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Identificar as principais características dos músculos e os diferentes tipos de fibra.
- Tipos de fibras musculares
- As fibras do Tipo I são as fibras denominadas de oxidativas lentas ou fibras de contração lenta, contêm muitas enzimas oxidativas e são envolvidas por mais capilares do que qualquer outro tipo de fibra, além de ter concentrações de mioglobina mais elevadas que as fibras rápidas, a alta concentração de mioglobina, o grande número de capilares e a alta atividade enzimáticas mitocondrial fazem com que essas fibras possuam grande capacidade de metabolismo aeróbio e alta resistência à fadiga
- A musculatura esquelética é constituída por tipos de fibras musculares que possuem características fisiológicas e bioquímicas distintas. Basicamente elas podem ser classificadas em fibra do Tipo I, fibras do Tipo II que possui duas subdivisões (Tipo IIa e Tipo IIb), além das fibras do Tipo IIx, apresentando, dentre outras características, velocidade de contração e sensibilidade à fadiga, diferentes para cada tipo de fibra muscular
- As fibras Tipo II são descritas como fibras de contração rápidas ou glicolíticas rápidas, estas apresentam em sua composição um número pequeno de mitocôndrias, e uma limitada capacidade metabólica aeróbica, por isso são pouco resistentes ao índice de fadiga. Porém a tensão das fibras Tipo IIx e muito parecida com a fibra Tipo IIa, que são fibras consideradas intermediarias, mas que apresentam maior tensão se comparadas as fibras Tipo I. Além disso a atividade de ATPase da miosina nas fibras de tipo IIx e maior do que nos outros tipos de fibras
- Principais características dos músculos
- Contratilidade
- Elasticidade
- Excitabilidade
- Extensibilidade
- Quanto a questão estrtural é caracterizado pela presença de células alongadas, denominadas fibras musculares ou miócitos, com um citoplasma rico em filamentos proteicos, principalmente actina e miosina. A actina é uma fibra proteica do citoesqueleto e, junto a outras proteínas, forma os chamados filamentos finos. A miosina é uma proteína associada ao citoesqueleto e forma os filamentos espessos. Além disso, As células musculares apresentam ainda tecido conjuntivo conjugado e sua matriz extracelular é constituída pela lâmina basal e fibras reticulares.
- Tipos de fibras musculares
Objetivo 3- Diferenciar a demanda energética dos três tipos musculares
- Energia em geral
- Em sua maioria as células do corpo têm a capacidade de se alongar ou encurtar, sendo assim, capazes de mudar de forma. As proteínas chamadas motores moleculares são capazes de efetuar mudanças de comprimento muito mais rapidamente do que sistemas que são dependentes de mecanismos de polimerização-despolimerização, usando energia a partir da hidrólise de adenosina 5'- trifosfato (ATP). E, dos sistemas que dependem de AT, um dos mais generalizados é baseado na interação miosina e actina.
- Os músculos são reconhecidos como máquinas para converter energia química em trabalho mecânico
- Cabe pontuar que os componentes do gasto energético, em um período de 24 horas são o somatório de três elementos principais: o gasto energético basal. o efeito térmico do alimento ou termogênese induzida pela dieta e custo calórico da atividade física
- Músculos Estriados Esqueléticos
- O musculo estriado esquelético é capaz de realizar contrações poderosas, que chegam até 100 watts por quilo, em virtude da organização regular de suas proteínas contráteis. • Há três sistemas energéticos distintos, porém fortemente integrados, que operam juntos, de forma coordenada, para fornecer energia para a contração muscular: o sistema de fosfocreatina, o sistema glicolítico anaeróbio e o sistema oxidativo.
- Durante contrações de explosões curtas de exercício de alta intensidade s sistemas de fosfocreatina e glicolítico anaeróbio fornecem ATP a uma taxa alta para sustentar a contração muscular.
- Já o sistema oxidativo predomina durante exercícios de intensidade baixa a moderada, quando há oxigênio disponível para o músculo. A demanda de ATP para este tipo de exercícios é baixa, e a energia pode ser suprida a uma taxa elevada o suficiente pelos sistemas energéticos oxidativos.
- • No caso de atividades com uma demanda intensidade maior s, a demanda de ATP é alta, e a energia não pode ser suprida somente pelo metabolismo oxidativo. Portanto, o sistema glicolítico anaeróbio deve preencher essa lacuna entre o sistema de fosfocreatina e o oxidativo.
- Músculo Liso
- • O músculo liso não contém estriações regulares nem sofre o mesmo tipo de acoplamento excitação-contração quando comparado aos músculos estriados. Seu processo de contração é relativamente mais lento e sustentadas.
- • As vias metabólicas, incluindo glicólise aeróbica, oxidação de ácidos graxos e metabolismo de aminoácidos, têm papéis distintos e indispensáveis na vasculatura normal e disfuncional. • O metabolismo da glicose é crucial. O transporte de glicose é um processo bem regulado, e o transportador de glicose 1 é a isoforma dominante da família GLUT facilitadora, que medeiam a captação de glicose.
