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TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO
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TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO
EPIDEMIOLOGIA
- 50% das mortes associadas ao trauma
- Sexo masculino; Jovens (15 - 24 anos
- Traumas relacionados às atividades de transporte
AVALIAÇÃO
- Avaliação Primária
- A: Vias Aéreas
- B: Ventilação/Respiração
- C: Circulação
- *[OBS]: Choque Hipovolêmico
- O choque hipovolêmico nos pacientes com TCE não é decorrente de sangramento intracraniano. Via de regra esta perda sanguínea não é volumosa; e o choque, quando presente, é ocasionado por hemorragia em outro compartimento corporal.
- *[OBS]: Choque Hipovolêmico
- D: Avaliação Neurológica
- E: Exposição (lesões no corpo) / Temperatura
- Avaliação Neurológica
- Nível de Consciência
- Escala de Coma de Glasgow
- Avaliação da Função Pupilar
- Assimetrias
- Qualquer assimetria maior que 1 mm deve ser considerada indicativa de acometimento cerebral.
- Midríase
- Assimetrias
- Síndrome de Kernohan
- Em poucos casos, a lesão de massa empurra o lado oposto do mesencéfalo contra a tenda do cerebelo, comprimindo a via motora contralateral à lesão expansiva. - Hemiplegia no mesmo lado do hematoma. - O III par contralateral à lesão expansiva não é afetado.
- Hemiplegia ipsilateral à lesão expansiva
- Midriase ipsilateral à lesão expansiva
- Herniação do Uncus
- Midríase ipsilateral à lesão expansiva
- Aumento da pressão intracraniana fazem com que a parte medial do lobo temporal (UNCUS) sofra herniação através da tenda do cerebelo e comprima o III par craniano (OCULOMOTOR). Este fenômeno ocasiona MIDRÍASE (e perda da resposta à luz) ipsilateral à lesão do III par e, portanto, ipsilateral à lesão expansiva.
- Hemiplegia contralateral
- Midríase ipsilateral à lesão expansiva
- Nível de Consciência
- Avaliação Primária
CLASSIFICAÇÃO E CONDUTA
- TCE LEVE
- Glasgow (15 - 13)
- 80% dos casos
- CONDUTA
- TC de Crânio (INDICAÇÕES)
- Não em todos os casos, somente se indicações.
- Glasgow < 15 2h após lesão
- Fratura de crânio aberta ou afundamento (SUSPEITA)
- Sinal de fratura de base de crânio
- - Hemotimpano - Sinal do Guaxinim (equimose periorbitária) - Sinal de Battle (equimose retroauricular)
- + de 2 episódios de vômito
- Mais de 65 anos
- Perda de consciência > 5 min
- Amnésia retrógrada (> 30min antes do impacto)
- Mecanismo perigoso de trauma
- - Ejeção para fora do veículo - Atropelamento - Queda de altura (> 5 degraus ou > 0,9 metro)
- Alterações na TC ou Persistência dos Sintomas
- Avaliação por neurocirurgião
- Permanecer no hospital
- Assintomáticos e Alertas
- Observados por mais algumas horas e reexaminado
- O ideal é que permaneça aos cuidados de um acompanhante durante as próximas 24h. O surgimento de cefaleia, declínio do estado mental ou aparecimento de déficit neurológico indicam retorno imediato à sala de emergência.
- Observados por mais algumas horas e reexaminado
- TC de Crânio (INDICAÇÕES)
- Quadro Clínico
- Confusos/Sonolentos
- Ou déficit neurológico focal
- TCE MODERADO
- Glasgow (12 - 9)
- 10% dos casos
- CONDUTA
- Estabilização cardiopulmonar
- Antes da avaliação neurológica
- TC obrigatória
- Avaliação do Neurocirurgião
- Hospitalização e observação rigorosa
- UTI ou Unidade semelhante
- Exames neurológicos frequentes nas próximas 12-24h
- REPETIR TC
- Se TC inicial anormal ou Deterioração neurológica
- Estabilização cardiopulmonar
- TCE GRAVE
- Um dos seguintes achados
- Glasgow (8 - 3)
- Queda > 3 pontos ECG independente da pontuação inicial
- Pupilas assimétricas
- Assimetria motora
- Fratura aberta de crânio
- Com perda de líquor ou exposição do tecido cerebral
- Fratura de crânio com afundamento
- CONDUTA
- Estabilização cardiopulmonar
- Saturação de O2 > 98%
- PaCO2 de 35 mmHg
- Se Hipotensão
- Ressuscitar com infusão de volume e/ou derivados de sangue
- Ringer Lactato Manter o paciente normovolêmico.
- Se não houver resposta
- Isto é, PA Sistólica <= 100 mmHg Instabilidade hemodinâmica atrapalha a avaliação neurológica.
