Mind map
DISLIPIDEMIA
Map content
DISLIPIDEMIA
Alteração no metabolismo dos lipídeos
- Altera os níveis séricos das lipoproteínas
- LIPÍDEOS
- Metabolismo
- Colesterol
- Precursor de esteroides, ácidos biliares e vitD, é constituinte da membrana celular e atua na fluidez e ativação de enzimas
- Triglicerídeos- TG
- 3 ácidos graxos+glicerol. Armazenamento energético depositado no tecido adiposo e muscular
- Fosfolipases
- Estrutura básica da membrana celular
- Ácidos Graxos
- Saturados, mono e poli-insaturados
- Lipoproteínas
- Lipídeos e proteínas (apolipoproteínas-apo)
- Classificação
- Ricas em TG
- maiores e menos densas
- Quilomicrons e VLDL- baixa densidade
- Ricas em colesterol
- Baixa densidade
- LDL-do fîgado para periferia
- Intermediária
- IDL
- Alta
- HDL- mais proteínas; da periferia para o fígado
- Baixa densidade
- Ricas em TG
- Colesterol
- Funções
- Absorção de nutrientes lipofilicos, armazenamento de energia
- Definição
- são compostos da baixa solubilidade em H2O, e alta em solventes apolares
- Metabolismo
Associada ao risco cardiovascular- aterosclerose
- Doenças cardiovasculares ateroescleróticas
- Angina, IM, Hipertrofia Ventricular Esquerda, AVC, insuficiência Renal, Doença Vascular Periférica
- Lesão crônica e inflamatória dos vasos
- Calcificação
- LDL atravessa o endotélio e se deposita antes da lâmina interna
- Inflamação
- Angiogênese
- Doenças cardiovasculares ateroescleróticas
Quando investigar ?
- Risco Cardiovascular elevado, história familiar.
- Estratificação de risco cardiovascular-ESCORE DE RISCO GLOBAL
- Aplicado para todos os pacientes do dislipidemia
- Mesmo no paciente que esteja usando medicação, como estatinas
- Estima o risco de Infarto do Miocárdio, AVE, Insuficiência Cardíaca, Insuficiência Vascular Periférica em 10 anos
- Aplicado para todos os pacientes do dislipidemia
- ALTO
- Portadores de ateroesclerose documenta: USG de carótica com presença de placa, Índice Tornozelo Braquial maior ou igual a 0,9; Cálcio Arterial Coronariano maior que 10 ou presença de placas na angio-TC de coronária
- Aneurisma de aorta abdominal
- Doença renal Crônica- Taxa de Filtração Glomerular menor que 60 ml/min em fase não dialítica
- LDL-c maior ou igual a 190
- DM tipo.1 e 2, com LDL-c maior 70 e 189mg/dL e presença de estratificadores de risco ou Doença Ateroesclerótica subclínica
- Estratificadores de Risco- DM 1 e 2 LDL-c 70 a 189
- Homens com 48 ou mais, e mulheres com 55 ou mais
- Mais de 10 anos do diagnóstico de DM
- História Familiar de parente de primeiro grau com Doença CV prematura- homens com idade menor de 55 e mulheres menos de 65
- Tabagismo- pelo menos 1 cigarro no último mês
- Síndrome metabólica
- Albuminúria: mais de 30mg/g de creatinina ou retinopatia
- Taxa de filtração glomerular menor que 60ml por minuto
- Doença Ateroesclerótica Subclínica
- USG de carótida com presença de placa maior 1,5 mm
- Índice Tornozelo Braquial maior que 0,9
- Escore de cálcio arterial coronariano maior que 10
- Presença de placas ateroescleróticas na angio-TC de coronárias
- Estratificadores de Risco- DM 1 e 2 LDL-c 70 a 189
- MUITO ALTO
- Doença ateroesclerótica significativa com ou sem eventos clínicos e obstruções de mais de 50%
- INTERMÉDIARIO
- Estratificação de Risco Global entre 5 a 20% em homens e 5 e 10% em mulheres e DM sem doença Ateroesclerótica Subclíca e estratificação de risco
