Consílio dos Deuses
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Concílio dos Deuses - Os Lusíadas
- Trabalho realizado por :
- Ângela Matos Nº6 12ºG

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- Introdução;
- Estrutura externa e interna do Concílio dos Deuses;
- Personagens principais;
- Explicação do episódio;
- Conclusão
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- Estrutura externa:
- Canto I (106 estrofes) , 19-41 (22 estrofes)
- Oitavas
- Maioria de versos heróicos (decassílabos com sílabas tônicas nas posições 6 e 10)
- Esquema rimático AB-AB-AB-CC: rima cruzada (6 primeiras estrofes) e emparelhada (2 ultimas estrofes)
- Estrutura interna:
- O episódio insere-se na narração (que constitui a açao principal iniciada in media res)
- Nas temáticas do episódio estão presentes: o plano da viagem, o plano da história de Portugal e o plano da mitologia
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- Júpiter
- Mercúrio
- Vénus
- Baco
- Marte

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Explicação do episódio - Concílio dos Deuses
- Est. 19 - Plano da viagem
- 1ª parte do episódio - relato da viagem
- "Já no largo Oceano navegavam,
- As inquietas ondas apartando;
- Os ventos brandamente respiravam,
- Das naus as velas côncavas inchando;
- Da branca escuma os mares se mostravam
- Cobertos, onde as proas vão cortando
- As marítimas águas consagradas,
- Que do gado de Próteo são cortadas"

- Caption: Próteo
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Explicação do episódio - Concílio dos Deuses
- Est. 20 - início do Plano Mitológico
- 2ª parte do episódio - intervenção dos Deuses
- "Quando os Deuses no Olimpo luminoso,
- Onde o governo está da humana gente,
- Se ajuntam em concílio glorioso
- Sobre as cousas futuras do Oriente.
- Pisando o cristalino Céu formoso,
- Vêm pela Via-Láctea juntamente,
- Convocados da parte do Tonante,
- Pelo neto gentil do velho Atlante."

- Caption: "neto gentil do velho Atlante"
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- Est. 28
- "Prometido lhe está do Fado eterno,
- Cuja alta Lei não pode ser quebrada,
- Que tenham longos tempos o governo
- Do mar, que vê do Sol a roxa entrada.
- Nas águas têm passado o duro inverno;
- A gente vem perdida e trabalhada;
- Já parece bem feito que lhe seja
- Mostrada a nova terra, que deseja."
- Est. 29
- "E porque, como vistes, têm passados
- Na viagem tão ásperos perigos,
- Tantos climas e céus experimentados,
- Tanto furor de ventos inimigos,
- Que sejam, determino, agasalhados
- Nesta costa africana, como amigos.
- E tendo guarnecida a lassa frota,
- Tornarão a seguir sua longa rota."
- Est. 30
- "Estas palavras Júpiter dizia,
- Quando os Deuses por ordem respondendo,
- Na sentença um do outro diferia,
- Razões diversas dando e recebendo.
- O padre Baco ali não consentia
- No que Júpiter disse, conhecendo
- Que esquecerão seus feitos no Oriente,
- Se lá passar a Lusitana gente."
- Est. 33
- "Sustentava contra ele Vénus bela,
- Afeiçoada à gente Lusitana,
- Por quantas qualidades via nela
- Da antiga tão amada sua Romana;
- Nos fortes corações, na grande estrela,
- Que mostraram na terra Tingitana,
- E na língua, na qual quando imagina,
- Com pouca corrupção crê que é a Latina."
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- Est. 38
- E disse assim: "Ó Padre, a cujo império
- Tudo aquilo obedece, que criaste,
- Se esta gente, que busca outro hemisfério,
- Cuja valia, e obras tanto amaste,
- Não queres que padeçam vitupério,
- Como há já tanto tempo que ordenaste,
- Não ouças mais, pois és juiz direito,
- Razões de quem parece que é suspeito.
Information
- Description
- Slide Set on Consílio dos Deuses, created by Ângela Matos on 31/01/2017.
- Created by
- Ângela Matos · Jan 2017
- Updated
- Jan 31, 2017
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