- Pesquisar fontes de sangramentos
- FAST ou LPD
- Laparotomia Exploratória
- Ressuscitar com infusão de volume e/ou derivados de sangue
- Monitorização da PIC (< 20 mmHg)
- - Indivíduo normal: PIC aproximadamente de 10 mmHg. - Manter PIC < 20 mmHg
- Monitorização por meio de cateter de monitorização dentro dos ventrículos (venticulostomia) é o método mais confiável. Em pacientes monitorados, é comum observar-se a PIC de repouso ser interrompida por ondas em "plateau", que representam aumento súbito do fluxo sanguíneo cerebral (por conta da autorregulação cerebral perdida).
- Se HIPERTENSÃO INTRACRANIANA
- PIC > 20 mmHg por mais de 5min.
- 4 - Hiperventilação
- PaCO2 < 32 mmHg Deve ser utilizada com cautela, indicada quando presença de deterioração neurológica.
- A permanência de PIC elevada mesmo com o uso de Manitol, a HIPERVENTILAÇÃO poderá ser realizada com cuidado até a realização de outras medidas.
- *[OBS]: "A hiperventilação é uma faca de dois gumes"
- A reduzir a PaCO2 diminui-se a PIC pela vasoconstrição das artérias cerebrais. Por outro lado, Por outro lado, a redução do fluxo sanguíneo cerebral diminui a Pressão de Perfusão Cerebral (PPC) e Isquemia do encéfalo.
- 1 - Drenagem Liquórica
- 2 - Bloqueio Neuromuscular e Sedação
- 3 - Manitol ou Outro Diurético
- 5 - Anticonvulsivantes (Fenitoína e Carbamazepina)
- Forma profilática na prevenção de convulsões pós-traumáticas precoces.
- 6 - Hipotermia Leve (34 - 35°C)
- Medida de proteção cerebral no paciente crítico. Esta medida faz com que o cérebro tolete a isquemia por mais tempo sem apresentar lesão neuronal.
- Monitorização da PPC (>= 70 mmHg)
- Pressão de Perfusão Cerebral PPC = PAM - PIC
- Quanto menor a PIC, mais fácil manter uma perfusão adequada do encéfalo.
- Saturação de Oxigênio no Sangue Venoso Jugular (Sjvo2)
- Manter em torno de 50 mmHg. O cérebro isquêmico extrai mais oxigênio do que o normal. A Sjvo2 diminua, ou seja, o oxigênio no sangue que retorna do cérebro diminua.
- Um dos seguintes achados
- TCE LEVE
TIPOS DE TRAUMA
- FRATURAS DE CRÂNIO
- Frequentes
- Não há relação OBRIGATÓRIA com quadro clínico adverso.
- Risco maior de hematomas intracranianos
- Por isso alguns autores preconizam internação hospitalar mesmo para pacientes pouco ou assintomáticos.
- GRUPOS DE FRATURAS
- 1- Fraturas Lineares Simples
- Não necessitam de tratamento cirúrgico. Observar a linha de fratura e a probabilidade de hematomas intracranianos.
- 2 - Fraturas com Afundamento
- Tratamento dirigido para a lesão cerebral subjacente. Fixação quando a depressão supera a espessura da calota craniana.
- 3 - Fraturas Abertas
- Quando há o rompimento da dura-máter e comunicação entre o meio externo e o parênquima cerebral. Desbridamento e sutura das lacerações.
- 4 - Fraturas da Base do Crânio
- Rinorreia (líquor)
- Otorreia (líquor)
- Sinal de Battle
- Equimose mastoidea
- Sinal do Guaxinim
- Equimose periorbitária
- Paralisia facial (VII par)
- Perda da audição (VIII par)
- 1- Fraturas Lineares Simples
- Frequentes
- LESÕES CEREBRAIS DIFUSAS
- Aceleração e Desaceleração Súbita
- Interrupção da função cerebral
- Temporária
- Definitiva
- TIPOS DE LESÕES
- 1 - Concussão Cerebral
- Temporária
- Amnésia ou Confusão
- Amnésia retrógrada
- Classificação
- Leve
- Sem perda da consciência, mas com distúrbio temporário da função neurológica.
- Clássica
- Perda temporária da consciência por período inferior a 6 horas.
- Leve
- 2 - Lesão Axonal Difusa (LAD)
- Ruptura de axônios
- Lesão por cisalhamento (tangencial). Desde o momento do trauma.
- Coma > 6h
- *[OBS]: Acometimento de estruturas
- Apesar de ser difusa, a LAD costuma acometer com maior frequência estruturas inter-hemisféricas (corpo caloso) e porção dorsolateral do mesencéfalo.
- Classificação
- Leve
- Coma > 6h < 24h
- Moderada
- Coma > 24h
- Grave
- Coma > 24h
- Postura de decorticação ou descerebração
- Sinais de envolvimento do tronco encefálico.
