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Carboidratos

steffane strogulski Portuguese

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Carboidratos

  1. Fornecem 4 Kcal por grama

    • Principal fonte de energia
      • Biomoléculas mais abundantes na natureza.
        • Fornecimento de energia para o cérebro e sistema nervoso
  2. ESTRUTURA

    • São formados por átomos de carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O), na proporção de 1 : 2 : 1 .
    • Sua fórmula genérica é: C(H2O)
  3. FUNÇÃO

    • Produzir energia
      • E= ATP
        • Adenosina Trifosfato (ATP)
    • Prevenir a formação de corpos cetônicos
      • Manutenção homeostase glicêmica do organismo
        • Formam componentes de membrana glicolipídios e glicoproteínas
  4. CLASSIFICAÇÃO

    • Conforme capacidade de hidrolise
      • Monossacarídeos
        • Glicose
          • Principal fonte de energia celular
            • Fontes : frutas, tubérculos, mel
              • Sob condições normais é a única fonte de energia utilizada pelo cérebro
                • Pode ser oxidada para produção de energia ou armazenada como glicogênio no músculo e fígado
        • São unidades básica de um carboidrato
        • Não podem ser hidrolisados
        • Galactose
          • convertida em glicose no fígado
            • É produzido pela degradação da lactose
              • Não é encontrada naturalmente nos alimentos
        • Frutose
          • convertida em glicose no fígado
            • Fontes: frutas e mel, xarope de milho
              • Na escala de doçura dos carboidratos a frutose é a mais doce
      • Dissacarídeos
        • Maltose
          • Glicose +Glicose
            • Produzido pela hidrolise do amid
              • Não é encontrada naturalmente nos alimentos
                • Seu uso é empregado na fabricação de cerveja
        • Lactose
          • Galactose +Glicose
            • Fontes: Lacticínios
              • Principal fonte de energia dos recém nascidos
                • Menor poder adoçante e solubilidade
        • Sacarose
          • Frutose+ Glicose
            • Seu consumo está associado à maior ocorrência de carie dental e aumento do risco de obesidade
        • Os dissacarídeos são CHO compostos pela ligação de 2 monossacarídeos
      • Oligossacarídeos
        • São constituído por 3 a 10 monossacarídeos
          • Rafinose Estaquiose Fruto- oligossacarídeos
            • Altamente solúveis em agua
              • Alfaglucano = maltodextrina é hidrolisada e absorvida com resposta glicêmica rápida
              • Não alfaglucano = Não são hidrolisados pelas enzimas pancreáticas, passam direto para o colon , e podem ser fermentados por bactérias colônicas
      • Polissacarídeo
        • Formados por 10 ou mais unidades de monossacarídeos
        • São menos solúveis e mais estáveis dos que os açucare
        • Digeríveis
          • Amido
            • encontrado nos vegetais
              • Cocção causa edema e rompimento da parede celular, facilitando o processo enzimático na digestão
          • Glicogênio
            • Reserva energética
              • Armazenado no fígado e músculo
                • Manutenção da glicemia durante o jejum
        • Não digeríveis
          • CELULOSE
            • Insolúvel em água aumenta volume do bolo fecal
              • Encontrada em cascas de frutas/vegetais, folhosos e cereais integrais
          • PECTINA, GOMAS E MUCILAGENS
            • São solúveis em água
              • Não hidrolisada em seres humanos
                • Aumenta saciedade e a velocidade de absorção de alguns nutrientes
                  • Encontrada na polpa de frutas/legumes e aveia
  5. DIGESTÃO