- • Além da glicose, os ácidos graxos também atuam como fonte de energia disponível para tal tecido, e a oxidação de ácidos graxos gera mais energia que a glicose, embora necessite de mais oxigênio por molécula de ATP sintetizada. O ácido graxo pode alterar o metabolismo da glicose e do glicogênio tanto no músculo liso vascular quiescente quanto em contração.
- • O glicogênio, um polímero de glicose altamente ramificado, serve como reserva de energia de carboidratos. Posto isso, a utilização do glicogênio serve como uma reserva de energia endógena para a contração e, sob a demanda do aumento da atividade de contração, o tecido pode mudar para o metabolismo do glicogênio. No entanto, o papel do metabolismo do glicogênio ainda precisa ser explorado.
- Músculo Estriado Cardíaco
- As principais reações químicas que utilizam ATP, nos músculos esquelético e cardíaco, estão associadas ao acoplamento excitação-contração: a miosina ATPase, nas miofibrilas, e a Ca2+-ATPase, no retículo sarcoplasmático (SERCA).
- Tal tecido muscular é dependente do metabolismo aeróbico e possui uma necessidade contínua de ATP, posto que quase metade do volume celular é ocupado por mitocôndria. Cabe falar, que o suprimento energético é derivado das gotículas lipídicas e do glicogênio.
- • O coração saudável depende apenas da produção aeróbica do ATP (na mitocôndria) para o fornecimento de energia ao aparelho contráctil através da oxidação de diferentes substratos no ciclo do Krebs. • O miocárdio é um tecido com necessidades energéticas muito grandes, consentâneas com o tipo de atividade que realiza. O adenosinotrifosfato (ATP) constitui a fonte de energia imediata que a célula cardíaca, tal como a grande maioria das células do organismo, utiliza, através da sua hidrólise, para a realização do trabalho que tem que executar.
- Energia em geral
Objetivo 2- Relacionar o infarto ao potencial de ação do coração
- Expressão Bioquímica de Isquemia, Lesão e Necrose
- O potencial de repolarização depende do potássio intracelular (ki+) de tal forma que, quando ocorre a perda de Ki+, ocorre a diminuição do potencial de repouso.
- A insuficiência coronariana progressiva encontra-se associada com a diminuição progressiva do potássio intracelular.
- Quando o Ki+ é ainda mais reduzido, ao redor de 50% de valores normais, o potencial de repouso encontra-se reduzido a um potencial inerte e a célula torna-se eletricamente morta ou necrótica.
- Área de necrose
- I- Geralmente se instala após 6 a 12 horas da oclusão e, do ponto de vista eletrofisiológico, não é capaz de se ativar ou recuperar, funcionando apenas como tecido condutor do estímulo gerado em áreas vizinhas.
- II- Em determinado instante, não ocorrendo a ativação da área necrosada, os potenciais originados pela ativação de regiões opostas ficam como "liberadas", predominando no campo elétrico. Como efeito resultante, a excitação "foge" da zona comprometida, surgindo vetores que se dirigem da área de necrose para o tecido são relativamente positivos.
- Área de lesão
- I-Instala-se a partir dos 20 minutos após a oclusão
- II-A curva do potencial de ação da célula lesada apresenta modificações em suas várias fases. Assim, ocorre a diminuição do potencial de repouso, que se torna menos positivo, redução da velocidade da fase 0 e da amplitude da fase 1 e ainda, encurtamento da curva do potencial de ação, devido à diminuição da duração das fases 2 e 3.
- III- Do ponto de vista eletrofisiológico, diz-se que há lesão de uma região do miocárdio quando, pela acentuada queda de Ki+, o PTR torna-se bem menor que - 90mV, atingindo valor de - 65 mV, traduzindo "despolarização diastólica" espontânea evidente. Retarda-se, por conseguinte, a curva de resposta da membrana
- IV- Pode-se admitir que, em situação de repouso, a área lesada por alteração da permeabilidade da membrana permite, espontânea e parcialmente, migração de cargas elétricas positivas para o interior da célula lesada, neutralizando-se as cargas correspondentes.
- V- A fase de ativação do coração (sístole elétrica média), a dificuldade da região lesada em se despolarizar revela-se como a área eletricamente positiva em relação à normal.
- Área de Isquemia
- Atraso no processo de repolarização da área comprometida, isso se deve à discreta diminuição de potássio intracelular (K+) que, por ser mínima, não modifica o potencial transmembrana de repouso (PTR). Entretanto, a isquemia determina modificação da fase 3 do potencial transmembrana de ação, prolongando-a. A região isquêmica ativa-se de maneira normal, porém a recuperação das cargas positivas faz-se tardiamente.
- Expressão Bioquímica de Isquemia, Lesão e Necrose
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- Medicina Mind Map on EPG, created by Roberto Neves on 05/05/2022.
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- Created by Roberto Neves · May 4, 2022
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