- Leve
- Diagnóstico
- TC de Crânio
- Infelizmente, somente em metade dos casos as lesões sugestivas (discretos pontos de hemorragias no corpo caloso e centro semioval) são observadas na TC
- TC de Crânio
- Tratamento
- Suporte Clínico
- Sem indicação cirúrgica
- Ruptura de axônios
- 1 - Concussão Cerebral
- LESÕES FOCAIS
- Restritas a determinada área do cérebro
- Se volume significativo
- Efeito de massa
- Desvio da linha média
- Hipertensão Intracraniana
- TIPOS DE LESÕES
- 1 - Hematoma Subdural Agudo
- Mais frequente
- Causa mais comum de efeito de massa
- Lesões de pequenas veias
- Unilateral em 80% dos casos
- Região frontotemporal
- Quadro Clínico
- Alteração no nível da consciência
- Déficits lateralizados
- Anisocoria
- Posturas patológicas
- Arritmias respiratórias
- Efeito de massa significativo
- Pode ocorrer dependendo do tamanho do hematoma.
- SÍNDROME DE HIPERTENSÃO INTRACRANIANA
- TRÍADE DE CUSHING
- Hipertensão Arterial
- Bradicardia
- Bradipneia
- TRÍADE DE CUSHING
- Diagnóstico
- TC de Crânio
- Imagem hiperdensa que acompanha a convexidade cerebral.
- TC de Crânio
- Tratamento
- Desvio de linha média >= 5 mm
- Abordagem cirúrgica
- Desvio de linha média >= 5 mm
- 2 - Hematoma Epidural
- Bem menos frequente que o subdural
- Origem arterial frequente
- Ramos da artéria meníngea média que cruzam o osso temporal.
- Localizações temporal e frontotemporoparietal são mais frequentes.
- Instalação imediata
- Embora decorrente de TCE grave, o hematoma epidural não costuma vir acompanhado de grande dano ao córtex cerebral subjacente.
- O hematoma descola a dura-máter do osso. Alcançando grandes volumes em breve intervalo de tempo, aumenta-se a PIC e pode desenvolver hipertensão intracraniana e herniação do uncus como complicações.
- Quadro Clínico
- Evolução peculiar
- a. Concussão cerebral e perda da consciência
- b. Antes de 6h recobra a consciência
- c. INTERVALO LÚCIDO
- Enquanto o sangue se acumula até atingir grande volume
- d. Piora neurológica súbita
- Herniação do Uncus
- Midríase homolateral + Paresia dos membros contralateral
- Herniação do Uncus
- Evolução peculiar
- Diagnóstico
- RX Simples
- Achar fraturas de crânio cruzando o trajeto dos ramos da artéria meníngea média ou seios sagitais.
- TC de Crânio
- Método de escolha para o diagnóstico. Lesão hiperdensa biconvexa. JANELA PARA OSSO: Identifica-se a fratura.
- RX Simples
- Tratamento Cirúrgico (INDICAÇÕES)
- Sintomáticos
- Desvios de linha média >= 5mm
- Assintomáticos
- Desvios de linha média >= 15mm
- Sintomáticos
- 3 - Contusão e Hematomas Intracerebrais
- Comprometimento da superfície do cérebro
- Córtex e Subcórtex
- Hemorragia petequial
- Edema
- Destruição tecidual
- Lobos frontal e parietal
- Causado por "golpe e contragolpe"
- Desaceleração que o encéfalo sofre sobre o crânio (a caixa craniana "para" e o cérebro "continua").
- Avaliação
- TC de Crânio
- Todos os pacientes com contusão cerebral devem ter sua TC de crânio repetida em 24h, para que seja identificada uma possível mudança no padrão do exame.
- TC de Crânio
- Tratamento
- Se efeito de massa grande
- Abordagem cirúgica
- Se efeito de massa grande
- Comprometimento da superfície do cérebro
- 1 - Hematoma Subdural Agudo
- LESÕES DOS PARES CRANIANOS
- 1 - Olfatório (N I)
- Anosmia
- Ou perda da sensibilidade gustativa para sabores aromáticos.
- Fratura do osso frontal
- Anosmia
- 2 - Óptico (N II)
- Amaurose unilateral
- Ou diminuição importante da acuidade visual.
- Fraturas do osso esfenoide
- Pupila não reativa
- Porém, o reflexo consensual encontra-se preservado.
- Amaurose unilateral
- 3 - Troclear (N IV)
- Diplopia na mirada para baixo
- Fraturas da asa menor do esfenoide
- Clínica após alguns dias do trauma
- 4 - Facial (N VII)
- Paralisia facial
- Fraturas de base de crânio
- 5-7 das após o trauma
- 5 - Vestibulococlear (N VIII)
- Perda da audição
- Vertigem
- Nistagmo
- Logo após o tauma
- Fratura do osso petroso
- 1 - Olfatório (N I)
- FRATURAS DE CRÂNIO
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- Description
- Medicina (CIRURGIA / TRAUMA / URGÊNCIA E EMERGÊNCIA) Mind Map on TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO, created by E Lucas Frazao on 16/02/2018.
- Created by
- E Lucas Frazao
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