- BAIXO
- Pct do sexo masculino e feminino com risco menor que 5% na Estratificação Global de Risco
- Estratificação de risco cardiovascular-ESCORE DE RISCO GLOBAL
- Fatores de risco carciovascular
- Modificáveis
- Sedentarismo, tabagismo, HAS, DM, colesterol elevado, obesidade, consumo de álcool, vulnerabilidade social, alto consumo de gorduras saturadas
- Não-modificáveis
- Idade, sexo masculino e história familiar de DCV
- Modificáveis
- Anamnese
- História familiar- doença genética
- Hábitos alimentares, atividade física, tabagismo, alcoolismo,
- Sintomas de doença arterial coronariana, Insuficiência arterial periférica, Ataque Isquêmico Transitório
- HAS, DM, dislipidemia prévia, Doença renal crônica, doença autoimune, enxaqueca, problemas psiquiátricos
- uso de medicamentos (beta bloqueadores aumenta a taxa triglicerídeos, anticoncepcional) antipisicóticos atípicos, corticoides
- Exame físico
- PA, peso, circunferência abdominal, ausculta cardíaca e pulmonar, pulsos periféricos
- Achados da inspeção
- ARCO CORNEANO: anel opaco esbranquiçado ao redor da íris
- XANTELASMAS: placas amareladas e amolecidas na região da pálpebras
- XANTEMAS TENDINOSOS: massas fusiformes localizadas nos tendões, principalmente aquileu e extensores da mão
- XANTOMAS TUBEROSOS: lesões cutâneas alaranjadas nas regiões extendoras- joelhos e cotovelso
- Como investigar ?
- Eventos coronários agudos como manifestação
- Identificar pacientes assintomáticos
- Solicitar perfil lipídico
- Lembrar que TG acima de 400 eu acho o LDL pela fórmula de Friedwald
- TG acima de 440 repetir depois de 12 horas de jejum
- Orientar o paciente a ter a dieta habitual, estado metabólico e peso estável por 2 semanas que antecedem o exame
- Evitar excesso de álcool ou atividade vigorosa nas últimas 72 horas
- Risco Cardiovascular elevado, história familiar.
EXAME
- Perfil lipídico
- Colesterol Total
- Recomendada para rastreamento, para mensurar o risco cardiovascular
- Menos de 190 ou 200
- LDL
- Lipoproteína de Baixa densidade
- Fórmula de Friedwald: LDL= CT-HDL- (TG/5)
- TG maior que 400
- HDL
- Lipoproteína de alta densidade
- Maior que 40
- Não-HDL
- Estima a quantidade de lipoproteínas aterogênicas circulantes no plasma, especialmente em pct com TG alto
- Triglicerídeos
- Elevado se associa a altos níveis de LDL e baixos de HDL
- A variabilidade biológica é a principal fonte de oscilações nos seus resultados
- Menor que 150 com jejum e 175 sem
- Colesterol Total
- Perfil lipídico
Abordagem terapeutica
- Abordagem não farmacológica
- Dieta- mediterrâneo- diminuição de ácidos graxos
- Exercício físico aeróbico
- Redução do consumo de álcool
- Cessar tabagismo
- Redução de 10% reduz 20% do colesterol plasmático
- Farmacológica
- Determinantes
- Depende do subtipo de dislipidemia
- Estratificação de risco cardiovascular
- Pacientes com MUITO ALTO RISCO instituir desde o ínicio
- RISCO INTERMEDIÁRIO E BAIXO- mudança nos hábitos de vida primeiro, instituição de medicamento se LDL não atingir a meta entre 3 e 6 meses
- Indicação
- Paciente de alto risco
- Paciente com risco intermediário com insucesso de mudança no estilo de vida, após 3 meses
- Paciente com baixo risco que teve insucesso na mudança do estilo de vida após 6 meses
- TG maior que 500
- Medicamentos
- Estatinas
- Atua no colesterol
- Inibidores de HMG-CoA redutase- enzima que faz a síntese intracelular de colesterol
