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Flashcards

Pré-eclâmpsia

Valeria Soares de Jesus Santana Obstetrícia Medicina Portuguese 54 cards

Cards in this deck (54)

  1. 1Qual é a definição de hipertensão arterial na gravidez?PAS maior ou igual a 140 e/ou PAD maior ou igual a 90
  2. 2Qual é a definição de Hipertensão Arterial Crônica (HAC)?Presença de hipertensão relatada pela gestante ou identificada antes da 20ª de gestação
  3. 3Qual é a definição de hipertensão gestacional?Identificação de hipertensão gestacional na 2ª metade da gestação, em gestante previamente normotensa, porém sem proteinúria ou manifestação de outros sinais/sintomas relacionados à pré-eclâmpsia (PE). Deve desaparecer 12 semanas após o parto.
  4. 4Quando a hipertensão arterial persiste após 12 semanas, ela cabe em qual classificação?Hipertensão arterial crônica
  5. 5Qual é a definição de pré-eclâmpsia?Identificação de hipertensão arterial em gestante previamente normotensa, a partir da 20ª semana de gestação, associada à proteinúria significativa. Na ausência de proteinúria, também se considera pré-eclâmpsia quando a hipertensão arterial for acompanhada de comprometimento sistêmico ou disfunção dos órgãos-alvo ou sinais de comprometimento placentário (RCIU e/ou alterações do Doppler).
    Entretanto, com o objetivo de não se perder tempo para o diagnóstico, orienta-se, atualmente, que se estabeleça o diagnóstico de PE mesmo na ausência de proteinúria quando a pcte apresentar PAS igual ou > 160 e/ou PAD igual ou > 110 e/ou sinais de insuficiência placentária
  6. 6Quando podemos chamar de pré-eclâmpsia sobreposta à HAC?Quando, a partir da 20ª semana de gestação, ocorre o aparecimento ou piora da proteinúria já detectada na 1ª metade da gestação, quando gestantes portadoras da HAC necessitam de associação de anti-hipertensivos ou aumento de doses terapêuticas iniciais e na ocorrência de disfunção de órgãos-alvo
  7. 7Qual valor de proteinúria é considerado na PE?Presença de pelo menos 300mg em urina de 24h
  8. 8Qual valor da relação proteinúria/creatinúria (mg/dl) é considerado na PE?É considerado alterado quando o valor for de pelo menos 0,3
  9. 9Na impossibilidade de realização dos exames de proteinúria e da relação proteinúria/creatinúria, a paciente pode fazer qual exame?Avaliação qualitativa em fita, em amostra de urina (presença de pelo menos uma cruz indica 30mg/dl)
  10. 10Como é feita a classificação da pré-eclâmpsia em relação à IG?Pré-eclâmpsia precoce (< 34s), tardia (igual ou > 34s), pré-termo (< 37s) e de termo (igual ou > 37)
  11. 11Quais são as possíveis consequências da mulher que sofreu PE com sinais de gravidade?Maiores chances de eventos vasculares cardíacos, encefálicos e renais, fenômenos tromboembolísticos, etc.
  12. 12Qual deve ser a conduta com uma paciente que possui PE sem sinais de gravidade?Deve ser internada para se aprofundar a avaliação e ter certeza de que não existem sinais/sintomas ou alterações de exames laboratoriais que alterem esse diagnóstico de PE com sinais de gravidade
  13. 13Após avaliação diagnóstica intra-hospitalar inicial da paciente com PE, é possível acompanha-la ambulatorialmente?Sim. Para fazer o controle ambulatorial, é preciso que a paciente esteja bem informada sobre a importância de buscar ajuda caso surjam sintomas/sinais de agravamento da doença (cefaleia intensa e/ou persistente, alterações visuais, dispneia, dor no QSD ou epigastralgia). Além disso, devemos considerar se a paciente tem alguém em casa para dar suporte, mora próximo ao local, tem condições de aferir a PA diariamente, manterá as consultas semanais para monitoramento do feto e realizará os exames laboratoriais necessários.