    • A digestão inicia na Boca
      • Os dentes fazem a quebra mecanica dos alimentos em pedaços menores
        • A secreção amilase salivar tem como função umidecer os alimentos e começar o processo de degradação dos Carboidratos em Amido
          • Ação enzimática (amilase salivar) é normalmente inativada pelo pH estomacal ácido
          • No duodeno o amido entra em contato com a amilase pancreática e reinicia a degradação do Amido em dextrina
            • E são absorvidos no intestino delgado
              • Fermentação colônica
                • Componentes não digeridos por enzimas gastrointestinais e nem absorvidos pelo intestino delgado
                  • Chegam intactos no intestino grosso e podem ser degradados pela microbiota
    • ALERGIA AO LEITE DE VACA (APLV)
      • População alvo: Bebês e Criançãs
        • Alergia a PROTEINA
          • Mecanismo de defesa é o sistema Imunologico
            • IgE e Linfócitos T
            • O organismo quando em contato com a proteína do leite de vaca, pode responder com reações na pele e choques anafiláticos
              • 90% da população conseguem reverter o quadro até os 5 anos
    • INTOLERÂNCIA A LACTOSE
      • População alvo: Adultos e idosos
        • Diminuição/ ausência da enzima LACTASE
          • Lactose não é digerida nem absorvida pelo intestino delgado
            • É convertida em produtos tóxicos por bactérias do intestino grosso
              • Sintomas abdominais, diarréia , dor, náusea e flatulência, mas também acontece assintomática
      • HIPOLACTASIA PRIMÁRIA EM ADULTOS
        • Após o desmame ocorre uma redução geneticamente programada e irreverssivel da atividade da lactase
          • Fenótipo lactase não - persistente
          • Fenótipo lactase persistente
      • HIPOLACTASIA SECUNDÁRIA À DOENÇAS
        • Há danos na borda em escova da mucosa do intestino delgado ou aumento significativo do tempo do transito intestinal
          • Doenças associadas: Enterites infecciosas, giardíase, doença celíaca, doença de Crohn , síndrome do intestino irritável, doenças diverticular do cólon, consumo excessivo de álcool
            • É transitória e reversível
  6. ABSORÇÃO

    • Os monossacarídeos são transportados pelas células do epitélio intestinal para o sangue
      • Circulam entre o fígado e os tecidos periféricos
        • Captados por transporte facilitado
    • Há duas famílias de transportadores de monossacarídeos do lúmen intestinal até a circulação
      • Transportadores ativos de glicose
        • cotransporte de sódio e glicose
          • Os rins e o intestinos são os dois principais órgãos que utiliza o transporte ativo de glicose dependente de Na + (SGLT – sodium glucose transporters )
            • Com gasto de energia bomba de Na/K - ATPase
              • SGLT 1
                • O intestino absorve glicose contra o gradiente de concentração
              • SGLT 2
                • Rins • Contra o gradiente de concentração
      • Transportadores passivos de glicose
        • A glicose move - se do lado mais concentrado (dentro da célula) para o menos concentrado (no sangue) sem gasto de energia
          • A favor do gradiente de concentração
            • GLUT 1
              • Hemácias
            • GLUT 2
              • Intestino Rins Pâncreas Fígado
            • GLUT 3
              • Neuônios
            • GLUT4
              • REQUER INSULINA
                • Músculos Adipósitos
            • GLUT 5
              • Intestino FRUTOSE
    • FOSFORILAÇÃO DA GLICOSE
      • Após entrar na célula, a glicose se liga a um radical fosfato
        • Glicose ----- Glicose-6-P
          • Manter a molécula de glicose dentro da célula impedindo sua difusão para o meio extracelular
    • ABSORÇÃO E TRANSPORTE DA GALACTOSE
      • Mesmo mecanismo de transporte da glicose nos enterócitos
        • Cotransportadores apicais SGLT (transporte ativo) e o GLUT2 basolateral (transporte passivo)
          • METABOLISMO DA GALACTOSE
            • É convertida em glicose e armazenada como glicogênio
              • Ela esta presente em elementos estruturais das células e tecidos como glicoproteínas e mucopolissacarídeos
    • ABSORÇÃO E TRANSPORTE DA FRUTOSE
      • O principal transportador da frutose é o GLUT5, com participação do GLUT2
        • METABOLISMO DA FRUTOSE
          • Após absorção e ida para o figado ela pode ser metabolizada
            • metabolito intermediário (via glicolítica ou gliconeogênese
            • Lactato
  7. Armazenameto e utilização da glicose

