo reter a infecção > está passando para a forma dismorfa com diminuição de resposta th1 e aumento de th2
    Virchowiana > manchas eritematosas, placas infiltradas e difusas, nódulos, madarose, fascie leonina e lesões neurais tardias e simétricas (menos graves do que a tuberculoide). Aqui já está tão disseminado que não há mais reação alérgica de tão disseminada que a mesma está (ausência de granulomas > presentes na tuberculoide). Mitsuda -, BGL1 + e baciloscopia +
  9. 9Classificação operacionalSe mais de 5 lesões de pele com alteração de senbilidsde ou baciloscopia positiva ou 2 nervos ou mais acometidos = classifica se como multi bacilar e assim será tratado: Multibacilar = 12 meses ou 12 cartelas em até 18 meses; paucibacilar = 6 meses ou 6 cartelas em até 9 meses.
    Pauci = I, T e D
    Multi = D e V
    Obs dismorfa e bordeline são sinônimos.
  10. 10Roteiro diagnóstico1 anamnese
    2 avaliação dermatológica das lesões a luz natural + teste de sensibilidade
    3- avaliação neurológica: neurites, espessamento, incapacidades e deformidades
    4- diagnóstico das reações hansenicas
    5 - diagnóstico diferencial
    6- classificação do grau de incapacidade física
  11. 11Definição de caso > o diagnosticoConsidera se hanseniase se presente 1 ou mais dos 3:
    1- Lesão(ões) e/ou área(s) da pele com alteração da sensibilidade térmica e/ ou
    dolorosa e/ou tátil; ou
    2- Espessamento de nervo periférico, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas; ou
    3- Presença de bacilos M. leprae, confirmada na baciloscopia de esfregaço intradérmico ou na biopsia de pele. Qualquer valor na baciloscopia já eh positivo > coletada pela linfa em regiões frias de tropismo do agente: cotovelo, lóbulo da orelha, joelho e nas manchas.
  12. 12TratamentoSerá feita a poliquimioterapia: Rifampicina = dose mensal; Clofazimina > dose diária; E > Dapsona dose diária.
    Observações: não há alterações na gravidez, lactação, tratamento para AIDS. Há na tuberculose, onde apenas mudaremos a dose da rifampicina (300mg) para a mesma do esquema para tuberculose. Utilização de técnicas diversas, simples e/ou complexas, envolvendo fisioterapia, educação em saúde, auto-cuidado, etc.
  13. 13Reações hansenicasOcorrem principalmente nas formas dismorfas e podem ocorrer antes, durante e após o tratamento (até 6 anos de sua finalizacao). Elas significam uma volta do sistema imune respondendo a hanseniase. Elas costumam ser graves, súbitas e demandam rápida intervenção para não se tornarem irreversíveis. Existem dois tipos de reação hansenica. Não MUDA TRATAMENTO. São reações agudas ou sub agudas, podendo ocorrer tanto em pauci quanto Multibacilar.
  14. 14Como diferenciar de uma recidiva da hanseniase?É raro a reicidiva da hanseniase, as reações ocorrem pela volta do sistema imune que vai reagir! Se ocorrer, ocorre após 6 anos do tratamento. Ocorre normalmente por insuficiência terapêutica do tratamento (por ex tratou menos tempo > 6 em vez de 12) e costuma ser insidiosa. Raramente tem comprometimento neuronal e ulcerações, bem como não responde bem a corticoide e talidomida.
  15. 15Resumo das reaçõesExiste a reação tipo I e tipo II
    Tipo 1: Piora das lesões (Vermelha, inchada) e vem outras (Também vem uma neurite intensa e dolorosa) mas o estado geral é bom → Droga = Prednisona
    Tipo 2: Sintomas sistêmicos e acometimento de outros órgãos → principalmente eritema nodoso > Talidomida
    São a principal causa de sequela neurológica
  16. 16Além de identificar a reação e tratar, o que mais se torna essencial?Investigar fatores predisponentes: infecções, emocional, distúrbios hormonais, infestações, comorbidades descompensadas, etc
    Além disso deve se mais uma vez confirmar o diagnóstico de hanseniase e sua classificação operacional
  17. 17Reação tipo 1/reversaA Reação Tipo 1 ou Reação Reversa caracteriza-se pelo aparecimento de novas lesões dermatológicas (manchas ou placas), infiltrações, alterações de cor e edema nas lesões antigas, com ou sem espessamento e dor de nervos periféricos (neurite). Tratamento: Iniciar prednisona na dose de 1 mg/kg/dia ou dexametasona 0,15 mg/ kg/dia em casos de doentes hipertensos ou cardiopatas, conforme avaliação clínica. Imobilizar membro com neurite. Reduzir a dose de corticoide conforme a resposta terapêutica e programat e realizar ações de prevenção de incapacidades > fisioterapia.