  14. 14Quando a resolução da gestação deve ocorrer em uma paciente com PE controlada/sem sinais de gravidade?Com 37 semanas
  15. 15Como definir uma PE com sinais de gravidade?PAS igual ou > 160 e/ou PAD igual ou > 110, confirmada por intervalo de 15 minutos; síndrome HELLP; sinais de iminência de eclâmpsia; eclâmpsia; EAP; dor torácica (acompanhada ou não de alterações respiratórias); insuficiência renal (níveis séricos de creatinina > 1,1 e ureia, além da progressão para oligúria (diurese < 500ml/24h)
  16. 16Quais das situações indica a resolução da gestação?1) Síndrome HELLP; 2) Eclâmpsia 3) Edema pulmonar/descompensação cardíaca; 4) Insuficiência renal; 5) DPP; 6) Hipertensão refratária ao tratamento com 3 drogas anti-hipertensivas; 7) Alterações na vitalidade fetal
  17. 17Quais exames laboratoriais devem ser solicitados para investigação da PE?Hemograma (Ht, Hb, Leuco, Plaq); DHL; BT; Creatinina; TGO
  18. 18Qual situação indica a profilaxia de convulsão com sulfato de magnésio, mesmo na ausência de sintomas?PAS igual ou > 160 e/ou PAD igual ou > 110.
  19. 19Por que devemos fazer redução gradual da PA ao prescrever hipotensores? Qual é a meta de redução?Porque a redução abrupta e excessiva da PA pode causar AVE, IAM, IRA e hipóxia fetal. A meta de redução é de 15-25% na primeira hora.
  20. 20Qual é a dose de nifedipino na crise hipertensiva?10mg VO. Repetir, se necessário, a cada 20-30min (VO). Dose máxima: 30mg.
  21. 21Qual é a alternativa do nifedipino para crises hipertensivas?Hidralazina 5mg EV. Repetir, se necessário, 5mg a cada 20min. Dose máxima: 30mg.
  22. 22Qual é a posologia da metildopa durante a gestação?Apresentação: comprimidos de 250 mg
    e 500mg. Posologia: 750mg (dose mínima) a 2000mg (dose máxima) por dia.
  23. 23Quais fármacos anti-hipertensivos são contraindicados durante a gravidez?IECA, BRA II e os inibidores diretos da renina
  24. 24Quando o uso da furosemida é indicado?Diante de edema agudo de pulmão (EAP) ou limitação da função do rim que indique terapêutica com diurético.
  25. 25Qual é a conduta diante de PE grave com IG < 24-26 semanas?Cada caso deve ser individualizado e compartilhado com o casal esclarecendo o prognóstico desfavorável da gestação
  26. 26Qual é a conduta de PE grave entre 24-26 até 34 semanas?Na ausência de condições que indiquem parto imediato, deve-se tentar avançar até 34 semanas, com atenta vigilância clínica e subsidiária, materna e fetal. Recomenda-se a realização do ciclo de corticoterapia para amadurecimento do pulmão fetal.
  27. 27Qual é a conduta na PE grave com IG entre 34 e 37 semanas?É possível se considerar o prolongamento da gestação aproximando-se da 37ª semana, no intuito de atenuar as complicações da prematuridade. Vigilância clínica cuidadosa para promover parturição de imediato, se necessário.
  28. 28Qual é a via de parto nos casos de PE com sinais de gravidade?A melhor via de parto é a mais segura. A parturição por via vaginal é preferível, com a intenção de não agregar potenciais riscos cirúrgicos.
  29. 29Qual calculadora é utilizada para predição de resultados desfavoráveis?PIERS (Pre-Eclampsia Integrated Estimate of Risk)
  30. 30Como é o puerpério da paciente com PE com sinais de gravidade?Há o risco de evoluir com eclâmpsia e síndrome HELLP. A prescrição com sulfato de magnésio pode ser necessária; o tempo de uso deverá se embasar no contexto clínico, sendo frequentemente mantido por 24h. É possível que ocorra piora dos níveis pressóricos do 3º ao 6º dia após o parto, secundário à redistribuição líquida.
