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inibidores da parede celular

Bianca Souza Farmácia Portuguese

Mapa mental sobre inibidores da parede celular: penicilinas naturais, semissintéticas e antipseudomonas

Mapa mental: inibidores da parede celular

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inibidores da parede celular

  •  A fim de se protegerem, as bactérias biossintetizam membranas plas- máticas, paredes celulares e cápsulas. Tal proteção se faz necessária para seu crescimento e desenvolvimento porque o interior bacteriano é hiperosmolar em relação ao meio extracelular. Sem ela, a célula se desintegraria. A rigidez da parede celular bacteriana é proporcionada por um peptidioglicano, formado de cadeias dissacarídicas, ligadas en- tre si por intermédio de pontes peptídicas. A benzilpenicilina, assim como todos os antibióticos betalactâmicos e alguns outros de estrutura diferente, atua sobre as bactérias sensíveis, interferindo na biossíntese desse peptidioglicano
  •  Os antibióticos betalactâmicos inibem as transpeptidases de modo que as ligações cruzadas, responsáveis pela estrutura da parede celular, não se realizam. Essas enzimas e proteínas relacionadas constituem as chamadas proteínas ligadoras da penicilina, que foram localizadas na membrana celular. As bactérias possuem diversos tipos de proteínas ligadoras da penicilina com diferentes afinidades para diferentes antibióticos beta- lactâmicos. Esse fato pode explicar diferente sensibilidade aos diversos antibió- ticos betalactâmicos.
  • RESITENCIA: : (a) inati- vação enzimática das penicilinas pelas betalactamases biossintetizadas pelas bactérias; (b) redução da permeabilidade da parede celular bacte- riana às penicilinas, que, assim, não conseguem alcançar seus locais de ligação, representados por proteínas especifícas (PLP); (c) alterações conformacionais nessas proteínas de ligação das penicilinas, bloqueando a atividade antibiótica; e (d) aparecimento do fenômeno da tolerância.
  1. RESISTENTES A AÇÃO DA PENICILINASE

    • Apresenta pequeno espectro de ação, atuando sobre bactérias gram-positivas e cocos gram-negativos É inativada em meio ácido; só é administrada por via parenteral
    •  Essas penicilinas, também chamadas antiestafilocócicas, caracteri- zam-se por sua capacidade de resistir à ação da penicilinase, especial- mente a produzida pelo Staphylococcus aureus. São representadas pela meticilina, pela nafcilina e pelas penicilinas isoxazolílicas ou isoxazo- lilpenicilinas (oxacilina, cloxacilina, dicloxacilina)
    • PENICILINAS SEMISSINTÉTICAS
      • oxacilina
        • Todas apresentam estabilidade em meio ácido, mostram-se resistentes à ação de penicilinases, têm ação bactericida sobre os germes sensíveis e seu mecanismo de ação é semelhante ao da penicilina G
        •  A oxacilina é ativa contra cocos e bacilos gram-positivos, aeróbios e anaeróbios. No entanto não age contra os enterococos, e é pouco ativa contra os cocos gram-negativos
        • Os efeitos colaterais observados com a oxacilina são de natureza irritativa, alérgica e superinfecções
      • AMINOPENICILINA
        • PENICILINA DE SEGUNDA GERAÇÃO
        • AMPICILINA
          • A ampicilina é caracterizada por apresentar estabilidade em meio ácido e ter efeito  sobre bactérias gram-positivas e gram-negativas. 
          • AMPICILINA + SULBACTAM Mais recentemente, a ampicilina tornouse disponível em associação com o sulbactam, um inibidor de beta-lactamase, restaurandose, assim, sua atividade contra microrganismos produtores de alguns tipos desta enzima e que se mostram resistentes à ampicilina isolada
          • EFEITOS ADVERSOS: exantema  colite pseudomembranosa
        • AMOXICILINA
          • O espectro de ação da amoxicilina é idêntico ao da ampicilina e há resistência cruzada entre os dois antimicrobianos. Igualmente, a amoxicilina não tem ação sobre estafilococos produtores de penicilinase. 
          • Sua vantagem reside na melhor absorção por via oral
          •  Suas indicações, considerando a boa atividade que tem contra Streptococcus pyogenes e Streptococcus pneumoniae, são as mesmas da ampicilina: faringoamigdalite pultácea, erisipela estreptocócica e infecções de vias aéreas superiores (otite, sinusite) e inferiores (bronquite bacteriana aguda ou agudizada, pneumonia) causadas pelo pneumococo.
          • AMOXICILINA + CLAVULANATO AMOXICILINA + SULBACTAM
            • A associação da amoxicilina com o ácido clavulânico está indicada por via oral no tratamento de infecções urinárias, respiratórias, ginecológicas e da pele e tecido celular subcutâneo, causadas por bactérias produtoras de beta-lactamases, em especial as determinadas por hemófilos, estafilococos, moraxela e coliformes.
            • Em especial, a associação da amoxicilina com o ácido clavulânico está sugerida em infecções respiratórias nas quais possa estar envolvido o Haemophilus influenzae produtor de beta-lactamases, tais como as otites médias, sinusites e pneumonias agudas em crianças
      • METICILINA
        •  A meticilina é ativa contra a maioria das raças de Staphylococcus aureus, mesmo as que produzem betalactamase. Muitas raças do S. epidermidis são também sensíveis. A maioria dos estreptococos, in- clusive o viridans, o pneumoniae e o pyogenes, é sensível à meticilina
        •  se tornam as penicilinas de primeira linha nas infecções por estafilococos resistentes à benzilpenicilina. Nas cepas meticilinorresistentes, usa-se a vancomicina
      • NAFCILINA
        • Idênticas às da meticilina, com a principal indicação representada pelas infecções graves provocadas por Staphylococcus aureus. A naf- cilina não é recomendada em lactentes nem pacientes com disfunção hepática
      • OXACILINA
        •  com a principal indicação apresentada por infecções graves por Staphylococcus aureus produtor de penicilinase. A oxacilina e a nafcilina são preferíveis à meticilina, por causa da possibilidade de aparecimento de nefrite intersticial com essa última
      • DICLOXACILINA
        • Resiste à ação do suco gástrico, e cerca de 50% da dose administrada por via oral é absorvida pelo trato gastrointestinal
        •  A dicloxacilina (ou cloxacilina) é a droga preferida para o tratamento de infecções por Staphylococcus aureus da pele, tecidos moles, tratos respiratórios e genitourinário e articulações
      • BACAMPICILINA
        • PRODROGA
        •  O espectro antibacteriano, o mecanismo de ação e as indicações da bacampicilina são idênticos aos da ampicilina
      • CICLACILINA
        •  A ciclacilina é uma aminopenicilina relacionada com a ampicilina, administrada por via oral
  2. SENSÍVEIS A PENICILINASE

