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ANALGÉSICOS

Angelice Sena Farmácia Portuguese

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ANALGÉSICOS

  1. OPIOIDES

    • RECEPTORES
      • Cada família de receptor apresenta uma especificidade diferente para os fármacos com os quais ela se liga, os três são membros da família de receptores acoplados à proteína G e inibem a adenililciclase.
        • Eles também estão associados a canais iônicos, aumentando o efluxo pós-sináptico de K+ ou reduzindo o influxo pré-sináptico de Ca 2 +, impedindo, assim, o disparo neuronal e a liberação do transmissor
          • RECEPTORES µ, (mü)
          • RECEPTORES K (capa)
          • RECEPTORES S (delta)
    • Sua utilização principal é para aliviar a dor intensa
    • AGONISTAS POTENTES
      • MORFINA
        • MECANISMO DE AÇÃO
          • Causam hiperpolarização das células nervosas, inibição da descarga nervosa e inibição pré-sináptica da liberação de neurotransmissor.
          • Age nos receptores K nas lâminas 1 e li do corno dorsal da medula espinal e reduz a liberação da substância P, que modula a percepção da dor na medula espinal.
        • AÇÕES
          • Analgesia, euforia, depressão respiratória e do reflexo da tossa, miose, êmese, aumenta tônus do TGI, libera histamina, aumenta hormônios(GH, prolactina e ADH)
        • FARMACOCINÉTICA
          • ABSORÇÃO: Por causa da significativa biotransformação de primeira passagem da morfina no fígado, as injeções IM, SC ou IV produzem as respostas mais confiáveis, além de ser lenta no TGI.
          • DISTRIBUIÇÃO: É distribuída rapidamente para todos os tecidos, somente uma pequena fração de morfina atravessa a barreira hematencefálica
          • METABOLISMO E EXCREÇÃO: A morfina é conjugada com ácido glicurônico no fígado, os conjugados são excretados primariamente na urina e pequenas quantidades aparecem na bile
      • MEPERIDINA
        • MECANISMO DE AÇÃO: liga-se ao aos receptores µ e também aos K.
        • AÇÕES
          • Dilatação das pupilas devido a uma ação anticolinérgica
          • Dilata os vasos cerebrais, aumenta a pressão do líquido cerebrospinal e contrai a musculatura lisa
          • Depressão respiratória, por IV resistência periférica e aumento no fluxo sanguíneo periférico e pode aumentar a frequência cardíaca
        • FARMACOCINÉTICA: é bem absorvida no TGI, porém mais administrada por via parenteral. Dura de 2 a 4 horas
      • METADONA
        • MECANISMOS DE AÇÃO: As ações da metadona são mediadas pelos receptores µ.
        • AÇÕES: Como a morfina, a metadona aumenta a pressão biliar e causa constipação (mas menos do que a morfina)
        • FARMACOCINÉTICA
          • É bem absorvida após a administração via oral. O fármaco é biotransformado no fígado e excretado , quase exclusivamente nas fezes.
          • A biotransformação é variável, pois depende de múltiplas enzimas CI P450
      • FENTANILA
        • AÇÕES: Frequentemente a fentanila é usada durante cirurgias cardíacas, já que ela tem efeitos negligenciáveis na contratilidade do miocárdio
        • FARMACOCINÉTICA: A fentanila é biotransformada em metabólitos inativos pelo sistema CIP450 3A4, e os fármacos que inibem essa isoenzima podem potencializar os seus efeitos. A maior parte da fentanila e seus metabólitos são eliminados pela urina.
      • OXICODONA
        • Derivado semissintético da morfina. Ela é ativa por via oral e, algumas vezes, formulada com ácido acetilsalicílico (AAS) ou com paracetamol.
        • FARMACOCINÉTICA:é biotransformada via CI P450 206 e 3A4. A excreção é por via renal. O abuso das preparações de liberação lenta é associado a muitos óbitos
      • HIDROMOFONA E HIDROCODONA
        • São ativas por via oral e análogos semisintéticos da morfina e codeína, respectivamente. A hidromorfona por via oral é cerca de 8 a 10 vezes mais potente do que a morfina oral
        • A potência analgésica da hidrocodona oral é aproximadamente a da morfina. A hidrocodona é associada com paracetamol ou ibuprofeno para tratar dor moderada a intensa
        • FARMACOCINÉTICA: A hidrocodona é biotransformada no fígado a vários metabólitos, um dos quais é a hidromorfona por ação da CI P450 206 que pode ser afetada por interações com outros fármacos
      • OXIMORFONA
        • Narcótico analgésico com potência similar à da hidromorfona. Não ocorrem interações de fármacos clinicamente relevantes associadas com o sistema enzimático CI P450 comparado com a oxicodona.
    • AGONISTAS MODERADOS A FRACOS
      • CODEÍNA
        • A potência analgésica da codeína é cerca de 30°/o daquela da morfina, é utilizada frequentemente em combinação com ácido acetilsalicílico ou com paracetamol.
    • AGONISTAS PARCIAIS
      • BUPRENORFINA
        • Atua no receptor µ, um de seus principais usos é na desintoxicação dos adietas de opioides, pois provoca sintomas de abstinência mais suaves e curtos em comparação com a metadona
        • É biotransformada pelo fígado e excretada na bile e na urina. Os efeitos adversos incluem depressão respiratória que não é facilmente revertida pela naloxona e redução (ou, raramente, aumento) da pressão arterial, náuseas e tontura.
    • ANTAGONISTAS
      • NALOXONA
        • Rapidamente desloca todas as moléculas opioides ligadas ao receptor e, assim, é capaz de reverter o efeito da dose excessiva de morfina
          • É um antagonista competitivo nos receptores µ., K e õ, com afinidade 1 O vezes maior pelos receptores µ. do que pelos K.
      • NALTEREXONA
        • Tem ações similares às da naloxona mas apresenta duração de ação mais longa
          • Bloqueia o efeito da heroína injetada por até 48 horas. Usada na desintoxicação rápida de opioides, porém é hepatotóxica
  2. AGONISTAS-ANTAGONISTAS

    • PENTAZOCINA
      • Age como agonista nos receptores K e é um antagonista fraco nos receptores µe S. Pode ser administrada por via oral ou parenteral.
      • Em doses mais altas, provoca depressão respiratória e reduz a atividade do TGI, aumentam a pressão arterial e podem causar alucinações, pesadelos, distaria, taquicardia e tontura
  3. NÃO OPIOIDES

    • FARMACODINÂMICA
      • MECANISMOS DE AÇÃO: inibem cicloxigenases (COX-1 e COX-2), enzimas envolvidas na síntese de prostaglandinas, evitando assim sensibilização (hiperalgesia primária) de receptores periféricos de dor e produzindo antialgesia
      • AÇÃO: Todos os analgésicos não-opioides têm igual eficácia no tratamento de dores agudas e crônicas de intensidade leve a moderada
    • EXEMPLOS
      • PARACETAMOL
      • DIPIRONA
      • ÁCIDO ACETILSALICÍLICO
      • NIMESULIDA

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Farmácia Mind Map on ANALGÉSICOS, created by Angelice Sena on 24/05/2021.
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