  31. 31Quais medicações devem ser evitadas no puerpério da paciente com PE?AINES
  32. 32O que significa o acrônimo da síndrome HELLP?H - Hemolysis
    E - Elevated
    L - Liver enzimes
    L - Low
    P - Platelets
  33. 33Quais são os diagnósticos diferenciais para a síndrome HELLP?1) Hepatite aguda; 2) Colecistite; 3) Pancreatite; 4) Lupus; 5) Fígado gorduroso da gestação; 6) Púrpura trombocitopênica; 7) Síndrome hemolítico urêmica; 8) Choque séptico ou hemorrágico.
    O perfil laboratorial e a anamnese ajudam a diferenciar.
  34. 34Quais alterações laboratoriais estão presentes na síndrome HELLP?Bilirrubinas > 1,2; DHL > 600; TGO ou TGP > 70; Plaq < 100.000
  35. 35Qual é a classificação de Martin (1983) para síndrome HELLP com relação às plaquetas?Classe I: < 50.000
    Classe II: > 50.000 e < 100.000
    Classe III: > 100.000 e < 150.000
  36. 36Quais são as complicações da síndrome HELLP?Hemorragia (SNC, fígado, FO e DPP). A plaquetopenia está associada a CIVD. A presença de cefaleia, alterações visuais e epigastralgia aumenta significativamente o risco de eclâmpsia.
  37. 37Qual é a conduta na síndrome HELLP?Resolução da gestação. As bases do tratamento são a prevenção das complicações hemorrágicas e da eclâmpsia, controle da hipertensão arterial grave e a resolução do parto.
  38. 38Como deve ser a transfusão de sangue e plaquetas na presença de sangramento anormal, síndrome HELLP ou na presença de trombocitopenia grave (< 20.000 plaquetas, mesmo sem sangramento)?Transfusão de CH sempre indicada. A transfusão de plaquetas é indicada quando a contagem de plaquetas < 50.000mm³. Cada unidade de concentrado de plaquetas eleva em cerca de 5.000-10.000 mm³ em um adulto de 70kg.
  39. 39Qual deve ser a conduta no pós-parto na PE com sinais de gravidade/síndrome HELLP?A paciente deve ser internada em UTI. O controle laboratorial será realizado utilizando os mesmos parâmetros do diagnóstico (plaquetas, DHL, TGO, bilirrubinas). A diurese deve ser controlada e mantida acima de 25ml/h. A hipertensão arterial deve ser mantida abaixo de 150/100 mmHg.
  40. 40Como é feita a prevenção da pré-eclâmpsia?AAS (50-150mg) uma vez ao dia à noite antes de dormir, iniciada a partir da 16ª semana. Embora possa ser mantida até o parto, sua suspensão após a 36ª semana é uma conduta racional, pois evitaria riscos potenciais de sangramento aumentado no parto.
    Além disso, recomenda-se o uso de cálcio (1g/dia) a partir da 12ª semana de gestação e somente para gestantes de alto risco para desenvolvimento de PE, especialmente àquelas com dieta pobre em cálcio.
  41. 41Quais são os principais fatores de risco para PE?Primigestação, história prévia ou familiar de PE, hipertensão crônica, diabete, colagenose, raça negra, obesidade e trombofilias.
  42. 42Como o estudo Doppler das artérias uterinas pode mensurar o risco de PE e RCIU?Mostrando incisuras protodiastólicas persistentes além da 23ª semana de gestação, identificando uma circulação placentária de alta resistência, em geral fruto da deficiência de invasão vascular pelo trofoblasto
  43. 43Com que IG é melhor para mensurar o risco de PE no exame de Doppler?24 semanas
  44. 44Em quais casos o uso do nitroprussiato de sódio está reservado? Qual a dose?Para os casos de encefalopatia hipertensiva ou crise hipertensiva não responsiva aos demais tratamentos. A dose deve ser abaixo de 4microg/kg/min na BIC (idealmente 0,25microg/kg/min). Não usar por mais de 4h.