    • PENICILINAS NATURAIS
      • BENZILPENICILINA (PENICILINA G)
        •  Os sais alcalinos da penicilina apresentam-se como um pó cristalino, branco, inodoro, facilmente solúvel em água, muito higroscópio e instável em solução aquosa devido ao seu anel ß-lactâmico. Sob a forma cristalizada, em ausência de umidade, a penicilina G é bastante estável, 
        • Atualmente, o prolongamento do tempo de ação da penicilina G é conseguido pelo uso de seus ésteres, a penicilina G procaína e a penicilina G benzatina
        • Seu mecanismo de ação resulta de sua ligação com as proteínas ligadoras de penicilinas (PBPs), inibindo a síntese da parede celular das bactérias em crescimento, causando sua lise osmótica
        • ESPECTRO DE AÇÃO: a penicilina G mostravase ativa sobre bactérias gram-positivas, cocos gram-negativos, espiroquetas e actinomicetos. FOI PERDENDO SUA EFICÁCIA  
        • Os bacilos gram-negativos anaeróbios são naturalmente resistentes à ação da penicilina G. Essa resistência natural se deve à incapacidade de este antibiótico ultrapassar a parede celular desses germes
        • INDICAÇÃO CLINICA A penicilina G é indicada principalmente nas infecções por bactérias gram-positivas, por treponemas, clostrídios e Neisseria, variando a dose e o tipo de penicilina usada de acordo com a gravidade do caso e o tipo de germe infectante
        • PROCAÍNA
          • A penicilina G procaína resulta da associação da procaína com a penicilina e, injetada por via IM, a procaína provoca vasoconstrição local. Com isso, há diminuição de sua absorção, prolongando o tempo de ação
        • BENZATINA
          • A penicilina G benzatina resulta da combinação de duas moléculas da penicilina com uma da NN’dibenziletilenodiamina (benzatina), uma macromolécula que libera lentamente a penicilina do local da injeção IM e promove níveis circulantes de penicilina durante dias.
          • CLÍNICA A principal indicação terapêutica da penicilina G benzatina é o tratamento da sífilis não neurológica e de outras treponematoses, 
      • PENICILINA V
        • Seu diferencial é o uso por via oral, pois esta penicilina é mais resistente à inativação ácida  A penicilina V é uma alternativa da penicilina G procaína para infecções de pequena gravidade causadas por estreptococos 
        •  a absorção da penicilina V é diminuída pelos alimentos e não ocorre de modo regular, havendo variações individuais nas concentrações séricas atingidas
  3. ANTIPSEUDOMONAS