    • Catabolismo
      • Glicólise : Glicose --->Piruvato
        • Conexão da Glicólise e o Ciclo de Krebs: Piruvato ---> Acetil - CoA (mitocôndria)
          • Ciclo de Krebs: Acetil - CoA --->CO2 (mitocôndria)
            • Via das Pentoses Fosfato: via alternativa de oxidação da glicose que leva a formação da Ribose - 5 - fosfato e NADPH
    • Biossíntese
      • Gliconeogênese : ocorre no fígado e a partir de precursores glicogênicos
        • CICLO DE COLI
          • Músculo: Glicogênio --> Lactato
          • Fígado: Lactato--> Glicose
        • Ciclo Glicose - Alanina:
          • Músculo: Glicose --> Piruvato -->Alanina
          • Fígado: Alanina --> Piruvato --> Glicose
    • Armazenamento
      • Após captação para interior da célula
        • Liberar energia; Armazenada como glicogênio
          • Glicogênio muscular : energia para o próprio músculo
          • Glicogênio hepático: Faz a manutenção da glicemia, no processo de armazenamento, hidrólise e exportação na forma de glicose
            • Mantem a reservar de glicogênio por 12 a 18 horas
  8. Regulação do Metabolismo d e Substratos Energéticos

    • Glucagon
      • Produzido pelas células Alfa pancreaticas
        • Fazem a mobilização de substratos energéticos
      • Glucagon, epinefrina e cortisol estimulam a degradação de glicogênio e gliconeogênese.
    • Insulina
      • Produzido pelas células B (beta) pancreaticas
        • Fazem o armazenamento de substratos energéticos
          • Promove a utilização de glicose como um combustível para facilitar seu transporte para dentro do músculo e do tecido adiposo;
            • A liberação de insulina ocorre dentro de minutos após o pâncreas estar exposto a uma alta CONCENTRAÇÃO de glicose;
              • O limiar para a liberação de insulina é aproximadamente de 80 mg de glicose dL
                • Acima de 80 mg/dL a velocidade de liberação de insulina é proporcional a [de glicose plasmática] até aproximadamente 300 mg/dL;
                  • A secreção de insulina é mantida até os níveis de glicose começarem a diminuir
                    • A insulina é rapidamente removida da circulação e degradada no fígado
                      • Os níveis de insulina começam a diminuir rapidamente uma vez que a taxa de glicose esta estabilizada.
    • Hormônios antagônicos
      • Tem como função manter os níveis de glicose sanguínea em torno de 70 a 99 mg/dL
        • Homeostase Metabólica
          • A disponibilidade de substratos energéticos e a necessidade dos tecidos, influenciam no nível sanguíneo de nutrientes; nível hormonal e impulsos nervosos
          • Sinais que regulam a homeostase metabólica
            • Mensagens refletem o tempo e a composição de combustível ingerido na dieta
              • Epinefrina é o hormônio "de luta e fuga". Ele sinaliza a necessidade imediata do aumento do substrato energético disponível
                • Os hormônios do estresse são Cortisol e Epinefrina
    • Glicose
      • Indivíduo adulto requer no mínimo 190g de glicose por dia: 150g (aproximadamente) para o cérebro; 40g para os outros tecidos
        • Quando houver uma diminuição significativa dos níveis plasmáticos de glicose ( inferior a 60 mg/dL) limita o metabolismo de glicose para o cérebro e pode provocar sintomas de hipoglicemia
          • Hipoglicemia: É quando temos diminuição significativa dos níveis plasmáticos de glicose
          • Hiperglicemia: É quando temos aumento significativos dos níveis plasmáticos de glicose
      • A glicose é armazenada como glicogênio – fígado e músculo
        • Conversão de glicose para Triglicerídeo ocorre no fígado e seu armazenamento no tecido adiposo;
  9. VIAS METABÓLICAS

