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DRGE

Vanessa Ferreira nogueira Gastro Portuguese

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  1. ESÔFAGO DE BARRETT

    • É a substituição do epitélio escamoso estratificado do esôfago por EP COLUNAR contendo células INTERTINALIZADAS (metaplasia intestinal) em qualquer extensão do órgão
    • Condição adquirida que resulta do refluxo gastroesofágico crônico
    • Diagnóstico suspeitado pelo exame endoscópico- confirma com HISTOPATOLÓGICO
      • Demonstra METAPLASIA intestinal incompleta com presença de células CALICIFORMES
    • O dano> ocorre + pelo TEMPO PROLONGADO de exposição ao pH ácido inferior a 4 do que pelo número de episódios de refluxo
    • É uma condição PRÉ-MALIGNA que se acredita ser o maior fator de risco para o desenvolvimento de ADENOCARCINOMA do esôfago distal (Freq. △ no hemisfério ocidental)
    • Exposição ácida △ a probabilidade de adenocarcinoma, por meio da displasia que pode ocorrer no epitélio de Barrett
    • A displasia, sinônimo de neoplasia intraepitelial, atualmente é o único marcador que pode ser utilizado para delinear a população de > risco de câncer esofágico.
    • No entanto, permanece desconhecido se a supressão ácida (farmacológica ou cirúrgica) poderia alterar a história natural da metaplasia (esofagite → metaplasia intestinal → displasia → neoplasia)
      • Embora há estudo afirmando que aterapia com IBP está associada à ▽ significativa do desenvolvimento de displasia nesses pacientes
    • Devemos acompanhar o pct com barrett, O adenocarcinoma esofágico- a incidência é baixa, estimando-se 1:146 pacientes/ano de seguimento a 1:184 ou mesmo 1:222.25.
      • O risco de malignização (displasia a adenocarcinoma) parece estar relacionado com a EXTENSÃO DO EP. METAPLÁSICO e é > nos pacientes com o denominado esôfago de Barrett longo, maior que 3 cm.
    • RECIDIVAS DE DRGE
      • Os pacientes com DRGE apresentam diferentes defeitos fisiopatológicos que não são efetivamente corrigidos com o TTO, mas são atenuados pelo bloqueio do ácido que provém do estômago
      • É de se esperar que, após o TTO da fase aguda da enfermidade, possam ocorrer recidivas com a suspensão doTTO, particularmente nos casos + graves.
      • DRGE-E recidiva em 80 a 90% dos pacientes dentro de 6M do término do TTO
      • O TTO de manutenção desses pacientes deve ser considerado, sobretudo, nos casos de esofagite erosiva
  2. Mapa 2

  3. Tratado de gastro

  4. DIAGNÓSTICO

    • inicia com uma anamnese cuidadosa
      • Deve identificar os sintomas característicos, bem como definir sua intensidade, duração e frequência.
        • Devem ser observados os fatores desencadeantes e de alívio, padrão de evolução da enfermidade no decorrer do tempo e impacto na qualidade de vida
    • SINTOMAS TÍPICOS
      • PIROSE
        • Sensação de queimação retrosternal que se irradia do epigástrio à base do pescoço, podendo atingir a garganta
        • Costuma ocorrer 30 a 60 min. após as refeições, especialmente quando estas são muito volumosas e/ou ricas em gordura
      • REGURGITAÇÃO
        • Percepção do fluxo do conteúdo gástrico refluído para a boca ou hipofaringe
      • Quando os 2 sintomas ocorrem simultaneamente, a probabilidade de o paciente apresentar DRGE é△, ao redor de 90%
      • Se apresentarem sintomas típicos
        • 2 ou + vezes por semana, por no mínimo 4 a 8s-existe razoável probabilidade de serem portadores de DRGE
        • Associados aos sintomas típicos, também podem ocorrer sialorreia, eructação, sensação de opressão retroesternal
          • Condições que △a pressão intra-abdominal tbm podem exacerbar os sintomas, particularmente a obesidade
            • OBESIDADE- FATOR DE RISCO PARA DRGE
        • A INTENSIDADE é tão importante quanto a FREQUÊNCIA dos sintomas e que existe relação entre a GRAVIDADE e a afetação da qualidade de vida (EROSIVA E Ñ EROSIVA)
        • A ausência de sintomatologia típica não descarta a hipótese de DRGE
          • Existe a possibilidade da ocorrência de refluxo não ácido ou fracamente ácido. O mesmo se aplica aos pacientes com apneia ou distúrbios do sono.
        • DRGE costuma ser a causa mais comum de dor torácica, podendo corresponder a 50% dos casos de DTNC
        • A tosse crônica, laringite crônica e asma são processos multifatoriais que podem ter o refluxo como fator potencial de agravamento
          • DRGE pode não ser a única causa dessas manifestações. Os mecanismos causais para a tosse, laringite de refluxo e síndromes asmatiformes podem ser diretos (aspiração) ou indiretos (mediados neuralmente)
        • semiologia se reveste de maior importância porque deve caracterizar o sintoma, sua relação com a alimentação, exercícios físicos e postura do indivíduo e presença de manifestações típicas (que podem ser leves ou eventualmente negligenciadas pelo paciente).
          • sinais ou sintomas de alerta são:
            • Além da presença de sintomas de grande intensidade, principalmente os que têm início recente em pacientes idosos e/ou com história familiar de câncer.
            • Anemia
            • hemorragia digestiva
            • Emagrecimento
            • Disfagia
            • Odinofagia
        • Deve-se ter atenção à ocorrência dos sinais e/ou sintomas de alerta que, frequentemente, estão associados a complicações

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Gastro Mind Map on DRGE, created by Vanessa Ferreira nogueira on 09/02/2019.
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