    • CARBENICILINA
      • A carbenicilina é uma penicilina semissintética, sensível à ação do suco gástrico e das betalactamases
      •  Ativa contra a maioria dos cocos Gram-positivos e Gram-negativos; nessas indicações, porém é muito menos ativa que a benzilpenicilina e a ampicilina.
      •  A maior vantagem clínica da carbenicilina consiste na sua atividade contra diversas raças de Pseudomonas aeruginosa, o que não se observa com a benzilpenicilina e a ampicilina
    • TICARCILINA
    • AZLOCILINA
    • MEZLOCILINA
    • PIPERACILINA
  4. MONOBACTÂMICOS

    • ÁCIDO CLAVULÂNICO SULBACTAM TAZOBACTAM
      • O ácido clavulânico inibe as exoenzimas mediadas por plasmídios dos estafilococos e as betalactamases das seguintes bactérias Gram-ne- gativas: Haemophilus influenzae, Neisseria gonorrhoeae, Escherichia coli, Salmonella e Shigella e, também, as betalactamases mediadas por cromossomos de Klebsiella, Bacteroides fragilis e Legionella. O ácido clavulânico não inibe as betalactamases do tipo I da classificação de Richmond que são produzidas por Enterobacter, Serratia, Morganella, Citrobacter, Pseudomonas e Acinetobacter.
      • O mecanismo de ação do ácido clavulânico sobre as betalactamases depende do tipo dessas enzimas, de acordo com a classificação de Ri- chmond, que as agrupou em tipos I, II, III, IV e V. Pode haver inibição reversível, porém, mais frequentemente, o ácido clavulânico atua como “inibidor suicida”, formando um intermediário de acilenzima e inati- vando a betalactamase de maneira irreversível
    • IMIPENEM/ CILASTATINA
      • Essa associação é formada por um novo antibiótico betalactâmico (imipenem) e um inibidor de desidropeptidase (cilastatina).
      • O imipenem, como as penicilinas, também inibe a biossíntese da parede celular bacteriana, mas apresenta certas peculiaridades nesse sentido, além de ser rapidamente bactericida para as bactérias sensíveis. Exerce seu efeito antibacteriano ligando-se a proteínas específicas das que se acoplam às penicilinas, em bactérias Gram-positivas e Gram- negativas, produzindo esferoplastos, forma de degradação das bacté- rias.
      • O imipenem exerce grande atividade contra a maioria das bactérias Gram-positivas e contra as raças não produtoras e produtoras de penicili- nase de Staphylococcus aureus e estafilococos coagulase-negativos.
      • O imipenem é capaz de induzir betalactamases em certas bactérias Gram-negativas, como Enterobacter cloacae e Pseudomonas aeru- ginosa, mas essas bactérias não se tornam resistentes ao antibióti- co, como acontece com as cefamicinas e aminotiazolilcefalospori- nas, que também induzem betalactamases. As bactérias que tiveram suas betalactamases induzidas pelo imipenem tornam-se resistentes às cefalosporinas e penicilinas.
      • O imipenem é capaz de induzir betalactamases em certas bactérias Gram-negativas, como Enterobacter cloacae e Pseudomonas aeru- ginosa, mas essas bactérias não se tornam resistentes ao antibióti- co, como acontece com as cefamicinas e aminotiazolilcefalospori- nas, que também induzem betalactamases. As bactérias que tiveram suas betalactamases induzidas pelo imipenem tornam-se resistentes às cefalosporinas e penicilinas.
    • MEROPENEM
      • O meropenem é um novo carbapenem intravenoso muito semelhan- te ao imipenem. Por não sofrer a ação de desidropeptidase renal humana, o merope- nem pode ser administrado sem cilastatina. O meropenem é levemente mais ativo contra bactérias Gram- negativas, enquanto o imipenem é levemente mais ativo contra Gram- positivos
      •  As indicações clínicas do meropenem são as mesmas do imipenem: infecções intra-abdominais complicadas, em adultos e crianças, menin- gite bacteriana em crianças, pneumonia, pacientes neutropênicos febris, bacteremias, infecções complexas do trato urinário
    • AZTREONAM
      •  O aztreonam é um monobactâmico de origem sintética, detentor de po- tente atividade antibiótica contra bactérias aeróbias Gram-negativas, inclusive Pseudomonas aeruginosa, e grande estabilidade na presen- ça das betalactamases.
      • . Esse antibiótico é capaz de atravessar facilmente a membrana externa das bactérias Gram-ne- gativas aeróbias e apresenta grande afinidade pelo tipo 3 das proteínas específicas que se ligam às penicilinas. Esse tipo de afinidade faz com que as bactérias se tornem filamentosas, percam sua capacidade repro- dutora e morram.
      • O aztreonam possui espectro antibacteriano estreito, só atingindo as bactérias aeróbias Gram-negativas. Neisseria meningitidis, N. gonorrho- eae, Haemophilus influenzae, mesmo as raças produtoras de betalacta- mases, são muito sensíveis

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Farmácia Mind Map on inibidores da parede celular, created by Bianca Souza on 12/09/2019.
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Bianca Souza
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