    • Se o momento fisiológico exigir a produção de Energia , ocorrerá degradação citoplasmática da glicose, denominada de glicólise/rota glicolítica
      • A glicose uma vez na corrente sanguínea entra na célula através de difusão facilitada
        • Para que a glicose não reflua para o plasma, ela precisa perder a capacidade de atravessar a membrana celular de dentro para fora. O aprisionamento se dá pela sua fosforilação (adição de fósforo à molécula de glicose) até glicose - 6 - fosfato.
          • GLICÓLISE
            • é uma série de reações que extrai energia da glicose quebrando - a em duas moléculas de três carbonos chamadas de piruvatos.
            • Não requer Oxigênio
            • Primeira via que a glicose entra ao longo do seu caminho para fornecer energia
            • A glicólise é o EIXO do metabolismo dos carboidratos . Praticamente todos os açúcares (da dieta ou de reações catabólicas ) podem ser convertidos em glicose
            • No processo de glicólise, em um determinado momento ocorrerá a formação da molécula de piruvato; responsável por colocar o citoplasma em um dilema, pois dependendo do seu destino, ocorrerá
              • Glicólise anaeróbica (não - oxidativa
                • É um termo usado quando o organismo extrai energia (E) química (ATP) de combustíveis ricos em E (glicose), na ausência de O 2 molecular , principalmente de células que não possuem mitocôndria
                  • Para muitos tecidos, a glicólise anaeróbica é uma via fornecedora de E quando o suprimento de O 2 a um tecido é interrompido, pelo menos por um curto espaço de tempo
                    • Testículos
                    • Hemácias
                    • Olhos
                    • Rins
                • CICLO DE COLI
                  • LACTATO
                    • Quando se exercitar o músculo esquelético ao ponto de exceder a capacidade oxidativa da cadeia respiratória (pela glicólise aeróbica), ocorrerá conversão de piruvato em lactato
                    • Durante o exercício intenso, o lactato se acumula no músculo, resultando em dor muscular e cãibras
                    • Grande parte deste lactato posteriormente se difunde para a corrente sanguínea
              • Glicólise aeróbica (oxidativa).
                • Ocorre em células com suprimento abundante de O 2 molecular , desde que as células contenham mitocôndrias, o produto final da glicólise aeróbica será CO 2 e H 2 O
                • Fase preparatória
                  • gasto energético (2 ATPs ) e formação de 2 moléculas de gliceraldeído‐3‐fosfato (GAP)
                    • Fase de recuperação (ou pagamento)
                      • produção de 4 ATPs na oxidação de 2 GAP → 2 Piruvatos e formação de 2 NADH
                        • Ciclo de Krebs ou Ciclo do Ácido Tricarboxílico
                          • Se considerarmos a mitocôndria a central energética da célula, então o Ciclo de Krebs operando dentro dela pode ser considerado a sua sala de máquinas .
                            • combustíveis metabólicos, especialmente a glicose, os aas derivados das PTNs e os AG derivados dos LIP , entram no ciclo para serem oxidado, formando CO 2 e H 2 O
                              • A formação de E se dá pela transferência de elétrons energia através do transporte de hidrogênio por carreadores específicos e, em uma etapa final para um aceptor terminal de e -
                                • Todos os combustíveis metabólicos (CHO, aas ou AG ) entram no Ciclo de Krebs como acetil CoA ( m olécula de “alta E ”) ;
                          • Na 1 ª etapa do Ciclo de Krebs, A acetil CoA + oxalacetato = Citrato .
                            • Cada volta do Ciclo ocorre a liberação de 2 moléculas de CO 2
                            • Formação da Acetil CoA
                              • O piruvato é transferido para a matriz mitocondrial, sofre descarboxilação oxidativa , formando Acetil - CoA
                          • ciclo do ácido cítrico dá duas voltas para cada molécula de glicose que entra na respiração celular, pois são produzidos dois piruvatos — e, portanto, dois acetil CoAs por glicose.
                          • Fosforilação Oxidativa
                            • A fosforilação oxidativa é o processo pelo qual se forma ATP quando se transferem elétrons do NADH ou do FADH2 para o O2 ( redução a H2O) por uma série de transportadores de elétrons
                              • O ATP é gerado como resultado do transporte de energia, ao longo da membrana mitocondrial interna acoplado com o transporte de prótons através da membrana interna
                                • A energia gerada por este gradiente é suficiente para estimular a síntese de ATP, a partir de ADP e Pi, que é denominada de Fosforilação Oxidativa.
                • Temos mais ATP produzidos na oxidação completa de glicose pela glicólise aeróbica do que pela conversão de glicose a lactato

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Description
Mind Map on Carboidratos, created by steffane strogulski on 10/10/2018.
Created by
steffane strogulski · Oct 2018
Updated
Oct 16, 2018
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