  45. 45Qual é a conduta (passo a passo) diante de uma hipertensão arterial aguda (PAS igual ou maior que 160 e/ou PAD igual ou maior que 110)?1) Orientar a posição em decúbito lateral esquerdo
    2) Soro glicosado 5% em veia periférica
    3) Nifedipino 10mg VO. Repetir 10mg a cada 30min (dose máxima de 30mg).
    4) Se não houver resposta ao nifedipino, administrar hidralazina 5mg EV. Se a PA não for controlada, repetir 5-10mg EV a cada 20min
    5) Verificar PA de 5-5min por 20 min após a medicação
    6) Cardiotocografia por pelo menos 20 min após a medicação
    7) Repetir a medicação se necessário (PA >155/105) até dose máxima de 30mg cada droga
    8) Manter a PA < 160/110 e > 135/85
  46. 46Qual é a medicação alternativa à hidralazina?Labetalol (20mg EV em bólus). Se necessário, repetir 40mg em 10min, e até mais duas doses de 80mg a cada 10min. Dose máxima: 220 mg.
    Observação: Não usar em asmáticas ou com ICC
  47. 47Como é a diluição da hidralazina EV?1 ampola (2ml - 20mg) em 3 ml de AD
  48. 48Epigastralgia intensa e persistente associada a níveis pressóricos muito elevados pode sugerir o que? Qual seria a conduta mais adequada?Distensão da cápsula hepática por hemorragia subcapsular. Nesse caso, é importante avaliar a loja hepática com USG ou TC. A comprovação de hematoma implica a necessidade de controle rigoroso da PA e indicação de cesariana, pois durante o período expulsivo pode haver ruptura hepática. Além disso, solicitar exames laboratoriais para avaliar as funções renais e hepáticas e as possíveis alterações hematológicas.
  49. 49Qual é a dose de sulfato de magnésio como prevenção das convulsões?Dose de ataque: 4 g de MgSO4 (8ml de MgSO4 a 50% diluído em 12 ml de AD) EV em 5-10 min
    Dose de manutenção: 0,6-2g/h EV (10 ml de MgSO4 a 50% em 240ml de SF 0,9%) na BIC 50ml/h (1g/h) ou 100ml/h (2g/h). A cada 120 min, verificar se a diurese está preservada (> 25 ml/h) e se os reflexos tendinosos estão presentes.
    Dose de manutenção IM* (especialmente útil para transporte de pacientes em ambulância e enfermarias, situações em que o controle da infusão IV é precário): 10 ml a 50% no quadrante superior externo da nádega a cada 4h (alternando as nádegas)
    *Evitar o uso do esquema IM se houver plaquetopenia < 100.000 mm³ pelo risco de hematoma no glúteo*
  50. 50O que fazer se houve um espaço igual ou maior que 6 horas entre as doses de manutenção e a diurese for maior ou igual a 25ml/h?Reiniciar o tratamento com dose de ataque
  51. 51O que fazer se a função renal estiver comprometida (Cr igual ou maior que 1,3)?Aplicar metade da dose de manutenção. Medir o nível sérico de Mg antes de cada nova dose:
    4-7 mEq/L - níveis terapêuticos
    8-10 mEq/L - inibição dos reflexos tendinosos
    > 10mEq: risco de PCR
  52. 52Qual é a conduta em caso de comprometimento da função respiratória devido ao MgSO4?Administração de 1g de gluconato de cálcio EV e oxigenoterapia. Em caso de PCR, além do que foi citado, fazer entubação orotraqueal e ventilação assistida.
  53. 53Em que momento deve ser feita a indução da maturidade pulmonar fetal com corticosteroides?Em gestações com menos de 34 semanas nas quais o nascimento estiver previsto para as próximas 24-48h
  54. 54Quais fatores são decisivos para a via do parto?As condições fetais, a IG e a avaliação do colo do utero (escore de Bishop)

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Medicina Obstetrícia Flashcards on Pré-eclâmpsia, created by Valeria Soares de Jesus Santana on 11/05/2022.
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