  18. 18Como diferenciar a neurite da dor neuropatica?A neurite vem com sinais flogisticos da infecção, como febre e eritem. Costuma ser um quadro agudo de espessamento de nervos, silenciosa porém com dor e recusa a palpacao. Já a dor neuropatica costuma ser uma sequela neurológica crônica > tratar com anti depressivo triciclico ou anti epiléptico.
  19. 19Reação hansenica tipo 2A Reação Tipo 2, cuja manifestação clínica mais frequente é o Eritema Nodoso Hansênico (ENH), caracteriza-se pelo aparecimento de nódulos subcutâneos dolorosos, acompanhados ou não de manifestações sistêmicas como: febre, dor articular, mal-estar generalizado, orquite, iridociclites, com ou sem espessamento e dor de nervos periféricos (neurite). Tratamento: talidomida (100 a 400mg) e assoviar a corticoide se presença de neurite > nesses casos associar a AAS 100mg para prevenir tromboembolismo (ou se talidomida + outros fatores de risco para trombo). Em casos que não se pode usar talidomida > prednisona 1mg/kg/dia. Reduzir a dose conforme resposta terapêutica.
  20. 20Principais sequelas neuraisMão em garra; espessamento de nervos; ulcerações troficas; anestesia; paralisia e amiotrofia.
    Outras manifestações não neurais: oculares, ginecoides, perfuração do septo e
    atrofia testicular.
  21. 21Principais diagnósticos diferenciaisPitiriase versicolor: manchas brancas com finandescamação e sensibilidade normal (principalmente com a indeterminada);
    Eczemátide: manchas claras e ásperas com sensibilidade normal;
    Tinha do corpo: manchas claras e eritematosas com maior atividade na periferia e com sensibilidade normal;
    Vitiligo
    Perceba todas NAO POSSUEM ALTERAÇÃO DE SENSIBILIDADE,
  22. 22Avaliação dos contatosConsidera-se contato domiciliar toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido com o doente de hanseníase. Contato social é qualquer pessoa que conviva ou tenha convivido em relações familiares ou não, de forma próxima e prolongada. Os contatos sociais, que incluem vizinhos, colegas de trabalhos e de escola, entre outros, devem ser investigados de acordo com o grau e tipo de convivência, ou seja, aqueles que tiveram contato muito próximo e prolongado com o paciente não tratado. Atenção especial deve ser dada aos contatos familiares do paciente (pais, irmãos, avós, tios etc.).
  23. 23Conduta para os contatosContatos familiares recentes ou antigos de pacientes MB e PB devem ser examinados, independente do tempo de convivio.
    Sugere-se avaliar anualmente, durante cinco anos, todos os contatos não doentes, quer sejam familiares ou sociais. Após esse período os contatos devem ser liberados da vigilância, devendo, entretanto, serem esclarecidos quanto à possibilidade de aparecimento, no futuro, de sinais e sintomas sugestivos da hanseníase
  24. 24E como será essa avaliacao?Anamnese dirigida aos sinais e sintomas da hanseníase; Exame dermatoneurológico de todos os contatos dos casos novos, independente da classificação operacional; Vacinação BCG para os contatos sem presença de sinais e sintomas de hanseníase no momento da avaliação, não importando se são contatos de casos PB ou MB. Todo contato de hansenlase deve ser informado que a vacina BCG não é
    específica para hanseníase. Obs > uma cicatriz ou nenhuma da BCG = vacina; duas cicatrizes ou tem menos de um ano e já tomou BCG= não vacina.
    Obs o diagnóstico > notificação compulsória
  25. 25Critério de altaCritério de alta: o tratamento está concluído com 6 cartelas em até 9 meses ou 12 cartelas em até 18 meses. Na dose supervisionada, os doentes devem ser submetidos ao exame dermatológico, à avaliação neurológica simplificada e do grau de incapacidade física para receber alta por cura.
    Obs doentes MB que, excepcionalmente, não apresentarem melhora clínica, com presença de lesões ativas da doença, no final do tratamento preconizado de 12 doses (cartelas), devem ser encaminhados para avaliação em serviço de referência para verificar a conduta mais adequada para o caso.

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2º ano Infectologia Flashcards on Hanseniase , created by Ana Borges on 24/03/2026.
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Ana Borges
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