- Uso oral, dose única diária, 0-0-1 (caso meia vida curta)
- Efeitos adversos
- Hepatite, miosite e rabdomiólise (em associação com fibrato)
- Sinvastatina (10 a 80mg) , lovastatina e fluvastatina- meia vida curta
- Primeira escolha
- Rosuvastatina e Atorvastatina- meia vida longa
- Ezetimiba
- Associada as estatinas para potencializar o efeito intracelular
- Redução de 20% nos níveis de LDL
- Em casos de elevação persistente de LDL, Hipercolesterolemia familiar homozigótica
- 10 mg/dia
- Associada as estatinas para potencializar o efeito intracelular
- Resina de Troca- COLESTIRAMINA
- Reduz absorção de sais biliares e por consequência do colesterol
- adjuvante das estatinas
- Crianças e gestantes
- Fibratos
- Primeira escolha quando o triglicerídeos está aumentado
- Reduz o TG e depois busco reduzir o colesterol
- TG acima de 500
- Dislipidemia mista com predomínio de Hipertrigliceridemia
- Benzofibrato 400-600; Ciprofibrato 100mg; Fenofibrato 250mg dia
- Primeira escolha quando o triglicerídeos está aumentado
- Ácido nicotínico
- Diminui a produção de TG nos hepatócitos, diminui a liberação
- HDL baixo isolado
- Alternativa ou associação as Estatinas e Fibratos
- Ácidos Graxos Ômega 3
- Altas doses- 4 a 10g dia
- Reduzem o TG e aumenta discretamente o HDL
- Metas terapêuticas
- Estratificação de risco
- Baixo: LDL menor que 130 e não HDL menor 160
- intermediário: LDL menor 100 e não HDL menor que 130
- Alto risco e diabéticos: LDL menor que 70 e não HDL menor que 100
- Muito alto risco LDL menor que 50 e não HDL menor que 80
- Homens: HDL maiorr que 40 e TG menor que 150
- Mulheres: HDL maior que 50 e TG menor 150
- Diabéticos: HDL maior que 50 e TG menor 150
- Estratificação de risco
- Estatinas
- Determinantes
- Abordagem não farmacológica
Classificação
- Etiológica
- Primárias
- Distúrbio lipídico de origem genética
- Secundárias
- Estilo de vida inadequado, medicamento e condições mórbidas
- Primárias
- Laboratorial
- Hipercolesterolemia isolada
- Aumento de LDL maior que 160
- Hipertrigliceridemia isolada
- TG maior que 150 ou 175 (s/jejum)
- Hiperlipidemia mista
- LDL maior ou igual a 160 e TG maior que 150 ou 175 (s/jejum)
- TG maior que 400, consideral o Não HDL maior que 190
- Fórmula de Friedewald é inadequada
- HDL baixo
- Homens menor que 40; Mulheres menor que 50
- Isolado ou associado com LDL ou TG
- Hipercolesterolemia isolada
- Fenotípica- Fredrickson
- Considera as concentrações de colesterol ou TG
- Não considera o HDL
- Formas genéticas
- Hipercolesterolemia Familiar
- Doença hereditária autossômica domincante
- LDL alto e risco para Doença Arterial Coronatiana
- Heterozigótica
- LDL acima de 190 para adultos e 160 para criança e adolescente
- Criança e adolescente normalmente assintomático
- LDL alto
- Calcificação de coronária em 25% dos jovens
- Diagnóstico
- Valores de LDL
- História de DAC precoce (menor de 55 para homem e menos de 65 para mulher)
- Homozigótica
- Rara
- Níveis muito elevados de LDL e aterosclerose desde a primeira infância
- LDL sem tratamento maior que 500/ com tratamento maior que 300
- Resulta: angina pectoris, infarto agudo do miocárdio e morte súbita antes dos 30
- 2 alelos mutantes nos genes LDLR, APOB, PSCK9
- Perfil lipídico alto, não explicado pela clínica do paciente e causas secundárias são descartadas
- Hipercolesterolemia Familiar
- Etiológica